Gageiro premiado na China

O fotógrafo português Eduardo Gageiro recebeu, sábado, na cidade de Lishui, o primeiro prémio da 11.ª Exposição Internacional de Fotografia Artística da China, o maior concurso de fotografia do mundo, que contou com mais de 3500 participantes.
«Foi dos melhores momentos da minha vida, fiquei profundamente emocionado ao ouvir o meu nome e a seguir o nome de Portugal», disse Eduardo Gageiro, o único participante a receber o Prémio Especial do Júri do certame, perante uma assistência de 30 mil pessoas, num festival que decorreu em Lishui, na província de Zhejiang, Sudeste da China.
«Já participei em muitos festivais de fotografia, já vivi muitos momento importantes, mas nunca tinha recebido um primeiro prémio perante tanta gente, fiquei até um pouco embaraçado», confessou Eduardo Gageiro, que, para além do Prémio Especial do Júri, recebeu também a Medalha de Ouro para a melhor fotografia e a Medalha de Ouro para a melhor fotografia a preto e branco na categoria «Vida Social e Costumes Populares».
A fotografia premiada chama-se «Poluição» e retrata dois homens que trabalham na rua, com as chaminés da cidade do Barreiro como pano de fundo. «É uma fotografia em papel e a preto e branco, porque apesar de também fotografar com máquina digital, o meu grande prazer é revelar, ampliar, ir para o laboratório sem saber o que trago no rolo», disse o fotógrafo, que prepara agora um novo livro sobre «liturgia, devoção e espiritualidade».


Acidente mata trabalhadores portugueses

Seis trabalhadores, cinco deles portugueses, morreram, segunda-feira, devido à queda de um viaduto nas obras da auto-estrada do mediterrâneo, no Sul de Espanha. Além dos mortos, o acidente provocou pelo menos quatro feridos, dois em estado grave.
O troço onde ocorreu o acidente tinha sido adjudicado à União Temporal de Empresas (UTE) La Herradura, formada pela AZVI e pela Obras Subterrâneas que, por sua vez as concessionou à empresa portuguesa Mouro Montedouro.


A paz é possível no Médio Oriente

Os pais do jovem palestiniano Ahmad el-Khatib, 12 anos, morto quinta-feira por soldados israelitas, decidiram, num gesto em favor da paz, oferecer todos os seus órgãos, para serem transplantados para salvar outras crianças doentes de qualquer religião ou nacionalidade.
O pai explicou, no sábado, a um jornalista do primeiro canal da televisão israelita que a sua decisão tem por fim fazer ver aos israelitas, que mataram brutalmente o seu filho, que, pelo entendimento mútuo, a paz é possível.
Ainda recentemente, as autoridades hospitalares israelitas se queixaram publicamente de que em Israel ainda há muito pouca consciência da necessidade de doar os órgãos de pessoas declaradas em estado de morte clínica.


Etíopes mantêm protestos

A greve geral convocada pela Coligação Unidade Democrática (CUD) para protestar contra a detenção dos principais dirigentes da oposição etíope paralisou, segunda-feira, a capital do país, Addis Abeba.
A contestação cresceu de tom quando, a semana passada, o governo liderado por Meles Zenawi prendeu dezenas de dirigentes e simpatizantes da oposição, uma acção de força da qual resultaram pelo menos 46 mortos e dezenas de feridos.
Na base da crise social e política que se vive na Etiópia está a recusa da CUD em assumir os lugares no parlamento. A estrutura exige a repetição das eleições de Maio passado, as quais acusa de terem sido fraudulentas.


NASA descobre duas novas luas de Plutão

O telescópio espacial Hubble descobriu em Maio duas pequenas luas de Plutão, o planeta mais longínquo e pequeno do sistema solar, de que já se conhecia um satélite natural, Caronte – anunciou, na passada semana, a NASA. Segundo astrónomos do Instituto de Investigação Southwest (EUA) envolvidos na descoberta, as duas luas descrevem órbitas quase circulares à volta de Plutão em três dias.
Por enquanto, os dois objectos foram identificadas como P1 e P2, mas deverão receber nomes da mitologia greco-romana quando a União Astronómica Mundial confirmar que se trata mesmo de satélites.
A descoberta de Caronte ocorreu em 1978, mas a sua qualidade lunar foi posta em dúvida desde então por ter quase metade do tamanho de Plutão, o que os converteria num sistema binário de planetas. Caronte tem 1300 quilómetros de diâmetro, enquanto que P1 e P2 têm teriam entre 60 e 160 quilómetros.


Resumo da Semana