• Miguel Inácio

Um desenvolvimento que queremos harmonioso, sustentável, identificado com a nossa história
Moita
Um concelho em movimento
Tentando percorrer o mais justo e solidário dos caminhos possíveis, a gestão autárquica da CDU no concelho da Moita tem-se pautado por melhorar o quadro de vida da população, não apenas no que respeita à obra física – as infra-estruturas, vias de comunicação e equipamentos – mas também através da intrínseca e abrangente rede de obras imateriais e acções de carácter sócio-cultural, educativo, recreativo, de iniciativa municipal ou em resultado das inúmeras parcerias estabelecidas.
A CDU tem um historial de intervenção planificada e rigorosa em que a prioridade da sua actuação tem sido solucionar os problemas das populações. Na Moita, como não poderia deixar de ser, não é diferente. As pessoas sabem que a CDU, à frente das autarquias, desde 1976, no cumprimento das principais propostas e projectos contidos nos seus programas eleitorais tem pugnado por uma gestão responsável e tem uma importante obra realizada, de todos conhecida, que tem contribuído para o bem estar das populações e para a valorização, prestígio e desenvolvimento das freguesias, da cidade e do concelho da Moita.
Agora, que estamos a poucos meses do fim do presente mandato, importa dar a conhecer o trabalho realizado pelos eleitos da CDU. Em conversa com o Avante!, João Manuel de Jesus Lobo, presidente da Câmara Municipal da Moita, falou-nos do que se fez, o que se está e o que se pensa fazer para os próximos quatro anos.
Este mandato, segundo o autarca comunista, ficou marcado pela concretização dos principais investimentos da Operação de Revitalização Urbana da Vila da Baixa da Banheira, destacando-se a abertura do Fórum Manuel Figueiredo e o arranque do Pavilhão Gimnodesportivo e do perfilamento da Av. 1.º de Maio, na Baixa da Banheira, bem como pela concretização da primeira fase das infra-estruturas do reperfilamento da Av. Marginal da Moita, no âmbito do programa Polis.
A opção estratégica de privilegiar a intervenção ao nível da educação e ensino manter-se-á em 2005, dando continuidade à requalificação das escolas do 1.º ciclo (Programa Valorização das Escolas) e à abertura de novas salas de aula para o ensino pré-escolar, além da conclusão das principais componentes do Programa de Alfabetização Informática, estendendo a todas as escolas de 1.º ciclo os mesmos recursos já instalados em oito escolas básicas com laboratórios de informática, no ano de 2004.
Na área da acção cultural, destaca-se a entrada em funcionamento do Fórum Cultural José Manuel Figueiredo, na Baixa da Banheira, bem como a implementação da sua programação, que inclui a abertura da Biblioteca Municipal 4.
Para Alhos Vedros, está previsto o início das actividades museológicas no Moinho de Maré de Alhos Vedros. Na área do urbanismo, o ciclo de trabalhos de revisão do Plano Director Municipal, que se encontra concluído, irá terminar este ano com a realização do inquérito público e as subsequentes decisões dos órgãos autárquicos.

Qualificar o espaço público

No que respeita à qualificação do espaço urbano, além dos grandes projectos estruturantes em curso, vai prosseguir a requalificação de um conjunto importante de espaços públicos, salientando-se a conclusão das intervenções nos núcleos antigos de Alhos Vedros e Moita, a remodelação do Parque da Moita, a melhoria dos parques infantis, a requalificação do Parque da Estrela Vermelha, na Baixa da Banheira, e do Largo da Capela, na Barra Cheia, e a remodelação paisagística dos espaços envolventes à Escola Secundária da Moita e Escola Básica 2/3 D. Pedro II.
«No fundo, numa filosofia que para nós é fundamental, nos núcleos antigos e urbanos, queremos criar condições para a limitação dos veículos automóveis e para o usufruto do peão», complementou João Lobo.
Paralelamente, a melhoria da rede viária e trânsito, de que se destaca o alargamento para quatro faixas de rodagem da ex-EN11, entre Alhos Vedros e Baixa da Banheira, constitui igualmente um objectivo de relevo no conjunto das preocupações com o quadro de vida das populações residente no concelho.
Só no que respeita às infra-estruturas de água e saneamento, prevê-se um investimento de dois milhões e 800 mil euros, destinado a cumprir a opção estratégica de assegurar o reforço e a ampliação das redes, através de um vasto conjunto de acções, sendo as mais revelantes a conclusão do reservatório do Alto do Facho e a ampliação do reservatório das Fontaínhas, a conclusão das redes de saneamento do Pinhal da Areia e do Rego d’Água, bem como a execução da rede de saneamento do Penteado (1.ª fase e início da 2.º fase).
«Nos últimos anos, estamos a caminhar, acima de tudo, para a qualidade. Ou seja, já não é o abastecimento em si, que está na ordem dos 98 por cento de cobertura total, mas sim a qualidade do abastecimento», esclareceu o autarca, sublinhando que «felizmente, temos muito boa água, tirada directamente do solo e com muito boas características. Digamos que a nossa água só tem que ser tratada para atingir os parâmetros impostos pela União Europeia, porque nem disso precisava».
Qualificar a prestação de serviços na área do ambiente e serviços urbanos, sobretudo na higiene e na limpeza e na conservação de parque e jardins – nomeadamente através da modernização do equipamento de reorganização da gestão – aliando essas práticas a uma política de sensibilização e educação ambiental, de que o trabalho com os jovens e as escolas do concelho é já um bom exemplo, constitui ainda outra importante meta de acção integrada da Câmara Municipal da Moita.
Entretanto, porque a autarquia não pode solucionar todos os problemas do concelho, João Lobo acusou os sucessivos governos de desprezar aquela autarquia, nomeadamente no que diz respeito à segurança, educação e saúde.
«Além dos centros de saúde que são deficitários, onde o número de médicos é insuficiente, estamos preocupados com a situação do Serviço de Atendimento Permanente (SAP) de Alhos Vedros, tendo sido suspenso o seu funcionamento entre as 22 e as 8 horas. Entendemos que esta foi uma medida errada», afirmou, denunciando ainda o encerramento, injustificado, do Hospital Distrital de Alhos Vedros.

