O restaurante de apoio é, ele mesmo, um «obrigado» aos voluntários
Festa do Avante! é exemplo de solidariedade
A riqueza do trabalho voluntário
A propósito da inauguração do novo restaurante de apoio aos construtores da Festa do Avante! – construído também ele pelo trabalho voluntário de comunistas e amigos –, Jerónimo de Sousa deslocou-se ao terreno da Festa e destacou a riqueza que constitui a abnegação e o trabalho voluntário num mundo dominado pelo egoísmo, o individualismo e o «salve-se quem puder».
Mais do que apenas a inauguração do novo restaurante de apoio aos construtores, o almoço do passado domingo na Quinta da Atalaia, que contou com a participação do secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, foi um momento de exaltação dos valores da solidariedade, da amizade, do projecto e ideal comunista, sempre bem patentes nos meses de construção da Festa do Avante!.
Num almoço ao qual compareceram mais de seiscentas pessoas, militantes comunistas e não só, o secretário-geral do PCP prestou o seu apoio aos construtores do novo restaurante e dos restantes espaços da Festa. E falou, a propósito das suas recentes deslocações que realizou ao estrangeiro, com encontros com grandes partidos comunistas – «alguns com muitos milhares e até milhões de militantes» –, que se mostravam surpreendidos com a capacidade do PCP de construir e garantir o funcionamento, à custa do trabalho voluntário, de uma iniciativa com a dimensão da Festa do Avante!.
Para o dirigente do PCP, cujas palavras eram recebidas com entusiasmo por parte dos muitos presentes (que frequentemente o interrompiam com vivas ao PCP), esta dedicação de milhares de pessoas de dedicam as suas férias a construir a Festa do Avante! tem tanto mais valor quanto se vive num tempo em que «prevalecem os valores do egoísmo, do individualismo, do salve-se quem puder». E a construção da Festa nega todos esses valores e realça outros, caros aos comunistas. Jerónimo de Sousa destacou ainda o facto de a juventude ser a «principal obreira» da Festa. E os jovens responderam com entusiasmo.
O secretário-geral comunista realçou a «riqueza que não se vê» na bela obra que constitui o novo restaurante de apoio: precisamente essa abnegação, esses milhares de horas de trabalho voluntário despendidas, o «sacrifício» de férias e fins-de-semana de várias centenas de comunistas e amigos. O PCP, afirmou, é mesmo o «único partido no qual se paga para se trabalhar». Aos construtores da Festa do Avante! , Jerónimo de Sousa deixou um «grande bem-haja a todos os que estão a construir esta obra ímpar». «Assim se vê a força do PC», gritaram, de punhos cerrados, as centenas de pessoas presentes.

A Festa continua

O secretário-geral do PCP, na sua intervenção, lembrou a Lei do Financiamento dos Partidos Políticos, concebida e aprovada pelo PS, PSD e PP, e que tem a Festa do Avante! – que «eles não são capazes de fazer» – como alvo preferencial. Por «razões políticas», destacou. Jerónimo de Sousa destacou que estes partidos pensavam que conseguiam fazer com que o PCP se tornasse residual ou desaparecesse. Mas, destacou, «enquanto houver a Festa, não serão capazes», afirmou. E a Festa continua!
O dirigente do PCP realçou ainda que este empenho do colectivo partidário na construção da Festa do Avante! surge a par e passo do empenho e dedicação colocadas noutras tarefas de importância fulcral para o Partido e para os trabalhadores e o povo em geral – as eleições autárquicas e presidenciais, a luta contra a política de direita do Governo PS e, tarefa das tarefas, o reforço da organização e influência do Partido. Para já, as coisas correm bem. Desde o início do ano, entraram para o Partido mil novos militantes, destacou Jerónimo de Sousa. A alegria alastrou pelo refeitório repleto de militantes e amigos do PCP.
Sobre as autárquicas, o dirigente comunista destacou a necessidade de terminar as listas, distribuir os presta-contas, elaborar e dar a conhecer os programas eleitorais. «O que vem é bom, mas há que continuar», desafiou Jerónimo de Sousa, apelando à participação de todos os comunistas na batalha das eleições autárquicas, sejam ou não candidatos a qualquer órgão.

«Não peçam resignação ao PCP»

Segundo o secretário-geral do PCP, uma das tarefas que se coloca aos comunistas, a par da construção da Festa e dos actos eleitorais que se avizinham, é o combate à política profundamente negativa do Governo do PS. «Sempre alertámos para os perigos de uma maioria absoluta do PS», afirmou Jerónimo de Sousa. Perigos que estão já à vista, poucos passam de cem os dias que o Governo entrou em funções: O IVA aumentou, o défice mantém-se a obsessão central, está em curso um violento ataque contra os trabalhadores, nomeadamente os da Administração Pública.
Todos estes vértices do ataque estão bem patentes no Orçamento Rectificativo recentemente aprovado. Jerónimo de Sousa não esquece as promessas feitas pelo PS e não cumpridas uma vez no Governo. E destaca o agravamento das falências, das deslocalizações e do desemprego.
Por tudo isto, destacou o dirigente comunista, «temos que continuar» a esclarecer e mobilizar os trabalhadores e outros sectores da população para a luta contra a política deste Governo. E avisou que se o Governo do PS não inverte a sua política terá o mesmo destino dos anteriores e será, mais cedo ou mais tarde, derrotado. Nas ruas e nas urnas.
Jerónimo de Sousa destacou como particularmente negativa a opção de prejudicar os mesmos de sempre: os trabalhadores, os reformados, os pequenos e médios reformados, a juventude. O secretário-geral do PCP defende que não se deve ir buscar dinheiro aos «bolsos vazios» do povo mas sim «aos sacos cheios do grande capital e da especulação financeira».
O dirigente comunista afirma que quem tem que mudar não é o PCP, mas o PS, que prossegue uma política de direita apesar dos sinais contrários dados pelos eleitores a 20 de Fevereiro. Em seguida, acusou o partido do Governo de poder vir a tornar-se responsável pelo afundar da esperança que a derrota estrondosa da direita nas eleições provocou. Rejeitando que o PCP ataca sobretudo o PS, Jerónimo de Sousa avançou que o seu partido combate a política de direita, seja ela praticada por quem for. E advertiu: «Não peçam resignação ao PCP!»


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