Acidentes de trabalho

Ronda os 2,2 milhões o número de pessoas que morrem anualmente em todo o planeta em consequência de acidentes no trabalho ou de doenças relacionadas com a profissão. Os dados são da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e constam de um relatório divulgado dia 19, em Orlando, Florida, no 17.º Congresso Mundial sobre Segurança e Saúde no Trabalho.
No que se refere a Portugal, reportando-se a dados de 2001, o relatório regista 368 acidentes laborais fatais comunicados à OIT, embora estime que o número de casos possa ser de 414. Número igualmente preocupante é o respeitante aos acidentes de trabalho que originaram ausências de trabalho superiores a três dias – 316.228 casos - , enquanto o número de vítimas no nosso País por doenças profissionais foi de 3.564, além de 857 casos de mortes provocadas por substâncias perigosas.


Economia sem melhoras

A actividade económica agravou-se em Julho, tendo essa tendência negativa persistido em Agosto, mês em que registou o valor mais baixo desde Setembro de 2003. A conclusão é do Instituto Nacional de Estatística (INE) que, na sua Síntese Económica de Conjuntura de Agosto, refere que os indicadores quantitativos apresentaram em Julho uma evolução mais desfavorável, fazendo supor que a melhoria verificada em Junho teve carácter temporário. O indicador de actividade económica, de acordo com o INE, piorou para um acréscimo de 1,2 por cento.
Aquela entidade estatística faz ainda notar que a informação quantitativa do mercado de trabalho para Julho aponta para um desagravamento mas as expectativas dos agentes económicos sobre o emprego continuaram a deteriorar-se até Agosto.


Pesca exige apoios

Pescadores e pequenos armadores reclamam apoios efectivos à modernização da frota, para assegurar a sobrevivência do sector, o que passa pela reformulação da proposta de Fundo Europeu para as Pescas. O apelo nesse sentido foi feito no dia 17 em Seminário Europeu organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores da Pesca do Norte, em Matosinhos, no qual foi reafirmada a ideia de que sem esses apoios a um desenvolvimento sustentável por parte da União Europeia (em vez de promover apenas o abate das embarcações) comprometida está a manutenção dos postos de trabalho e as condições de vida e de trabalho no sector.
Do encontro, que decorreu sob o lema «Pescas? Que futuro?», saiu também a exigência de apoio financeiro aos combustíveis, face às dificuldades enfrentadas pelos pequenos armadores com os últimos aumentos da gasolina e do gasóleo.
O estabelecimento de um salário mínimo garantido para todos os pescadores, bem como a regulamentação de incentivos ao ingresso no sector de jovens profissionais, pescadores e armadores, constituem duas outras reivindicações constantes das conclusões do Seminário.


EUA fora do Iraque

A exigência de retirada das tropas de ocupação dos Estados Unidos do Iraque vai subindo de tom e ganhando adeptos entre os norte-americanos. Uma sondagem do Instituto Pew Research, divulgada dia 15 de Setembro, indica que mais de metade dos inquiridos - 57 por cento, contra 49 por cento em Julho - quer ver prontamente estabelecido um calendário de retirada das forças armadas do seu país de solo iraquiano.
A ideia de que o Iraque pode transformar-se num novo Vietname está também a alastrar no país, dela comungando, segundo a mesma sondagem, 39 por cento dos norte-americanos, o que representa um acréscimo de quatro pontos percentuais relativamente a Junho e mais dez do que há um ano.


Fraco sistema de ensino

Portugal é o país da OCDE onde se regista o menor tempo de passagem dos jovens pelo sistema de ensino. São apenas oito os anos de frequência nas nossas escolas, menos quatro do que a média dos países que compõem aquela organização, segundo um estudo internacional tornado público na passada semana.
Elaborado pela própria Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económicos (OCDE), sob o título «Panorama Educativo» de 2005, o relatório indica ter havido entretanto um progresso assinalável nos últimos anos nos países que a integram em relação ao número de jovens que concluem o ensino secundário. Em 21 dos 30 Estados analisados, mais de 60 por cento das pessoas entre os 25 e os 34 anos terminou, pelos menos, o 12.º ano. Neste capítulo, no entanto, Portugal volta a integrar o conjunto de países com os piores indicadores, uma vez que mais de metade das pessoas daquela faixa etária não terminou o secundário, o mesmo sucedendo na Turquia e no México.


Resumo da Semana