Amianto em edifícios públicos

A CGTP exigiu ao governo um inventário dos edifícios públicos que contenham amianto e a realização de uma vigilância epidemiológica aos trabalhadores expostos aos efeitos daquela substância cancerígena.
Num comunicado divulgado sexta-feira, a central sindical alerta para a necessidade de implementar medidas de fiscalização da lei em vigor que proíbe o uso de amianto na construção de edifícios.
A Intersindical nacional denuncia ainda a falta de aplicação das medidas previstas na resolução aprovada em 2003 pela Assembleia da República, que recomenda a realização de uma inventariação dos edifícios construídos com esta substância e a vigilância médica dos trabalhadores a ela expostos.
A tomada de posição da central sindical vem na sequência de uma notícia do jornal Diário de Notícias dando conta da detecção da substância no edifício do Palácio da Justiça de Lisboa.
A exposição ao amianto, material muito utilizado na construção de edifícios, principalmente nas décadas de 1960 e 1970, pode provocar doenças como a asbestose e o cancro do pulmão.


Alberto Vilaça lança novo livro

Foi recentemente apresentado o novo livro do nosso camarada Alberto Vilaça, «À Mesa d’A Brasileira – Cultura, Política e Bom Humor», com a chancela da nova editora Calendário.
O lançamento da obra, apresentada por José Carlos Vasconcelos e Abílio Hernandez, decorreu na Sala de Conferências da Casa Municipal da Cultura de Coimbra.
O livro de memórias d’A Brasileira, café que Alberto Vilaça começou a frequentar em 1946, com 16 anos de idade, transporta-nos através de pessoas, ditos e feitos para o universo do local que constituía, nas palavras do autor, «um importante lugar de convívio e debate, onde se reuniam várias tertúlias de diferentes afinidades (...) Comunistas e outros antifascistas, democratas em geral, intelectuais de Esquerda (...)».
O emblemático café conimbricense foi encerrado em 1995.
Alberto Vilaça, antigo resistente antifascista, seis vezes preso pela PIDE, tem diversos livros publicados.


Brasil abre arquivos da ditadura

O governo brasileiro anunciou o início da abertura dos arquivos secretos da ditadura, a partir do próximo dia 1 de Janeiro.
A notícia foi dada pela ministra da Presidência, Dilma Roussef, que foi prisioneira do regime militar que vigorou no país entre 1964 e 1985.
A decisão vai ao encontro das exigências de familiares e amigos das centenas de desaparecidos durante aquele período, assassinados e sepultados em cemitérios clandestinos, tal como aconteceu em outras ditaduras militares do cone sul americano, como a Argentina, Chile e Uruguai.
A abertura dos arquivos do Serviço Nacional de Informações, Conselho de Segurança Nacional e Comissão Geral de Investigações, permitirá para já disponibilizar para consulta pública apenas os documentos secretos datados até 1975.


EUA conspiram contra Venezuela

A televisão latino-americana Telesur revelou que um major da agência antidrogas estadunidense (DEA) se reuniu recentemente com ex-militares golpistas venezuelanos asilados na Colômbia.
Segunda a mesma fonte, citada segunda-feira pela Prensa Latina, o encontro realizou-se na sede da Direcção de Administração e Segurança (DAS) colombiana, em Bogotá.
Numa visita à Colômbia realizada este mês, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, entregara ao seu homólogo colombiano provas da conspiração. Uribe foi, então, forçado a reconhecer publicamente a utilização da sede da DAS para uma reunião em que participou Néstor González, um ex-general venezuelano participante no golpe de Estado fracassado de 2002.
A revelação da Telesur, depois de deputados venezuelanos terem apresentado provas da existência de um plano subversivo abortado, com centro organizador e financiador sediado em território norte-americano, vem confirmar a escalada das acções desestabilizadoras dos Estados Unidos contra a Venezuela, em vésperas do ano de eleições presidenciais.
Os EUA estiveram envolvidos e apoiaram abertamente o golpe de 2002, que afastou Chávez dos comandos do país durante dois dias.


NATO sob fogo no Afeganistão

Dois soldados holandeses ficaram feridos segunda-feira no Afeganistão, em consequência da explosão de uma bomba à passagem do veículo em que seguiam, no norte do país.
Os soldados pertenciam à missão da ISAF, sob comando da NATO, composta por 10 mil soldados de diferentes nacionalidades.
Em 2005 os ataques às forças norte-americanas e da NATO multiplicaram-se, provocando dezenas de baixas mortais, entre as quais a do sargento português Roma Pereira, morto em Novembro numa explosão perto da capital, Cabul.
Não obstante, a NATO anunciou recentemente a expansão da sua missão ao sul do país e o reforço do seu contingente em mais seis mil efectivos, o que permitirá aos EUA reduzir em 2500 homens as suas tropas, compostas actualmente por 19 mil soldados.


Resumo da Semana