Escola Superior de Viseu diz não a Bolonha
Os estudantes da Escola Superior de Viseu estão contra as alterações do Governo à Lei de Bases do Sistema Educativo que visam a sua adaptação ao Processo de Bolonha «e com ele todas as ambivalências negativas e o ataque à escola pública para todos que lhe subzagem».
Reunidos em Assembleia Geral de Alunos, os estudantes da Escola Superior de Viseu referem que com a aplicação generalizada do Processo de Bolonha «o acesso a cada grau seja economicamente condicionado, em vez de o ser pelas reais aptidões e competências dos estudantes que a eles tentem aceder».
«Será de esperar que, de todos que completem o primeiro ciclo – a licenciatura – com um “nível de habilitações apropriado para ingressar no mercado de trabalho europeu”, apenas regressem ao ensino superior para a obtenção do segundo grau – o mestrado – aqueles a quem a condição socio-económica o permita», alerta a moção aprovada.
Os alunos afirmam igualmente que se prevê que os custos de frequência para a maioria dos estudantes sejam proibitivos, «agravando-se assim a limitação do acesso ao ensino superior, em particular os seus ciclos mais avançados. Adopta-se um princípio perversamente precedente, segundo o qual a sociedade deixa de ter o dever de educar as crianças e os jovens, passando a ser estes a ter o dever de obter (se puderem) aprendizagem.»
Em contrapartida, os estudantes de Viseu defendem um ensino superior integrado na Europa que assuma os custos de formação integral dos estudantes em todos os ciclos de ensino; que considere que todos tenham direito a estudar até ao grau que pretenderem, mesmo quem não tenha capacidades económicas; e que receba financiamento público, a par de formas complementares de financiamento.


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