Governo prepara fecho de escolas

O Governo vai encerrar em 2006 mais de 900 escolas do 1º ciclo do Ensino Básico, na área de intervenção da Direcção Regional de Educação do Norte, noticiou, segunda-feira, o jornal JN.
Até ao final da legislatura, o Executivo de Sócrates planeia encerrar em todo o país mais de quatro mil escolas com menos de 10 alunos, ou com menos de 20 alunos e taxas de aproveitamento inferiores à média nacional.
O facto está a causar a preocupação de sindicatos e municípios.
Para a Associação Nacional de Municípios Portugueses, está em causa a sorte de milhares de crianças que vivem em sítios isolados e dependem dos horários dos transportes.
Mário Nogueira, presidente do Sindicato dos Professores do Centro, em declarações ao diário referido, criticou a forma como o processo está a ser conduzido, «no segredo dos gabinetes», e sem acautelar os interesses dos alunos. Estamos perante uma «feroz ofensiva», em função dos custos económicos, denunciou.
Na opinião de Paulo Teixeira de Sousa da Direcção do Sindicato dos Professores do Norte, o fecho das 900 escolas não vai resolver nada e é negativo em termos de comunidade. O dirigente sindical questiona a «lógica meramente económica» da decisão, sem tomar em conta os aspectos de natureza pedagógica.


Crime ambiental em área protegida

A herdade Muro do Ludo, na Reserva Natural do Ludo, Ria Formosa, foi o palco de mais um crime ambiental no Algarve, com a desmatação de aproximadamente cinco hectares de matagal, sobreiros e pinheiros.
O atentado que devastou completamente o terreno foi descoberto a semana passada por técnicos do Parque Natural, e surge depois de, há cerca de mês e meio, os proprietários terem visto rejeitado pelas autoridade ambientais o projecto de construção de um campo de golfe.
A Reserva Natural do Ludo com perto de 600 hectares tem funcionado como barreira natural à expansão urbanística. A zona está integrada no Parque Natural da Ria Formosa (PNRF), na rede Natura 2000 e faz parte da zona de protecção especial para aves.
Embora se tratem de terrenos privados, cabe ao Instituto da Conservação da Natureza assegurar a sua gestão, mas este não tem actuado por falta de meios.
O PNRF admite multar a empresa responsável pela destruição ecológica.


Neve perturba Bragança

O forte nevão que caiu no início da semana no distrito de Bragança e o gelo causado pelas baixas temperaturas registadas, provocaram o corte e condicionamento de estradas e o encerramento das escolas, motivado pela suspensão dos transportes escolares e públicos.
O IP4 foi uma das vias que esteve, no domingo, cortada ao trânsito durante algumas horas, devido à acumulação de neve.
Na segunda-feira, a Câmara de Bragança decidiu suspender os transportes urbanos, assim como os colectivos e escolares para os meios rurais, devido ao mau estado das ruas e estradas. Sair de casa, a pé ou de automóvel, revelou-se uma tarefa complicada e arriscada para os bragantinos.
O Governador Civil de Bragança, Jorge Gomes, garantiu que os meios existentes estiveram todos disponíveis.


Angola reabilita via férrea

Angola lançou, a semana passada, a primeira pedra da obra de reabilitação e modernização do Caminho-de-Ferro de Moçamedes, que liga a cidade costeira de Namibe a Menongue, no leste do país, numa extensão total de 907 quilómetros.
Na cerimónia realizada no Lubango, capital da província de Huíla, o ministro angolano dos Transportes, André Luís Brandão, afirmou que a infra-estrutura visa responder às necessidades de circulação quotidiana e de desenvolvimento económico e social da região.
A obra, orçada em 1,2 milhões de dólares, será financiada no quadro do empréstimo concedido pela China, devendo estar concluída em Agosto de 2007.
O anúncio do início dos trabalhos ocorre uma semana depois de ter sido lançada a empreitada de recuperação da importante linha ferroviária de Benguela.
A terceira via ferroviária do país, de Luanda, também está a ser reabilitada.


General boliviano acusa EUA

O comandante do Exército boliviano, general Marcelo Antenaza, acusou, quinta-feira, os Estados Unidos de terem forçado em Outubro de 2005 a destruição de todo o poderio antiaéreo do país para evitar que fosse controlado por um eventual governo de Evo Morales.
Os EUA sabiam que Evo Morales ganharia as eleições e por isso pressionaram no sentido da destruição do arsenal de 28 mísseis terra-ar de fabrico chinês, afirmou o responsável militar durante uma entrevista a um canal nacional de televisão privado.
Evo Morales, que toma posse no próximo domingo, venceu as eleições de 18 de Dezembro com 54%, a vitória mais expressiva das últimas décadas na Bolívia.
A entrega ilegal dos 28 mísseis aos EUA, em circunstâncias ainda por esclarecer, tinha sido denunciada pelo Partido Comunista e o MAS, a formação política de Morales.


Resumo da Semana