Caminhos de modernidade

Relativamente às próximas eleições autárquicas, que se irão realizar em Outubro, João Lobo sublinhou que chegou o momento de complementar um novo ciclo de desenvolvimento.
«Um desenvolvimento que queremos harmonioso, sustentável, identificado com a nossa história, com a nossa identidade cultural, mas capaz de trilhar audaciosamente os caminhos da modernidade e do futuro. Estamos abertos à crítica positiva, sempre com consciência das dificuldades e insuficiências, mas com uma grande confiança também nas nossas capacidades de nos relacionarmos de forma harmoniosa, com a população, com todos os cidadãos, com todos os agentes, parceiros naturais e indispensáveis do caminho que pretendemos continuar a percorrer», referiu, concluindo: «A população do concelho da Moita vai dar, mais uma vez, o seu voto àqueles que tem de facto lutado, combatido, por um concelho de bem-estar à beira Tejo.»

Investir na qualidade de vida

Situado na margem sul do Estuário do Tejo, desde cedo as funções litorais estiveram na origem dos núcleos ribeirinhos primitivos no território que é hoje o concelho da Moita. A partir do século XIII, o quotidiano nesta região viveu-se entre a recolha de lenha e a extracção do sal, a agricultura, o fabrico de cal e vidro, a moagem de cereais em moinhos de maré e vento, e, sobretudo, a construção naval e o transporte de produtos e pessoas entre esta margem e a cidade de Lisboa.
A evolução dos transportes terrestres e a instalação da grande indústria no Barreiro provocaram o declínio da actividade económica tradicional, que se mantivera até ao século XIX, ao mesmo tempo que atraía para a região novos habitantes. Com uma área territorial de 55 quilómetros quadrados o concelho é repartido por seis freguesias (Alhos Vedros, Baixa da Banheira, Gaio, Moita, Sarilhos Pequenos, Rosário e Vale da Amoreira).
O concelho possui hoje uma população residente de cerca de 68 200 habitantes, cuja parte activa se desloca maioritariamente para os concelhos limítrofes e margem Norte do Tejo
Como forma de compensar o desequilíbrio trazido pela formação de áreas residenciais de forte densidade, a política de desenvolvimento local tem incidido na vertente de qualidade de vida, paralelamente à criação das infra-estruturas prioritárias. A vasta zona ribeirinha com mais de 20 quilómetros de extensão, apresenta potencialidades muito especiais para a actividade turística e para a criação de espaços de lazer.
Aqui têm vindo a ser criados equipamentos colectivos de grande envergadura, como o Parque da Baixa da Banheira ou as zonas lúdicas nas caldeiras da Moita e Alhos Vedros.
O objectivo é aproximar as populações do rio Tejo que, em tempos, determinou o povoamento e o modo de vida nesta região, e que hoje é já espaço e fonte de lazer. Com um Plano Director Municipal desde 1982 e um conjunto de novos acessos, espaços lúdicos e de apoio às actividades culturais, adquiridos na última década, o município da Moita reafirma hoje a sua importância no contexto da Península de Setúbal e na Área Metropolitana de Lisboa.


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