Editorial

«A esperança é possível e também por ela vale a pena e é necessário lutar»

DETERMINAÇÃO E CONFIANÇA

Temos encontro marcado, sábado, dia 14, no Pavilhão Atlântico – espaço imenso, imenso, onde cabem milhares, muitos milhares de pessoas e que, por isso, constitui a maior iniciativa eleitoral até agora anunciada; espaço que, apesar de imenso, iremos encher com militantes e simpatizantes do Partido e da JCP, com os nossos aliados do PEV e da ID, com os muitos independentes que connosco têm vindo a participar nas lutas que travamos, e com muitos e muitos amigos que, nalguns casos pertencendo, mesmo, a outras áreas políticas e ideológicas, não apenas não se revêem em nenhuma das restantes candidaturas como sentem que a candidatura de Jerónimo de Sousa é a que melhor se identifica com os seus interesses de homens e mulheres de Abril. Porque é Abril, enquanto momento impressivo da história do nosso País, que está em causa, mais uma vez, nestas eleições: sabe-o toda a gente, sabem-no mesmo aqueles que fingem não o saber e assobiam para o lado para melhor disfarçar os seus reais objectivos.
Quando a candidatura de Jerónimo de Sousa apresentou como sua referência essencial a Constituição da República Portuguesa estava a assinalar uma posição singular no quadro das candidaturas presentes nesta campanha eleitoral. Com efeito, ele é o candidato que tem nos seus apoiantes o núcleo fundamental dos portugueses e portuguesas que mais lutaram para que Abril fosse possível; que mais lutaram pelo cumprimento de Abril; que nunca baixaram os braços face à investida contra-revolucionária nas diversas expressões por ela assumidas - nomeadamente na luta contra trinta anos de política de direita praticada pelo PS e pelo PSD, sozinhos, de braço dado, ou com o CDS-PP atrelado. Esta é uma característica que nenhuma outra candidatura possui e que, por isso mesmo, marca a diferença – diferença bem visível, para quem não queira fechar os olhos à realidade, no conteúdo da intervenção determinada e confiante do candidato Jerónimo de Sousa nesta pré-campanha eleitoral e que irá continuar na campanha que agora se iniciou.

Da pré-campanha eleitoral podemos dizer que ela não só correspondeu às expectativas existentes como as superou largamente. De norte a sul do continente, nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira, junto dos emigrantes portugueses em vários países, o candidato Jerónimo de Sousa e os apoiantes da sua candidatura levaram a cabo um vasto e diversificado conjunto de iniciativas que fizeram chegar a muitos milhares de cidadãos as suas propostas, a sua mensagem de esperança e de confiança, a sua determinação de fazer das eleições presidenciais uma significativa etapa da luta de todos os dias pela defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo e do País. E a onda de apoios, de simpatia, de apreço, de entusiasmo, em torno da candidatura de Jerónimo de Sousa – envolvendo um leque de pessoas que vai muito para além dos habituais apoiantes do partido de que o candidato é secretário-geral – é bem reveladora da forma como essas propostas, essa mensagem, essa determinação foram acolhidas pelos trabalhadores e pelo povo; é bem reveladora de que a democracia avançada nascida de Abril está viva; ao mesmo tempo que confirma que a esperança é possível e que, também por ela, vale a pena e é necessário lutar.
O comício do próximo sábado, no imenso Pavilhão Atlântico – que iremos encher com homens, mulheres e jovens portadores dos ideais de Abril, por isso determinados e confiantes - será como que o culminar da relevante acção de massas que foi esta pré-campanha eleitoral e do incontestável e incontestado entusiasmo suscitado pela candidatura de Jerónimo de Sousa. Ele constituirá, também, o arranque decisivo para a última semana da campanha – uma semana a exigir muito trabalho, muito esforço, muita perseverança a todo o colectivo partidário e a todos os que quiseram juntar-se a nós nesta importante batalha que são as eleições presidenciais.

Do comício do Pavilhão Atlântico – onde intervirão o mandatário nacional da candidatura, camarada Mário Nogueira e o candidato, camarada Jerónimo de Sousa – sairemos, seguramente, com ainda maior determinação e confiança para responder aos muitos desafios que nos coloca essa última semana de campanha. Há muita gente a conquistar para o voto em Jerónimo de Sousa, muitos homens, mulheres e jovens democratas e de esquerda, porventura indecisos sobre se sim ou não irão votar; muitos homens, mulheres e jovens democratas e de esquerda, porventura indecisos sobre em qual dos candidatos irão votar – a todos eles é necessário demonstrar a importância de, no dia 22, irem cumprir o dever de exercer o seu direito de voto conquistado em Abril, participando no relevante acto de cidadania que é a eleição do futuro Presidente da República e afirmando, através do voto, a sua postura democrática e de esquerda; a todos eles é necessário demonstrar que o candidato que melhor representa os seus interesses de cidadãos democratas e de esquerda é Jerónimo de Sousa, cuja candidatura representa, como nenhuma outra, os ideais de Abril; a todos eles é necessário demonstrar que o voto em Jerónimo de Sousa é um voto certo e um voto que vale por três, porque, como nenhum outro, conta para os resultados do dia 22, conta para a segunda volta em Fevereiro e conta para a luta que tem que continuar, e vai continuar, após as eleições; a todos eles é necessário demonstrar que a candidatura de Jerónimo de Sousa – a candidatura da esquerda e dos trabalhadores - constitui o mais forte obstáculo à candidatura de Cavaco Silva – a candidatura da direita e do grande capital.


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