Poder político cúmplice de incendiários

A Associação Portuguesa de Bombeiros Voluntários (APBV) acusou no Sábado os responsáveis políticos e judiciais de serem cúmplices da destruição das florestas portuguesas.
«Se criminosos são os que incendiam, cúmplices são os que criaram ou mantêm condições para que isso aconteça», afirmou Paulo Jesus, um dos fundadores da APBV, durante a cerimónia de homenagem aos 13 bombeiros que morreram durante a última época de combate aos fogos, realizada em Fátima.
O desinvestimento das Direcções de Florestas, o desordenamento da floresta, a falta de limpeza das matas e os meios reduzidos foram alguns dos exemplos de más políticas seguidas em Portugal, na opinião da APBV.
Para a Associação de Bombeiros, este estado de coisas está a custar muito ao país quer em perda de património quer no aumento da desertificação do interior. Por isso, um investimento substancial no ordenamento florestal e na prevenção de fogos iria ser benéfico para as contas públicas, sustentou Paulo Jesus.
Segundo números da Direcção-Geral dos Recursos Florestais, citados pelo jornal Público, cerca de metade dos quase 300 mil hectares de área ardida em 2005 deveu-se a fogos postos.


Efeitos nocivos dos transgénicos

Uma investigação da Academia das Ciências da Rússia indica que as mulheres que consomem produtos transgénicos durante a gravidez podem pôr em risco os seus bebés.
A pesquisa, divulgada pelo jornal britânico The Independent, reforça assim as suspeitas existentes sobre os efeitos nocivos para a saúde dos organismos geneticamente modificados (OGM), vulgo transgénicos.
O estudo russo, realizado em ratinhos, mostra que a mortalidade dos fetos aumenta seis vezes quando a mãe é alimentada com soja geneticamente modificada.
Apesar dos receios reiteradamente levantados pelos cientistas, os Estados Unidos colocaram na Organização Mundial de Comércio uma acção no sentido de liberalizar a entrada de alimentos transgénicos, nomeadamente na Europa.
Em Portugal, está já, desde Setembro, regulamentado o cultivo de 17 variedades de milho transgénico, aprovadas pela União Europeia.


Azambuja contra encerramento de urgência

O encerramento no início de Janeiro das urgências nocturnas do Centro de Saúde de Azambuja está a provocar o protesto dos habitantes da localidade. Os utentes do serviço recusam o fecho do centro de saúde a partir das 22 horas, o que os obriga a deslocar-se ao Hospital Reynaldo dos Santos de Vila Franca de Xira, a cerca de 30 quilómetros.
Para o movimento de utentes que contesta a medida, não faz sentido fechar este serviço, que era o único em funcionamento permanente nos cinco concelhos servidos pelo hospital de Vila Franca. Situação que, no seu entender, irá sobrecarregar ainda mais a já saturada urgência hospitalar.
Perante a indisponibilidade da Sub-região de Saúde de Lisboa, que alega falta de meios humanos e procura, em rever a decisão de encerramento da unidade, o movimento de utentes organiza amanhã às 17h00 uma marcha lenta entre a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo e o Ministério da Saúde.


Incidente grave na fronteira indonésio-timorense

O incidente de sexta-feira na fronteira terrestre entre a Indonésia e Timor-Leste, em que três antigos milícias pró-indonésios foram mortos pela polícia timorense ao serem surpreendidos a tentar entrar no país, foi classificado «grave» pelas autoridades de Díli.
O governo timorense rejeitou ainda as alegações de Jacarta que pedira explicações sobre o sucedido.
Um dos mortos, José Mausorte, integra uma lista de suspeitos de crimes contra a Humanidade em Timor-Leste. Os crimes foram cometidos em 1999, durante a onda de violência protagonizada por milícias organizadas e armadas pela Indonésia, de que resultou a morte de 1400 pessoas e a destruição de 75 por cento das infra-estruturas de Timor-Leste.
O incidente coincidiu com o anúncio do reinício da cooperação militar entre os EUA e a Indonésia, país considerado estratégico pela administração Bush.


Acidente aéreo mata comandante militar iraniano

A queda, segunda-feira, de um avião militar do Irão no Noroeste do país provocou a morte de 11 pessoas, entre elas o general Ahmad Kazemi, desde Agosto comandante das forças terrestres dos Guardas da Revolução, e mais outros sete altos oficiais deste corpo de elite.
O Falcon militar despenhou-se quando tentava efectuar uma aterragem de emergência já perto do seu destino, Orumiyeh. A falha dos dois motores do avião e do trem de aterragem, aliada ao mau tempo, foram apontadas como as causas do acidente. O comando dos Guardas da Revolução rejeitou a possibilidade de sabotagem.
Este é o segundo acidente com um aparelho militar iraniano nas últimas semanas, depois de a seis de Dezembro um C-130 se ter despenhado perto do aeroporto de Teerão.


Resumo da Semana