O grandioso comício de encerramento
Uma Festa maior!
Um grande cortejo de bandeiras, tambores e cravos vermelhos, engrossava, escorrendo avenidas abaixo, ao aproximar-se a hora do comício de encerramento. E quando o som da Carvalhesa alastrou pela Festa, o cortejo converteu-se numa verdadeira torrente de multidão que se juntou aos muitos milhares que enchiam o recinto em frente do Palco 25 de Abril. Quando a Internacional rompeu, a maré humana alargava-se a perder de vista. No Palco, onde tomaram lugar os convidados estrangeiros, os amigos dos «Verdes e da ID, o Comité Central e os seus organismos executivos e a Direcção Nacional da JCP, a emoção foi partilhada por todos, quando as palavras de Álvaro Cunhal, cuja imagem aparecia nos ecrãs gigantes, nos recordavam outro momento muito alto da Festa e da luta, quando pela primeira vez naquele terreno se reuniam outros tantos milhares de visitantes. No domingo passado tornámos a ouvir as palavras do dirigente comunista – então secretário-geral do PCP – recentemente falecido e alvo de uma homenagem que deixará recordações no povo que o acompanhou manifestando uma inquebrantável vontade de lutar pela mudança, por uma sociedade socialista e comunista.
Foi, como nos disseram por todos os cantos da Atalaia, uma das maiores festas de sempre. E das melhores. E diferente. Não porque os seus programas variados mostrassem algo de muito mais atractivo do que em anos anteriores. Não porque o convívio fosse mais fraterno e a alegria mais contagiante. Mas porque uma emoção verdadeira e um espírito de luta mais vibrante celebraram nestes três dias as vitórias alcançadas pelos comunistas em luta. O XVII Congresso foi, em si mesmo, uma importante e vitoriosa afirmação de orientações ideológicas e de direcções de trabalho. Um novo Comité Central e um novo secretário-geral haviam sido eleitos para dirigirem o trabalho do Partido nos próximos anos. Nas legislativas que se seguiram o PCP viu reforçadas as suas posições eleitorais, fruto de uma mais profunda ligação às massas e ao reforço da própria estrutura partidária. E, mesmo num momento de dor que foi a morte de Álvaro Cunhal, os comunistas e muitos trabalhadores e democratas que connosco partilham ideais e batalhas, sentiram-se animados a prosseguir na senda construída pelo dirigente falecido e por uma geração de comunistas que durante décadas prepararam a Revolução vitoriosa do 25 de Abril.
Foi um comício maior, numa Festa maior. Abrindo com as palavras de Álvaro Cunhal, que muitos acharam poucas para a grandeza da figura e do Partido que ali celebrava a continuação da luta, a primeira intervenção coube à jovem Lígia Faria, da Direcção da Juventude Comunista Portuguesa. Interveio depois o Director do Avante!, José Casanova, membro da Comissão Política, e, pela primeira vez no comício final da Festa, o camarada Jerónimo de Sousa, secretário-geral do Partido Comunista Português. Nas páginas seguintes transcrevemos na íntegra os discursos proferidos. - L.M.


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