Hoje, em Lisboa
Forças de segurança: protesto crescente
Profissionais das forças e serviços de segurança, a que se juntam os guardas-florestais, provenientes de todo o País, convergem hoje em Lisboa para uma grande manifestação em protesto contra medidas do Governo que atacam importantes direitos, não dignificam o seu estatuto, degradam as carreiras e comprometem o futuro.
Estes são pontos comuns de uma jornada de luta convocada pela Comissão Coordenadora Permanente (CCP) das associações representativas daqueles profissionais, com concentração marcada para as 17h00, na Praça do Comercio, seguida de desfile até à Presidência das República, em Belém.
«Alertar, mais uma vez, o Presidente da República para as reivindicações dos profissionais das forças de segurança», que consideram ter sido prejudicados por três recentes diplomas do Executivo, constitui um dos objectivos desta acção, de acordo com os seus organizadores.
Em causa, motivando a discordância dos profissionais de segurança, estão sobretudo as alterações feitas nos subsistemas de saúde, o congelamento das carreiras profissionais, dos escalões e do aumento dos suplementos salariais até final de 2006 e dos novos sistemas de aposentação e pré-aposentação ou reserva.

Outono de lutas

Em luta estão também os enfermeiros que têm agendada para os próximos dias 12 e 13 de Outubro uma greve contra a proposta governamental que pretende atrasar a aposentação destes profissionais. Para o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), que anunciou a paralisação anteontem, em conferência de imprensa, o Executivo não teve em conta «as especificidades da profissão de enfermeiro».
Depois da paralisação no passado dia 14 dos pescadores de Sesimbra contra a definição e regulamentação do Parque Natural da Arrábida, luta que suscitou enorme adesão e solidariedade popular, está marcada uma Marcha Lenta de Automóvel para o dia 30 de Setembro, às 16h00, com a participação dos concelhos de Sesimbra, Setúbal e Palmela, com concentração junto ao Governo Civil de Setúbal.
Reunidos anteontem em plenário no Largo Camões, em Lisboa, estiveram, entretanto, dirigentes, delegados e activistas sindicais da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública. Após análise ao processo de ataque do Governo a direitos fundamentais dos trabalhadores e definição de novas acções de luta a desenvolver nos próximos meses os participantes desfilaram até à residência oficial do Primeiro-Ministro.
Registou uma adesão na ordem dos 70 por cento a greve anteontem dos trabalhadores da empresa de transportes públicos Scotturb, que serve os concelhos de Sintra e Cascais. Visada com a paralisação, convocada pela FESTRU, é a melhoria das condições laborais e o respeito pelo horário de trabalho. Em plenário, os trabalhadores aprovaram uma resolução onde reiteram as reivindicações e estabelecem um prazo de 15 dias para conversações com a administração.


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