Desvinculação laboral ensombra Optimus
A desvinculação laboral que está a decorrer na Optimus preocupa a JCP. «Esta empresa de telecomunicações, sob o desígnio de maximização de lucros e simultânea desresponsabilização social em relação aos trabalhadores, mais não faz do que “comprar” a mão-de-obra a baixos custos a empresas de subcontratação de serviços», refere a organização em comunicado.
Os jovens comunistas citam Luís Reis, chief operating officer da Sonaecom, para ilustrar a «lógica descartável de “usar e deitar fora” que atinge os trabalhadores»: «O nosso objectivo é flexibilizar a estrutura. Nas lojas, os horários são difíceis de gerir. Por outro lado, há alturas em que precisamos de mais gente, como no Natal, e outros em que precisamos de menos. Uma empresa de recursos humanos consegue gerir estes fluxos mais facilmente.»
A JCP acusa os grandes grupos económicos de praticar «as regras do jogo a seu bel prazer, contribuindo para o agravamento da precariedade a que estão submetidos os trabalhadores, ao abrigo do injusto Código do Trabalho e com a cumplicidade do actual Governo PS e das respectivas políticas de direita».
«Mais uma vez, o grande capital e o actual executivo governativo dão as mãos na concertada retirada de direitos laborais adquiridos e agravando continuamente as condições de vida dos trabalhadores», afirma a JCP, manifestando a sua solidariedade com os trabalhadores da Optimus e defendendo a revogação do Código do Trabalho.


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