Os grevistas exigem a anulação da concessão do serviço privados
Transportes de Marselha
Greve de resistência
Na segunda-feira, dia 31, os trabalhadores da Régie de Transportes de Marselha (RTM), iniciaram os seu 28.º dia de greve contra a abertura ao capital privado de parte deste serviço municipal.
Após quatro semanas de luta determinada, resistindo a pressões e ameaças de todo o tipo, a greve continuava, no início da semana, a registar uma importante adesão. O trafego de metros estava reduzido a 47 por cento, com seis composições em dez a circular na linha 1, e apenas três em nove na linha 2.
Os transportes rodoviários eram praticamente inexistentes, com apenas sete por cento das viaturas na rua. Por seu turno, o serviço de substituição contratado, desde o início da passada semana, pelo Município de Marselha apenas garante um uma cobertura mínima das necessidades. No sábado, temendo uma forte afluência de passageiros devido à realização de um importante encontro de futebol, a administração da RTM evocando razões de segurança, decidiu interromper o funcionamento do metro e dos autocarros.
Na quinta-feira, dia 27, o edil da cidade, Jean-Claude Gaudin, solicitou autorização ao governador da região para proceder à requisição civil de meios de transporte e assim quebrar a greve no sector. Contudo, Cristian Fremont recusou a possibilidade de recorrer no imediato a essa «arma pesada», optando por nomear um mediador para dirimir o conflito.
Os sindicatos da RTM exigem a retirada da proposta de concessão de serviço público aprovada pela comunidade urbana de Marselha para a exploração de duas futuras linhas de eléctricos na cidade. Esta decisão implica que a régie de Marselha se associe à empresa privada Connex (grupo Veolia Evironnement), a provável vencedora do concurso, já que é a única concorrente.
Para o edil, Jean-Claude Gaudin, a anulação da concessão é «impossível»


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