Agricultores protestam em Estarreja

Estarreja foi palco na passada sexta-feira de uma acção de protesto dos agricultores do distrito de Aveiro contra as políticas de destruição da pequena e média agricultura. A iniciativa, que contou com a adesão de mais de uma centena de agricultores, «invadindo» a cidade com dezenas de tractores, foi organizada pela Associação da Lavoura do Distrito de Aveiro (ALDA) e a Confederação Nacional da Agricultura (CNA).
Entre as razões de protesto apresentadas pelos agricultores, estão o aumento das taxas da segurança social e a discriminação do governo em relação ao distrito, ao não adoptar para Aveiro a isenção do seu pagamento decretada para o restante território, e as restrições no acesso à reserva Nacional para os produtores de leite abaixo das 150 toneladas anuais.
No comunicado distribuído à comunicação social, os agricultores denunciam as medidas que visam «exterminar um sector produtivo essencial ao país», exigindo uma política nacional que defenda o mundo rural e a produção nacional.


Ajuda reivindica segurança

Os moradores da Ajuda, preocupados com a vaga de insegurança que afecta a freguesia lisboeta, reclamam a abertura de uma esquadra da polícia e o aumento de policiamento nas ruas.
Um grupo de moradores reuniu na quinta-feira para denunciar o clima de insegurança reinante, de que são exemplo os assaltos a estudantes do pólo universitário da Ajuda, ao centro da Associação Social 2 de Maio, à colectividade do Alto da Ajuda, à escola da Voz do Operário, a restaurantes, supermercados, casas e pessoas, para além dos carros que aparecem diariamente vandalizados.
Para resolver o problema da crescente criminalidade, os moradores colocaram a circular um abaixo-assinado, com mais de 2000 assinaturas já recolhidas, que pretendem entregar ao ministro da Administração Interna.
Uma das reivindicações apresentadas é a da abertura de uma esquadra da PSP junto do cemitério da Ajuda.
Joaquim Granadeiro, presidente da JF da Ajuda, considera que os cerca de 20 mil moradores estão muito desprotegidos, uma vez que só podem contar com as esquadras de Belém e do Calvário , demasiado deslocadas dos pontos de maior criminalidade.


Associação Gagárin tem nova direcção

Tomaram posse no sábado, 17, os novos corpos gerentes da Associação Portuguesa de Amizade e Cooperação Iúri Gagárin, antiga Associação Portugal-URSS.
Nas eleições, realizadas no dia 24 de Novembro, apresentou-se uma lista única, cujos elementos iniciam agora um mandato de três anos.
António Avelãs Nunes é o presidente da Mesa da Assembleia geral, enquanto Levy Baptista preside ao Conselho Directivo. O Conselho da Presidência continua a integrar figuras destacadas de diversas áreas da vida nacional, como Abílio Fernandes, António Arnaut, Jorge Veiga, José Barata-Moura, José Saramago, Luís Francisco Rebelo, Luís Catarino, Mário Jacques, Óscar Lopes, Rogério Fernandes, Rui Alarcão, Urbano Tavares Rodrigues e Vasco Granja.
O relançamento da actividade da associação, ainda que paulatinamente e sem menosprezar as dificuldades, foi o objectivo afirmado pelos membros dos novos corpos gerentes.


Cemitério da ditadura no Uruguai

O Partido Comunista do Uruguai revelou a descoberta de uma vala comum com os restos mortais de 35 pessoas, que tudo indica serem de opositores da ditadura militar de 1973-1985.
Os despojos, foram encontrados no cemitério de Vichadero, pequena localidade do norte do país, junto à fronteira com o Brasil.
No Uruguai já se sabia da existência de túmulos de «desconhecidos» em locais do sul e do leste do país, que sempre foram vinculados aos «voos da morte» realizados pela ditadura vizinha da Argentina. Mas não eram conhecidas valas comuns no norte e litoral, pelo que se infere que a descoberta de Vichadero se relacione com os desaparecidos da ditadura uruguaia.
O presidente eleito pela Frente Ampla, Tabaré Vasquez, prometeu fazer luz sobre o destino de centenas de adversários do regime militar.
No Uruguai ainda vigora uma lei de 1996 que impede a prisão e julgamento dos responsáveis dos crimes da ditadura.


Despesas militares dos EUA batem novo recorde

A Câmara dos Representantes do congresso norte-americano aprovou segunda-feira um orçamento militar recorde de 403,5 mil milhões de dólares para 2006. A decisão foi assegurada por 308 votos a favor e 106 contra.
O montante representa um aumento de 12,3 mil milhões de dólares em relação ao ano corrente e não inclui os 50 mil milhões de dólares também aprovados para suportar as guerras no Iraque e Afeganistão.
O orçamento do Pentágono para o novo ano canaliza 76,5 mil milhões de dólares para aquisição de novos armamentos, incluindo 25 aviões F/A-22.
O desenvolvimento do sistema de defesa anti-míssil foi contemplado com quase 8 mil milhões de dólares, dos quais 123 milhões destinam-se ao desenvolvimento do Arrow, um projecto conjunto israelo-estadunidense.


Resumo da Semana