• Gustavo Carneiro e Jorge Caria

Começaram as jornadas de trabalho para a Festa
Já se trabalha na Atalaia…
Começaram, no passado fim-de-semana, as jornadas de trabalho para a Festa do Avante!. Várias dezenas de camaradas trabalharam, conviveram e puseram conversas em dia. Conversas, em alguns casos, adiadas desde a Festa passada. Para dois membros do Secretariado da Festa, o balanço é positivo: A primeira jornada de trabalho excedeu as expectativas de participação e as metas traçadas.
O som de betoneiras e serras eléctricas impõe-se, mal se entra no terreno da Festa pela porta de serviço. Ao chegar ao bar, o som acentua-se e o cenário é irreconhecível. Nada do que existia ali permanece de pé, mas outras estruturas começam a nascer. O novo restaurante de apoio aos construtores está em fase de acabamentos e o bar está também bastante adiantado. Em meados deste mês prevê-se a conclusão destas duas obras, que oferecerão melhores condições a milhares de camaradas e amigos que por ano por ali passam para dar o seu contributo militante. Os comunistas preocupam-se com os seus voluntários.
Laurentino Barbosa e Pedro Lago, membros do Secretariado da Festa, lembram que estas são obras projectadas há muito. O seu início deu-se em Maio do ano passado, com camaradas de várias especialidades e ramos profissionais – serralheiros, projectistas, electricistas e muitos outros – a colocar os seus conhecimentos e experiência para levar a bom porto aquela obra, que dura já, no terreno, há cerca de oito meses. Apesar de esta ter sido a primeira jornada de trabalho do ano, já estão naquelas duas infra-estruturas muitas e muitas horas de trabalho voluntário. Milhares de horas, concordam os dois responsáveis.
Lá dentro, especialistas e novatos davam o seu melhor para que a obra esteja pronta – e bem – a tempo, para receber os voluntários no período de maior participação nas jornadas. As mesas, também feitas militantemente por camaradas, estão já prontas a povoar o restaurante, uma vez pronto.
Nos armazéns, a agitação é também grande. Há que verificar se tudo está em ordem e arrumar tudo nos devidos sítios, para que todos saibam onde está o material necessário à construção da Festa.

… que é linda!

Deixando para trás o refeitório e o bar e o som das betoneiras e das ferramentas eléctricas, chega-se à Festa que todos conhecem, passado o portão de acesso aos serviços centrais, fechado durante o primeiro fim-de-semana de Setembro. Os sons variam agora entre o raspar cadenciado das enxadas, as vozes das animadas conversas, o rugir do motores dos veículos que circulam pela Festa, deixando aqui e ali material e pessoas, o assobiar do vento nas árvores…
Do alto da Medideira, a vista é esplendorosa: A baía, a vila do Seixal e, lá ao fundo, Lisboa. No terreno, pequenas flores amarelas e vermelhas cobrem o tradicional verde do espaço onde, ao longo dos próximos meses, serão construídos os pavilhões que darão forma, cor e conteúdo à «cidade do futuro». Em frente, o palco 25 de Abril surge imponente. Mesmo vazio, não deixa de trazer à memória o «mar vermelho» que cobre o recinto durante sucessivos comícios de encerramento, os concertos inesquecíveis, a alegria contagiante provocada «Carvalhesa»…
Descendo a rua que termina no grande palco, de um lado e de outro, camaradas limpam com afinco o terreno para que, no dia seguinte, as estruturas possam começar a ser montadas. Munidos de enxadas e ancinhos, vão limpando as ervas que galgam para a estrada e tirando a palha do terreno, fazendo ressurgir a relva cor de esperança, que é também cor do futuro que ali se constrói.
Subindo a grande alameda, novos trabalhos vão surgindo. Num vai vem de carros e carrinhas, tubos e abraçadeiras vão sendo depositados ao longo da estrada, para que se comece no dia seguinte a montar as estruturas. O cheiro a óleo começa também a fazer-se sentir.

Convívio é também Revolução!

À hora do almoço, e com o refeitório transferido provisoriamente para a antiga adega da quinta, era tempo também de pôr conversas em dia. Velhos conhecidos com conversas há um ano adiadas punham tudo em dia, acompanhados por gargalhadas, copos, alegria verdadeira e fraterna. Alguns dos mais novos tomavam contacto pela primeira vez com aquela fraternidade entre novos e velhos, do Norte e do Sul, operários e intelectuais, conhecidos ou desconhecidos, e apercebiam-se do verdadeiro significado da palavra «camarada».
A pausa de almoço estendeu-se para um pouco mais tarde do que é normal. Era a primeira jornada e o convívio também é revolucionário. Mas havia trabalho para fazer e lá se prosseguiu, da parte da tarde, com as múltiplas previstas para aquele primeiro dia. Nos gabinetes, no refeitório, nos armazéns, no terreno. Todos a trabalhar para o mesmo fim… Para a construção de uma nova edição da Festa e, também, de uma nova sociedade!

Participação excedeu expectativas

A jornada de trabalho do fim-de-semana passado excedeu todas as expectativas e metas traçadas. Nisto concordam Laurentino Barbosa e Pedro Lago, os dois membros do Secretariado da Festa que falaram ao Avante!, que destacaram a «boa resposta dada pela organização do Partido» a esta tarefa. No terreno estavam mais de cem camaradas e amigos. Mas, afirmou Pedro Lago, alguns mais «construíam» a Festa, mesmo estando ausentes. E deu o exemplo de uma série de jovens arquitectos que, em casa, ultimavam os projectos dos espaços da Festa. «Não estão aqui, não são contabilizados como participantes na jornada, mas estão a trabalhar para a Festa» realçou.
Sobre os trabalhos em curso, Laurentino Barbosa, responsável no Secretariado da Festa pela implantação, realçou que a boa participação na jornada permitiria o começo da montagem das estruturas de tubo logo no domingo. A limpeza do terreno estava, sábado ao princípio da tarde, quando os dois membros do Secretariado da Festa falaram ao Avante!, já bastante adiantada e os tubos distribuídos, ao longo da estrada, prontos a serem montados.
Quanto aos espaços centrais – Pavilhão Central e Espaço Internacional –, os projectos estão a ser terminados e preparam-se já as estruturas de apoio à construção destes importantes espaços da Festa.
A juventude, e em particular a JCP, é, para Pedro Lago, um dos sectores que mais se tem destacado na construção da Festa. Não só em número – que foi visível nesta primeira jornada – mas pelas responsabilidades que já assume. O responsável pelo Gabinete de Projecto destacou o papel dos jovens neste sector. «Actualmente, a maioria dos arquitectos que connosco trabalham é jovem», afirma Pedro Lago. «Sei que isto também acontece noutras áreas, mas é esta que eu conheço melhor», afirmou o responsável pelo Gabinete de Projecto.


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