Reforçar a organização é fundamental para dar continuidade à luta
8.º Congresso Regional dos Açores
Determinados a continuar a luta
A Organização Regional dos Açores do PCP realizou, no passado fim-de-semana, o seu oitavo Congresso. Jerónimo de Sousa esteve presente e reafirmou os valores e causas do Partido.
O Congresso, que contou com a participação de 85 delegados, debateu e aprovou resoluções sobre a situação na região e as principais tarefas dos comunistas, com vista ao reforço do Partido e da sua organização.
O Congresso elegeu a nova direcção, constituída por um Conselho Regional com 27 membros uma Direcção Regional que, entre os seus 9 elementos, conta com os camaradas Martinho Baptista, que assumirá responsabilidades de direcção pela organização regional, e Aníbal Pires que, sucedendo a José Decq Mota, é a partir de agora o novo coordenador regional do PCP nos Açores.
A encerrar o Congresso Regional dos Açores do PCP, o secretário-geral, Jerónimo de Sousa, afirmou serem mais difíceis as condições que se colocam à luta dos comunistas na região, depois da perda dos dois deputados regionais, nas eleições de Outubro passado. Porém, reafirmou, a luta dos comunistas «é para prosseguir com firmeza e determinação, assumindo com forte convicção a justeza da nossa luta e a perspectiva de que com trabalho e empenhamento saberemos ultrapassar as nossas momentâneas dificuldades».
Para o secretário-geral do PCP, os recentes resultados eleitorais, que consagraram dois objectivos da CDU - a derrota da direita e o reforço eleitoral da coligação PCP/PEV -, constituem um estímulo e um «bom indicativo e um exemplo de que é possível inverter uma tendência de declínio eleitoral e retomar o caminho do reforço eleitoral, político e social, de forma a assegurar uma mais eficaz intervenção do Partido».
Para este «importante êxito eleitoral», que desiludiu todos aqueles que apostavam no «declínio irreversível» dos comunistas, contribuíram também os votos dos Açores na CDU, destacou Jerónimo de Sousa, concluindo: «estamos hoje em melhores condições de continuar com redobrado vigor a nossa luta, na quotidiana defesa dos interesses das camadas populares do nosso povo e na criação e desenvolvimento das condições para a construção de uma verdadeira política e solução alternativa à política de direita». Política que o secretário-geral do PCP prevê continue pelas mãos do novo governo do PS, atendendo quer à sua composição quer ao seu programa. Na verdade, sublinhou, «sendo certo que é necessário avaliar as políticas e a acção concreta do governo, não deixam de ser significativas» algumas declarações, de figuras ligadas ao Governo ou ao PS».

Aumentar a influência

O secretário-geral comunista realçou as muitas e exigentes batalhas que o Partido enfrenta no presente e num futuro próximo, duas das quais a «retomar com uma grande determinação e empenhamento»: a preparação das autárquicas e a tomada de medidas para o reforço do Partido, decidida em Congresso e confirmada na recente reunião do Comité Central.
O secretário-geral, reafirmando, aliás, muito do que tinha sido discutido na Assembleia, colocou a necessidade de relançar e finalizar o «extraordinário trabalho realizado com a acção nacional de contacto com os membros do Partido». Realçadas foram também orientações centrais como o aumento de militância e a estruturação do trabalho de organização, para cuja concretização é necessário «intensificar a responsabilização de mais quadros aos diversos níveis, ajudar a sua formação e dar o máximo de apoio de modo a que assumam e desempenhem com mais facilidade novas responsabilidades».
«Não é possível um PCP mais forte e interverntivo sem elevar o nível geral da militância partidária», destacou o secretário-geral, realçando a importância de tomar medidas que garantam o «aproveitamento das disponibilidades e capacidades de cada militante e encorajar a sua iniciativa». A intervenção junto dos trabalhadores foi também tema da intervenção de Jerónimo de Sousa e dos participantes no congresso. E voltou a ser destacada a sua centralidade no trabalho dos comunistas. O recrutamento e o aumento da difusão da imprensa do Partido são outras das questões para as quais Jerónimo de Sousa chamou particular atenção.
Aníbal Pires, coordenador regional do Partido nos Açores, destacou, por sua vez, a importância do envolvimento de todos os militantes no imprescindível reforço partidário na região e para a afirmação do PCP enquanto força indispensável á defesa dos interesses específicos da região e à afirmação da autonomia e dos valores democráticos.


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