Neve cai no Centro e Sul

Durante todo o dia de domingo, várias cidades do Centro e Sul de Portugal ficaram «pintadas» de branco, cenário que, em alguns casos, não ocorria à décadas ou nunca tinha ocorrido.
Segundo especialistas do Instituto de Meteorologia, o fenómeno deve-se à passagem de uma massa de ar frio pelo território nacional. Os efeitos da vaga gelada fizeram-se sentir quer através da diminuição abrupta das temperaturas mínimas, quer pela queda de neve.
No distrito de Lisboa, 16 concelhos, incluindo a capital, foram atingidos pelo nevão, situação que se repetiu com maior ou menor intensidade nos distritos de Setúbal, Santarém, Leiria, Faro ou Coimbra.
Na Figueira da Foz, a praia ficou momentaneamente coberta por um manto branco.
No Alentejo, as cidades de Portalegre, Beja e Évora e vários outros concelhos da região, também foram surpreendidas pelos flocos gelados.
Em algumas das localidades e estradas do País, a neve obrigou ao corte da circulação rodoviária, isto apesar da BT da GNR não ter registado incidentes graves.
Quem não deixou de aproveitar o fenómeno foram os milhares de portugueses que saíram à rua para testemunharem o insólito e usufruírem das tradicionais brincadeiras na neve.


APD exige combate à pobreza

A Associação Portuguesa de Deficientes (APD) exigiu, em comunicado de imprensa divulgado no passado sábado, que o Governo tome medidas efectivas no combate à pobreza em que vivem milhares de portugueses.
Num país onde a pobreza persistente atinge já 15 por cento da população – segundo dados do Eurostat citados no documento – a APD questiona o executivo sobre os recentes aumentos da pensão social de invalidez, «um montante já vergonhosamente reduzido», dizem, em cerca de 11,74 por mês.
«O Governo considera que os pensionistas com deficiência podem comer, vestir-se, pagar renda de casa e custear despesas de saúde, entre outras, com 6,25 euros por dia, quando se anunciam aumentos do preço do pão entre os 10 e os 20 por cento», afirmam ainda no comunicado.
Igual preocupação foi manifestada pela associação relativamente à subida do desemprego, aos despedimentos na administração pública e à suposta falência do sistema de segurança social, situações que, consideram, afectam com particular contundência os cidadãos deficientes engrossando o fenómeno da exclusão social.


SJ quer nomeação transparente

A respeito de notícias recentes sobre um eventual acordo entre o PS e o PSD para a nomeação do quinto elemento da Entidade Reguladora da Comunicação (ERC), o Sindicato dos Jornalistas considerou que, caso se confirmem as informações, ficam postas em causa «a transparência e o rigor do processo exigidos pela Lei e pela decência política».
Em comunicado datado do passado dia 27, o SJ alerta para os riscos de «uma despudorada manipulação partidária, uma evidente violação da Lei e uma tristíssima ofensa ao princípio da independência dos membros eleitos da ERC», por isso, exige o cabal esclarecimento da situação.
Se o apuramento dos factos confirmar as suspeitas vindas a público, o SJ quer que o processo de nomeações seja suspenso e que os membros até agora indicados resignem aos cargos.


Desabamento na Polónia

O desabamento do telhado da Feira de Exposições de Katowice, no Sul da Polónia, matou 66 pessoas e deixou outras 141 feridas.
O incidente ocorreu no sábado quando cerca de meio milhar de pessoas se encontravam no interior do recinto para visitarem uma mostra de pombos-correio.
Numa primeira avaliação ao desabamento, as autoridades polacas afirmaram que a concentração de neve terá feito cair a estrutura, mas testemunhas locais contestam a versão.
Este ano, a queda intensa de neve já foi apontada como responsável pelo desabamento de três estruturas públicas. As outras duas ocorreram na Rússia e na Alemanha.


Utentes defendem serviços públicos de saúde

A Comissão de Utentes dos Serviços Públicos de Saúde do Distrito de Viseu (CUSSDV), criada no passado dia 10 de Janeiro, entregou, a semana passada, mais de duas mil assinaturas contra o encerramento de várias unidades de saúde no distrito ao responsável da tutela, Correia de Campos.
A iniciativa decorreu durante a visita que o ministro da Saúde realizou à região e pretendeu dar a conhecer «o movimento e as suas exigências».
A CUSSDV quer que «o governo altere a decisão de encerrar diversos centros de saúde, urgências dos centros de saúde e mesmo a maternidade que serve o Norte do distrito», explicam no texto do abaixo-assinado.
Para já, a recolha de assinaturas é a forma de luta encetada pelos utentes, mas a comissão não descarta o agendamento de outras acções, caso se confirmem as decisões anunciadas pelo ministro.
A CUSSV informou ainda que a população pode subscrever o protesto na página www.saudepublica.com


Resumo da Semana