Crianças sem refeições

Sete em cada dez crianças do primeiro ciclo do ensino básico não têm acesso a refeições escolares. É o próprio Ministério da Educação que o reconhece em documento revelado à Lusa, no dia 22, onde se afirma que apenas trinta por cento das crianças que frequentam este nível de ensino têm refeições.
Segundo a tutela, a situação é motivada pela ausência de definição de um modelo de financiamento que apoie os municípios a garantir as refeições. Para esta situação contribuirá também a inexistência de cantinas em muitos estabelecimentos de ensino.
A Associação Nacional de Municípios, entretanto, afirmando nada saber sobre eventuais medidas para a resolução deste grave problema, questiona o Governo no sentido de saber se pensa pagar as refeições na totalidade ou em parceria com as autarquias.


Economia em baixa

A actividade económica em Portugal piorou em Junho pelo décimo mês consecutivo. É o que mostra o respectivo indicador do Banco de Portugal, que se encontra negativo há três meses, segundo dados revelados por aquela instituição.
O indicador passou de menos 0,2 por cento em Maio para menos 0,4 por cento em Junho, quando comparado com idênticos meses do ano anterior, de acordo com informação do Banco de Portugal divulgada no dia 22 de Julho.
O indicador de actividade caiu para valores negativos em Abril, depois de um abrandamento persistente verificado desde Setembro de 2004.
O banco central destaca que os indicadores relativos ao consumo privado apresentaram uma evolução diferenciada, com os qualitativos a evidenciarem uma deterioração e os quantitativos a manifestarem uma melhoria.


Seca no Alentejo

A comissária europeia para Agricultura e Desenvolvimento, Mariann Fischer Boell, classificou na passada semana como «muito séria» a situação de seca que assola o Alentejo, em particular o sector agrícola.
«Tenho lido muitos dados e relatórios e ouvi dizer que a situação era séria, mas agora pude ver com os meus próprios olhos que a situação, de facto, é muito séria», declarou a comissária europeia, durante uma visita a uma exploração agrícola no concelho da Vidigueira (Beja).
Em declarações aos jornalistas, Mariann Fischer Boell considerou «muito importante» a sua visita a Portugal, alegando que a realidade que observou no terreno será a partir de agora a sua base para uma discussão futura sobre a problemática da seca.
Os agricultores do Baixo Alentejo pedem à Comissão Europeia que disponibilize dinheiro do Fundo de Solidariedade da União Europeia para minimizar o que consideram ser os «prejuízos incomportáveis» causados pela seca.


Homenagem a António Chaínho

O município de Santiago do Cacém atribuiu a medalha de honra ao guitarrista António Chaínho, natural do concelho, e de mérito municipal a mais de 40 pessoas individuais e colectivas.
A cerimónia de atribuição das condecorações decorreu no Passeio das Romeirinhas, naquela cidade do Litoral Alentejano, integrada no programa das festas locais.
A autarquia justificou a atribuição das medalhas, de honra e de mérito municipal, com a intenção de «prestar homenagem e reconhecer publicamente o papel desempenhado por pessoas individuais e colectivas do concelho que contribuíram para o engrandecimento do nome do município de Santiago do Cacém».
Da lista de condecorações com a medalha de mérito municipal constam 20 pessoas individuais (entre as quais cinco a título póstumo) e 22 colectivas (associações de bombeiros, instituições de solidariedade social, agrupamentos de escolas e colectividades de cariz cultural e desportivo).


Norte sem apoios à cultura

A Associação de Profissionais das Artes Cénicas Plateia, em audição na comissão parlamentar de Cultura, realizada na semana transacta, reclamou uma solução para o congelamento dos subsídios na região Norte motivado por uma providência cautelar que parou o concurso. «Assiste-se à morte lenta do Teatro na região Norte», afirmou Catarina Martins, da Plateia, fazendo notar que é toda uma região que fica «sem fundos para a cultura».
Esta reunião na Assembleia da República seguiu-se a uma outra efectuada dois dias antes no Ministério da Cultura onde aquela associação e a REDE, Associação de Estruturas para a Dança Contemporânea, foram recebidas sem que nenhuma solução tivesse sido avançada para resolver o problema da falta de financiamento que afecta 21 estruturas e mais de 200 trabalhadores.
Recorde-se que o Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica, FITEI, uma das estruturas afectadas, realizou-se este ano com recurso ao crédito.


Resumo da Semana