PJ detém 22 suspeitos de escravidão

A Polícia Judiciária (PJ) anunciou, segunda-feira, a detenção de 22 suspeitos de recrutarem portugueses para trabalharem como «escravos» em propriedades agrícolas espanholas. A operação, denominada «Liberdade», foi conduzida pela Directoria do Porto da PJ em Torre de Moncorvo, Alfândega da Fé, Murça, Chaves, Mirandela, Meda e Ílhavo.
«Os suspeitos recrutavam em Portugal pessoas desempregadas, algumas da quais com reconhecida debilidade mental, para trabalharem em propriedades agrícolas espanholas», refere um comunicado da PJ.
Todos os detidos, homens e mulheres, são de nacionalidade portuguesa, mas residiam grande parte do ano em Espanha, sendo suspeitos de «escravidão, sequestro, branqueamento de capitais e associação criminosa».
Os detidos foram apresentados terça-feira a tribunal para interrogatório e eventual aplicação de medias coactivas.


ADSE pagou indevidamente 30 mil euros

O Tribunal de Contas divulgou, na passada quinta-feira, uma auditoria que indica o pagamento de 30 mil euros irregularmente por parte da ADSE.
O documento mostra que a ADSE pagou indevidamente 30 233,21 euros, dos quais 5 498,54 são relativos a consultas médicas, 8 465,45 a medicamentos e 429,58 a análises clínicas. Só ao Instituto Português de Reumatologia a ADSE pagou mais 496,19 euros do que devia e ao Hospital Amadora-Sintra 13 777,48 euros.
Para o dinheiro irregularmente atribuído contribuíram «situações de facturação irregular», sobrefacturação, duplicação de actos pagos e pagamentos por actos não prestados aos beneficiários da ADSE por parte de entidades convencionadas, farmácias e unidades do SNS.
A auditoria incide sobre o período de 1998 a 2002, tendo como referência este último ano, altura em que se verificou uma dívida financeira à ADSE de 137 milhões de euros.


«Os Verdes» questionam Governo

O Grupo Parlamentar «Os Verdes» apresentou, sexta-feira, na Assembleia da República um requerimento para saber se o Ministério do Ambiente tem conhecimento da pretensão da Fundação Champalimaud de construir a sua sede no Cabo Raso, Parque Natural de Sintra-Cascais.
Num requerimento, «Os Verdes» querem também saber se o Instituto da Conservação da Natureza recebeu algum pedido de parecer relativamente ao projecto. O pedido, apresentado pelo deputado Francisco Madeira Lopes, lembra que o Cabo Raso, próximo do Guincho, faz parte do Parque Natural Sintra-Cascais, sujeito a protecção especial e inscrito na Rede Natura e «portanto vedado à construção».
O deputado ecologista justifica ainda o seu pedido por considerar que este Parque Natural «tem sofrido uma delapidação do seu património natural, paisagístico e cultural».


Venezuela oferece livros

O governo venezuelano distribuiu, gratuitamente, no sábado, um milhão de exemplares do livro D. Quixote, com prefácio do escritor português e Prémio Nobel José Saramago.
«Vamos todos ler D. Quixote para nos alimentarmos ainda mais do espírito de um lutador que queria reparar as injustiças e melhorar o mundo. Até certo ponto, somos adeptos de D. Quixote», informou, na passada semana, Hugo Chávez.
Na mesma intervenção, o presidente da Venezuela afirmou ainda que «o modelo económico que não pode resolver o problema da pobreza no mundo é o neoliberalismo imposto, às vezes com o uso de armas, pelos EUA».


Militar argentino condenado a 640 anos de prisão

O antigo capitão de corveta argentino Adolfo Scilingo foi condenado, na passada semana, em Espanha, a 640 anos de prisão por crimes contra a humanidade, detenções arbitrárias e torturas cometidos durante a ditadura na Argentina.
O antigo militar argentino foi condenado a 21 anos de prisão por cada um dos 30 assassínios de opositores nos quais foi reconhecido culpado, a cinco anos de prisão suplementares por detenções arbitrárias e mais cinco anos de prisão por torturas.
Durante pouco mais de um ano, Scilingo trabalhou na Escola de Mecânica do Exercito, um dos maiores centros de detenção e tortura do regime militar argentino, pela qual passaram cinco mil dos 30 mil detidos desaparecidos durante a ditadura.


Resumo da Semana