Editorial

«Em Lisboa, só a maioria CDU garante uma gestão com trabalho, honestidade e competência»

A ALTERNATIVA É A CDU

Uma coisa que anda por aí, segundo diz, a investigar o «Comportamento Eleitoral dos Portugueses» e que envolve uma série de afamados «politólogos», concluiu, mesmo antes de ter concluído a investigação, que os órgãos de comunicação social não teriam «grande influência nas escolhas eleitorais dos portugueses». Isto porque, investigaram eles, os media nacionais são política e ideologicamente «neutrais» e são «imparciais» no tratamento que dão aos diversos partidos políticos.
Quem acompanhe com um mínimo de atenção a forma como os media têm vindo a acompanhar a campanha das autárquicas, facilmente conclui que, de três, uma – ou os ditos investigadores estão a gozar connosco; ou são, pura e simplesmente, ignorantes e incompetentes; ou limitam-se a cumprir fielmente a função de investigadores ao serviço do sistema dominado pelo grande capital – ou, hipótese mais provável, acumulam estas três qualidades.
A «imparcialidade» no tratamento dos partidos, neste caso das diversas campanhas eleitorais, é elucidativa.
O BE, na pessoa do omnipresente Francisco Louçã e através dos seus candidatos autárquicos e de todo o folclore bloqueiro, é presença diária em todos os jornais, em todos os telejornais, em todas as estações de rádio – sempre apresentado de forma valorativa, como portador de virtudes singulares. Isto para além do espaço e do tempo que generosamente é concedido aos membros do BE que, disfarçados de comentadores políticos, cumprem o papel de propagandistas do partido a que pertencem.

O PSD tem lugar reservado em tudo quanto se diz ser comunicação social imparcial. Está em todas, todos os dias, pela presença dos seus dirigentes e dos seus candidatos aos diversos órgãos autárquicos. E quando se dá o caso de, por conflitos intestinos como os de Oeiras ou Gondomar, haver dois candidatos da família ao mesmo órgão autárquico, eles contam a dobrar no tempo e no espaço concedido.
No que respeita ao PS, dirigentes e candidatos desfilam todos os dias na passerelle eleitoral mediática. E também neste caso, quando, por efeito de conflitos do género dos acima referidos (Felgueiras, por exemplo) há dois candidatos da família a concorrer ao mesmo órgão, a generosa comunicação social trata de os contar a dobrar, ou mais do que isso.
(A talhe de foice, sublinhe-se esta dupla personalidade da comunicação social dominante: por um lado, na sua versão pura e imaculada, desanca severamente as práticas de que são acusados esses candidatos - e, como quem não quer a coisa, generaliza-as à classe política; por outro lado, assume-se como veículo de propaganda eleitoral desses candidatos).
Também em matéria de espaço e tempo para o comentário político, o PSD e o PS gozam de favores semelhantes aos que são concedidos ao BE: lá têm, bem posicionados nos media, os seus comentadores que, casos de Jorge Coelho e de Pacheco Pereira, chegam a ser apresentados como independentes…

A excepção é, como não podia deixar de ser, a CDU. E sabendo que seria demasiado – e, por isso, prejudicial aos seus objectivos manipuladores – silenciar totalmente a campanha da Coligação Democrática Unitária, os media, salvo cada vez mais raras excepções, lá vão publicando, com a conta, o peso e a medida de que são feitos os seus critérios jornalísticos, uma ou outra notícia sobre a campanha da CDU, não raras vezes em moldes desfavoráveis. Isto, não obstante a campanha de CDU ser a que mais iniciativas tem, a que mais se envolve no contacto directo com as populações, cuja inteligência e sensibilidade respeita, às quais não faz promessas vãs, antes apresenta programas eleitorais que reflectem o profundo conhecimento que tem dos concelhos e das freguesias com a garantia de que tais programas são para cumprir – uma garantia avalizada pela prática dos autarcas da CDU em anteriores mandatos. Mas os media dominantes não ligam a miudezas. Para não terem que sublinhar a verdade, ou seja, a incontestável superior qualidade do trabalho dos eleitos da CDU, quer em maioria quer em minoria. Para não terem que confirmar, por exemplo, em relação à cidade do Porto, que o cabeça de lista da CDU, Rui Sá, nos últimos anos – e dando continuidade ao trabalho desenvolvido por Ilda Figueiredo enquanto vereadora com pelouros – protagonizou um notável trabalho, em estreita ligação às populações – um trabalho que lhe permite agora, com autoridade e seriedade, dizer aos eleitores: «Ousem mudar, votando naqueles que têm provas dadas e que nunca tiveram oportunidade de presidir à Câmara Municipal do Porto».

Ou, reportando-nos agora a Lisboa, afirmar, como o faz o cabeça de lista da CDU, Ruben de Carvalho, que «a alternativa passa pela CDU». Pela CDU que tem, na cidade, um património de trabalho autárquico inigualável: durante uma década, no combate à destruição da cidade levada a cabo por Abecassis – combate isolado, já que, como se sabe, os vereadores do PS alinharam em todas as malfeitorias da maioria de então; durante o último mandato, no combate à cruzada Santana Lopes/Carmona Rodrigues – mais uma vez combate isolado já que, como é sabido, os eleitos do PS e os do BE alinharam em parte grande das malfeitorias da maioria de direita; durante doze anos, no trabalho da coligação PS/CDU que, pondo termo à obra destruidora de Abecassis, iniciou um trabalho de facto ao serviço da cidade e da sua população – trabalho só possível pela presença da CDU nessa coligação. Tudo isto a confirmar que o voto na CDU é o que melhor defende os interesses da cidade. Que, em Lisboa, só a maioria CDU garante uma gestão com trabalho, honestidade e competência.


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