Sporting na final da Taça UEFA

O Sporting vai disputar a Taça UEFA com o CSKA de Moscovo na próxima quarta-feira, no estádio José de Alvalade, em Lisboa. Na quinta-feira, a equipa nacional jogou uma partida difícil e renhida com os holandeses do AZ, passando para as finais mesmo tendo perdindo por 3-2. O golo decisivo foi marcado por Miguel Garcia no último minuto. O resultado do jogo foi comemorado durante toda a noite em Lisboa por adeptos sportinguistas.
Até domingo, não era certa a presença do CSKA na final, devido ao protesto apresentado na UEFA pelo Parma, equipa que venceu no jogo das meias-finais por 1-0, por o guarda-redes da equipa ter sido atingido por um petardo lançado por apoiantes do clube russo.


Crimes tenebrosos

A semana ficou marcada pela descoberta dos pormenores de um crime tenebroso, perpetrado no Porto, contra Vanessa --, de cinco anos, pelo pai e pela avó. Segundo a Polícia Judiciária, a criança morreu depois de ter sido mergulhada numa banheira com água quente como castigo por dizer que gostava mais da madrinha, que a tinha criado. A autósia revela a existência de queimaduras de segundo e terceiro grau em quase todo o corpo, que levaram à morte três dias depois. Nessa altura, o pai e a avó procuraram fazer desaparecer o corpo atirando-o ao rio Douro. Depois fingiram que a criança tinha desaparecido na Feira do Canidelo.
A Justiça concluiu um novo episódio do caso do assassinato de uma outra criança, Joana Cipriano, pela mãe e o tio em Setembro, numa localidade do Algarve. Ela terá morrido depois de baterem com a sua cabeça várias vezes contra a parede. O cadáver foi então retalhado, guardado durante uns dias numa arca frigorífica e mais tarde ocultado num local ainda não descoberto pela PJ. Os autores foram formalmente acusados na quinta-feira de homicídio qualificado e ocultação e profanação do cadáver.


EUA sem mais capacidade de intervenção

A curto prazo os Estados Unidos não têm capacidade de intervir militarmente noutro país, segundo o relatório de avaliação de riscos anual, divulgado na semana passada pelo general Richard Myers, chefe da junta de comandantes do estado-maior das forças armadas dos EUA. Esta falta de meios deve-se à concentração de tropas norte-americanas no Iraque e no Afeganistão, à redução do número de armas de precisão e o desgaste das tropas de combate.
No caso de uma possível nova intervenção dos EUA, o conflito seria prolongado e o número de vítimas seria muito elevado de ambos os lados, de acordo com as palavras de Myers, que prevê um triunfo militar mas simultaneamente que as tropas «poderiam não conseguir cumprir as expectativas de rapidez e precisão». O preço da «vitória» seria muito alto, acrescentou.
Actualmente, estão estacionados no Iraque 138 mil soldados norte-americanos e 17 mil no Afeganistão.


Novos casos de meningite

Cinco casos de meningite foram registados nos últimos dias nos hospitais portugueses, nomeadamente o de três estudantes da Escola Básica D. Leonor de Lencastre, em S. Marcos, no Cacém. Estes jovens contrairam um tipo de meningite para o qual não existe vacina, o «sepsis meningocócica do serogrupo B». A instituição foi desinfectada pelo Ministério da Educação a pedido da associação de pais da escola. A Direcção Geral de Saúde, no entanto, garante que o encerramento e a desinfecção das instalações não traria qualquer alteração ao caso.
Entretanto, na sexta-feira, uma criança de três anos morreu no Porto vítima da doença e um menino de sete anos teve alta em Braga. Cerca de cem casos de meningite foram detectados pelas instituições de saúde desde o início do ano.


Novo Papa contra aborto e eutanásia

O aborto e a eutanásia são dois alvos do Papa Bento XVI, como afirmou no fim-de-semana na missa que encerrou as festividades do novo pontificado. Bento XVI comprometeu-se a continuar a luta de João Paulo II e resistir a todas «as ameaças contra a palavra de Deus» e a doutrina da Igreja.
«A liberdade de matar não é uma verdadeira liberdade, mas sim uma tirania que reduz o ser humano à escravidão», declarou Ratzinger na cidade do Vaticano, em Roma, acrescentando que também o seu antecessor defendeu «a inviolabilidade da vida humana da concepção até à morte natural».


Resumo da Semana