Nota do Secretariado do Comité Central do PCP
Faleceu Álvaro Cunhal
«O Secretariado do Comité Central do Partido Comunista Português, com profunda mágoa e emoção, informa os militantes comunistas, os trabalhadores e o povo português que nesta madrugada, aos 91 anos, faleceu Álvaro Cunhal.

Declaração de Jerónimo de Sousa
Faz-nos falta, mas a luta continua
Prematuramente regressado da China e do Vietname, o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, comentou, terça-feira, na sede nacional do Partido, o falecimento do camarada Álvaro Cunhal. Transcrevemos na íntegra a sua intervenção, recebida com emoção pelos muitos comunistas presentes.

Centenas de milhares no último adeus a Álvaro Cunhal
Até sempre, camarada!
Centenas de milhares de pessoas, vindas de todo o País, quiseram prestar a sua última homenagem a Álvaro Cunhal. Na quarta-feira, no funeral, as ruas de Lisboa encheram-se e tingiram-se de vermelho, a cor da causa a que o histórico dirigente comunista dedicou toda a sua vida. Mais do que lamentar uma perda irreparável, as cerimónias fúnebres de Álvaro Cunhal representaram a celebração de uma vida intensamente vivida e da plena confiança de que são indestrutíveis a força e vitalidade do projecto comunista.

A última vontade

Mensagens de pesar e condolências
À hora do fecho desta edição continuavam a chegar à sede do PCP, por correio e através do site na Internet, votos de pesar e condolências pelo desaparecimento de Álvaro Cunhal. Necessariamente incompleto, o registo que publicamos nesta edição refere-se unicamente a personalidades públicas, organizações, movimentos e partidos nacionais e estrangeiros, outras entidades, que endereçaram mensagens escritas à direcção do Partido.

Álvaro Cunhal - a escrita revolucionária
Ao longo da vida, o militante revolucionário e desde muito cedo quadro dirigente do Partido, aliou a teoria e a prática, deixando-nos uma vasta obra que é ao mesmo tempo reflexão e intervenção na vida política, conhecimento profundo da realidade e da História, definição de rumos que, tendo sempre em conta as circunstâncias históricas e as correlações de forças, não deixou nunca de perseguir um objectivo central: a conquista da liberdade e da democracia, da justiça social e da democratização da cultura, a construção em Portugal de uma sociedade socialista.

A realidade ficcionada
Para além dos textos políticos e dos ensaios, e, ainda, dessa monumental tradução do Rei Lear, de Shakespear, cujos críticos consideram a melhor realizada até hoje e que constitui um verdadeiro «estudo» sobre a obra, dadas as numerosas notas que a acompanham visando uma melhor compreensão por parte do leitor, Álvaro Cunhal distingiu-se também como romancista.

A arte, o artista e a sociedade
Reflectir e fazer, poderia ser a dupla chave com que Álvaro Cunhal abordou a realidade, os problemas, os sonhos, os projectos, o mundo em que viveu. Homem de interesses e de actividades múltiplas, sempre subordinados à política - uma política ao serviço dos trabalhadores, do povo e do País -, o dirigente comunista, o ensaísta, o escritor, também se interessou profundamente pela arte. Reflectindo e praticando.

Nota do Secretariado da DN da JCP

A Lâmpada Marinha<font color=808080 size=-1>*</font>
Pablo Neruda

Viver e lutar com alegria
(Excertos do discurso de Álvaro Cunhal no Encontro do Secundário da JCP, 31 de Março de 1994)


O povo saiu à rua numa última homenagem
<font color=994000>Até sempre, companheiro Vasco</font>
Milhares de pessoas acompanharam, segunda-feira, o cortejo fúnebre do General Vasco Gonçalves, companheiro do povo, patriota e lutador dedicado pela causa do socialismo.

Vasco Gonçalves
<font color=994000>Notas biográficas de um combatente</font>

Pesar dos comunistas pela morte de Vasco Gonçalves
<font color=990000>«O seu exemplo vai perdurar»</font>

<font color=994000>14 meses que mudaram Portugal</font>

<font color=994000><em>Companheiro Vasco</em></font>

<font color=3333ff>Nota do PCP à morte de Eugénio de Andrade</font>

<font color=3333ff>Urgentemente</font>

<font color=3333ff>Morreu Eugénio de Andrade,<br>ficamos com o Poeta</font>
Morreu Eugénio de Andrade, figura maior da poesia portuguesa no século XX, o «poeta solar», da palavra luminosa, que teve a sua estreia fulgurante para o grande público com o celebérrimo livro As Mãos e os Frutos no já longínquo ano de 1948, tinha o Poeta apenas 25 anos. Fizera há pouco 82 anos, faleceu de doença prolongada, mas há muito que a sua obra magnífica o lançara para a imortalidade, fazendo também dele o poeta mais traduzido do século XX, logo a seguir a Fernando Pessoa. De caminho, ganhara o Prémio Camões, o maior galardão em língua portuguesa que lhe foi atribuído em 2001, aos 78 anos.

Álvaro Cunhal     1913-2005
Uma vida ao serviço dos trabalhadores e do seu Partido