Morreu Isabel de Castro

A actriz Isabel de Castro faleceu na passada quarta-feira na sua residência em Borba, vítima de doença crónica.
Isabel de Castro estreou-se no teatro e cinema aos 14 anos. Ao longo de uma carreira de 60 anos, iniciada no Teatro Estúdio do Salitre de Lisboa, passou pelos palcos das companhias do Teatro da Trindade, Teatro Avenida, Vilaret, Monumental, Teatro Experimental de Cascais. Integrou também os elencos do Teatro da Cornucópia e dos Artistas Unidos, entre outros.
No cinema, participou em mais de 70 filmes. Inês de Medeiros, João Botelho, João Canijo, José Fonseca e Costa, Manuel de Oliveira, Paulo Rocha, Pedro Costa e Alberto Seixas Santos são alguns dos realizadores com quem trabalhou. A Cinemateca dedicou-lhe um ciclo em 1990.
A actriz marcou presença em diversos trabalhos televisivos, dos quais se destaca, mais recentemente, a telenovela «Anjo Selvagem».
Isabel de Castro também se revelou na literatura, campo em que escreveu poesia, ficção e uma peça de teatral infantil.


30 anos de Brigada Victor Jara

A Brigada Victor Jara assinalou quinta-feira 30 anos de vida com um concerto no Teatro Académico Gil Vicente em Coimbra, cidade que viu nascer aquele que é um dos mais antigos e talentosos grupos de música tradicional portuguesa.
Ao longo de trinta anos perto de cinquenta músicos passaram pela Brigada Victor Jara, a banda formada em 1975 por um grupo de jovens participantes nas campanhas de alfabetização e dinamização cultural do MFA na Beira Baixa que tocava música de intervenção. A designação do grupo homenageia a memória do cantor e músico chileno assassinado pela ditadura de Pinochet em 1973.
O primeiro álbum da Brigada «Eito Fora», editado em 1977, inicia um extenso trabalho de «tratamento» e divulgação da cultura musical popular portuguesa. Da sua discografia constam ainda mais 8 trabalhos editados. O último trabalho, «Ceia Louca», aguarda há muito a oportunidade de vir à luz do dia.


Posição injustificável

O presidente da Câmara Municipal de Penamacor considerou, quinta-feira, nula a posição tomada pelo executivo em 1993 que alegadamente teria levado à perda de mandato do actual secretário de Estado Adjunto e da Educação.
Em comunicado, o presidente da autarquia, Domingos Torrão, independente eleito nas listas do PS, explica que a declaração camarária sobre a perda de mandato de Valter Lemos, então vereador do CDS-PP, foi feita a 7 de Dezembro de 1993, ao abrigo de uma lei de 1984, revogada em 1989.
Entretanto, o coordenador do Sindicato dos Professores da Região Centro (SRPC) acusou, em Viseu, o secretário de Estado de mentir, atestando ter visto a certidão da acta da reunião de Câmara de Penamacor onde Valter Lemos teria perdido o mandato de vereador, por faltas injustificadas.
Na altura, o coordenador do SPRC disse que confirmou ainda a perda de mandato por faltas injustificadas junto do jornalista autor da notícia sobre esta matéria publicada a 17 de Dezembro de 1993 no Jornal do Fundão.
Segundo o dirigente sindical, o representante do Governo «não tem o direito de vir acusar os professores que faltam justificadamente», quando o próprio acabou por perder um cargo político, 12 anos antes, precisamente por faltas injustificadas.


Violência doméstica em Portugal

A GNR registou nos últimos seis anos 36 257 crimes de violência doméstica, mas apenas foram detidas 404 pessoas, divulgou, na passada semana, aquela força policial por ocasião do Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres.
De acordo com a GNR, que desde Setembro de 2004 possui o NMUME (Acção do Núcleo Mulher e Menor), o crime de violência doméstica tem aumentado desde 2000, ano em que se registaram 4204 casos.
Em 2001 ocorreram 5096 crimes (um aumento de 21 por cento), em 2002 há um total de 6065 ilícitos (mais 19 por cento), em 2003 há registo de 7422 (mais 22 por cento) e em 2004 atingiu 7088 (aumento de cinco por cento).
Nos primeiros nove meses deste ano registaram-se 6382 denúncias, prevendo a GNR um aumento de 15 por cento em relação a 2004. Nos últimos cinco anos e meio foram detidas 404 pessoas. Em 2003 verificou-se o maior número de detenções, 104.


Portugal excede limites de gases com efeito estufa

Portugal excedeu os limites de emissão de gases com efeito de estufa a que se comprometeu no Protocolo de Quioto e nos compromissos assumidos no seio da União Europeia, atingindo 36,7 por cento no período 1990/2003.
Os dados da Convenção Quadro das Nações Unidas para as Alterações Climáticas foram divulgados em Montreal, em vésperas da Conferência das Nações Unidas para as Alterações Climáticas, que se iniciou segunda-feira na cidade canadiana.
Estes resultados situam-se quase 10 pontos acima do aumento máximo de 27 por cento de emissões que poderia fazer até 2012.
Neste posicionamento, destacam-se os níveis de dióxido de carbono de 47,4 por cento libertados em Portugal em 2003, quando o máximo permitido era de 40 por cento até 2012.


Resumo da Semana