Breves
PORTO
Comércio do Porto encerrou
«O Comércio do Porto» encerrou. Em total desacordo, a Direcção da Organização Regional do Porto do PCP defendeu dias antes, em nota à comunicação social, a manutenção deste jornal, quer pela posição relevante que sempre assumiu no panorama mediático nacional, quer pelo «significativo espaço» que proporcionava nas suas páginas à informação regional. Aliás, o desaparecimento do «Comércio do Porto» – o mais antigo jornal português – constitui «um deperecimento desta particular dimensão de jornalismo, também no distrito do Porto, onde se centra o seu património, a sua história e as suas tradições de relacionamento cívico.
Então, expressando a sua solidariedade aos trabalhadores deste jornal, o PCP disponibilizou-se para participar num «movimento cívico de defesa desta publicação, contrariando a sua subtracção à vida social e cultural do Porto».

ESMORIZ
Mais um despedimento fraudulento?
A empresa Carvalho & Pinheiro – que produz vestuário para algumas marcas com grande implantação e prestígio no mercado – tenciona encerrar as portas, tendo enviado uma carta de despedimento às suas 41 trabalhadoras.
A empresa, sediada em Esmoriz, justifica este procedimento com a falta de encomendas mas, para a Direcção da Organização Regional de Aveiro do PCP, essa justificação «cai por terra», conhecido que é pelas trabalhadoras que a empresa tem vindo a recusar encomendas de vários clientes. O PCP admite, assim, que se esteja perante um caso de utilização de expedientes fraudulentos, cujo objectivo é deslocar a empresa para outro país.
Uma delegação do PCP, integrando João Frazão, da Comissão Política, e Miguel Viegas, da DORAV, manifestou já a sua solidariedade às trabalhadoras, enquanto o deputado Jorge Machado apresentou um requerimento na Assembleia da República, no sentido de saber se o Governo está a par da situação, se houve algum tipo de apoio do Estado a esta empresa e, finalmente, que medidas pretende tomar «face aos contornos fraudulentos» do caso.

PALMELA
Lucros para alguns!
«Em tempo de crise, lucros fabulosos para uns, sacrifícios para os mesmos!», denuncia a célula do PCP na Autoeuropa, no seu boletim «O Faísca», a propósito do aumento dos lucros de empresas cotadas na bolsa, que em 2004 atingiram os 45 por cento, ou seja um aumento de 900 milhões de euros. A título de exemplo, os comunistas referem a GALP, com 333 milhões de euros de lucro, a PT, com 500 milhões, e, por fim, a Autoeuropa, com 39,600 milhões. «Será que nos vão pedir mais sacrifícios?», perguntam.
Comentando, ainda, as notícias divulgadas recentemente na comunicação social nacional e internacional sobre actuações «pouco sérias e desonestas» por parte de alguns funcionários da VW, a célula do PCP garante que aos trabalhadores da Autoeuropa não agrada que o nome da VW «surja assim manchado». Mas, para si, estas notícias confirmam aquilo que o PCP tem denunciado diversas vezes: «somos todos colaboradores, uma ova!».