Militares defendem direitos

No próximo dia 13, as associações militares expressarão de novo publicamente o seu desacordo pelas medidas do Governo que consideram injustas e lesivas dos seus interesses e direitos. O anúncio foi feito na semana transacta pelo presidente da Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA), estrutura que em paralelo com a Associação Nacional de Sargentos (ANS) e a Associação de Praças da Armada (APN) têm convocada a manifestação a terminar em frente à Assembleia da República.
As associações militares contestam as medidas anunciadas pelo Governo para as Forças Armadas, nomeadamente o aumento do tempo de reforma e as alterações projectadas para o sistema de assistência à doença.
Esta acção surge na sequência da vigília realizada por militares a 10 de Agosto frente à residência oficial do primeiro-ministro, que deu origem a um inquérito (por instruções do Executivo) mandado instaurar pelo Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA).


Franceses pessimistas

O pessimismo parece dominar o estado de espírito dos franceses, a avaliar por uma sondagem agora divulgada que indica ter sido atingido o nível de confiança mais baixo dos últimos dez anos. São 70 por cento os que manifestam apreensão em relação ao futuro, o que significa uma queda de confiança de 28 por cento em apenas seis meses.
De acordo com os resultados da sondagem, realizada pelo Instituto IFOP e publicada pelo semanário «Oueste-France Dimanche», apenas 30 por cento dos franceses encaram o futuro com optimismo, quando a percentagem desse grupo era de 58 por cento no último barómetro sobre «o estado de ânimo dos franceses», em Dezembro de 2004.
Elevada taxa de desemprego (10,1 por cento), crescimento económico a meio gás e aumento do preço do petróleo são alguns dos factores que estão na base das preocupações dos franceses.


Alemanha fura Pacto

A Alemanha não cumprirá, pelo quarto ano consecutivo, o Pacto de Estabilidade. A revelação foi feita no dia 28 de Agosto pelo jornal Die Welt am Sonntag, segundo o qual o endividamento público alemão se situa em 3,7 por cento do Produto Interno Bruto (PIB). É essa informação que o ministro alemão das Finanças, Hans Eichel, anunciará hoje (1 de Setembro) à Comissão Europeia.
Registe-se que Bruxelas advertiu em Julho a Alemanha contra um novo incumprimento do Pacto de Estabilidade, alertando para a possibilidade (inverosímil, dizemos nós) de adoptar sanções concretas em Setembro.
Um porta-voz do ministério explicou o novo défice com as limitações conjunturais, as escassas receitas fiscais do exercício anterior e a política de bloqueio permanente no parlamento da oposição conservadora.


Salário Mínimo em Portugal

O Salário Mínimo em Portugal é 31 por cento inferior à média dos 18 Estados-membros da União Europeia em que vigora esta medida de forte alcance social. É o que revelam os dados do Eurostat, divulgados na passada semana, permitindo constatar que o Salário Mínimo em Portugal tem o valor de 374,70 euros, contra a média de 641,2 euros praticada pelos outros Estados-membros.
De acordo com o Gabinete de Estatística da União Europeia, o valor do Salário Mínimo varia entre os 116 euros da Letónia e os 1.467 euros de Luxemburgo.
Abaixo do valor português surgem apenas a Letónia, Lituânia (145 euros), Eslováquia (167 euros), Estónia (172 euros), Polónia (205 euros), Hungria (232 euros) e República Checa (235 euros).
Com valores superiores a Portugal surgem a Eslovénia (490 euros), Malta (557 euros), Espanha (599 euros) e Grécia (668 euros).
Acima dos 1.000 euros mensais estão países como a Irlanda, França, Reino Unido, Bélgica, Holanda e Luxemburgo.


Bombardier multiplica lucros

A Bombardier lucrou 117 milhões de dólares (95,5 milhões de euros) no segundo trimestre deste ano, cinco vezes mais do que no mesmo período de 2004. Foi a própria multinacional canadiana a anunciar os volumosos resultados, atribuídos a um aumento nas vendas de jactos particulares.
No segundo trimestre do ano passado, a Bombardier lucrou 23 milhões de dólares (19 milhões de euros).
As receitas totais da terceira maior fabricante de aviões comerciais caíram 4,4 por cento para 3,68 mil milhões de dólares (três mil milhões de euros), mas as vendas de jactos particulares subiram 41 por cento.
A venda de uma subsidiária do grupo, que prestava serviços financeiros, à General Electric por 2,3 mil milhões de dólares (1,8 mil milhões de euros) terá também ajudado aos resultados da Bombardier, multinacional que no nosso País foi a coveira da indústria de material circulante ao liquidar a ex-Sorefame.


Resumo da Semana