«Jornalismo, Grupos Económicos e Democracia»

A concentração da propriedade dos Media e o pluralismo democrático, o acesso à profissão e a deontologia são alguns dos temas do livro «Jornalismo, Grupos Económicos e Democracia», de Fernando Correia, lançado, na passada semana, em Lisboa.
O livro foi apresentado, no Hotel Roma, pelo professor Mário Mesquita. Anabela Fino, em nome de Alfredo Maia, que não pôde estar presente na iniciativa por motivos de saúde, leu uma curta mensagem do presidente do Sindicato dos Jornalistas, relativamente ao livro de Fernando Correia.
A obra, editada pela Caminho, aborda também a questão da denominada «produção de conteúdos», expressão que tem suscitado debate no seio da classe jornalística por poder confundir-se com o conceito de informação.
Os aspectos económicos que interferem com o exercício de um jornalismo independente, as condições de trabalho nas redacções, a investigação e o ensino do jornalismo ou a formação profissional são outros dos assuntos analisados.
«Jornalismo, Grupos Económicos e Democracia» debruça-se igualmente sobre «o poder de quem tem o poder» nos órgãos de comunicação social, a produção e edição de informação e as alterações introduzidas no jornalismo pela Internet e as novas tecnologias em geral.
Jornalista desde 1966, Fernando Correia é chefe de redacção da revista Vértice e editor de publicações periódicas da Editorial Caminho, membro fundador do Clube de Jornalistas e do Centro de Investigação Media e Jornalismo (CIMJ) e jurado dos Prémios Gazeta. Foi ainda sub-chefe de redacção do Jornal Avante!.
Professor na Universidade Lusófona e no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e Empresa (ISCTE), é também autor de «Os Jornalistas e as Notícias» e «Jornalismo e Sociedade» e tem a função de director editorial da revista JJ - Jornalismo e Jornalistas.


Caso do envelope 9

O Sindicato dos Jornalistas (SJ) manifestou a sua preocupação com as buscas e apreensões efectuadas, na passada quinta-feira, na redacção do diário «24 Horas» e em casa do jornalista Jorge van Krieken.
Em comunicado, o SJ «exorta os profissionais a baterem-se pela observância estrita da lei e a exigirem a aplicação de todas as garantias legais e processuais», nomeadamente «exigindo mandado judicial para a realização de buscas» e levantando «incidentes de recusa à apreensão de materiais informativos quando esteja em causa a protecção do sigilo profissional».
O sindicato - cuja Direcção e Serviços Jurídicos foram acompanhando os acontecimentos, embora à distância e por via telefónica – afirmou, na altura, «esperar das autoridades» que «saibam proteger adequadamente» o sigilo dos jornalistas, referindo-se aos elementos informativos contidos nos suportes informáticos apreendidos.


ASPP rejeita desinvestimento

A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) rejeitou, no sábado, uma reestruturação das forças de segurança que implique a redução de salários e outros direitos dos agentes.
«Os direitos dos polícias não devem ser reduzidos com uma reestruturação, antes pelo contrário, é preciso estabilizar e motivar os profissionais porque o crime organizado está a aumentar", disse à Lusa o presidente da associação, Paulo Rodrigues.
O sindicalista reagia ao anúncio feito hoje pelo ministro da Administração Interna, António Costa, de que a tutela pretende «aumentar o peso do investimento e diminuir o peso da despesa com pessoal, o que implica uma reestruturação do conjunto das forças tendo em vista racionalizar as estruturas de forma a haver melhor investimento».


Desemprego aumenta em Portugal

A taxa de desemprego real já estará nos 10,9 por cento, segundo uma noticia do Diário de Noticias. Se forem contabilizados os cidadãos chamados «inactivos disponíveis» e os que estão em situação de «subemprego», o valor dispara.
Em causa está o grupo de indivíduos não considerados na estatística do desemprego, que, no mês em que o Instituto Nacional de Estatística (INE) realizou o inquérito ao emprego, não procuraram trabalho. Além das pessoas deste grupo, existem os que trabalharam menos de 15 horas por semana.
Até Dezembro existiam 164 mil portugueses numa dessas duas situações, o que eleva o número real de pessoas em idade activa que não estão a trabalhar para 611 mil.
Haverá ainda a considerar os abrangidos em cursos de formação profissional e nos chamados Programas de Ocupação Profissional, que deixam de ser considerados desempregados nesses períodos, perdendo o direito ao respectivo subsídio.


Tragédia nas Filipinas

Voluntários com cães escavaram domingo à volta de uma escola em Guinsaugon, nas Filipinas, sem encontrarem sobreviventes entre as cerca de 250 crianças e professores que se encontravam no interior quando um aluimento de terras soterrou o edifício.
As equipas de salvamento recuperaram outros 14 corpos em Guinsaugon, na ilha de Leyte, uma vila agrícola onde mais de 1800 pessoas continuam desaparecidas, provavelmente mortas, após o deslizamento de terras ocorrido sexta-feira, provocado pelas chuvas fortes das últimas duas semanas.


Resumo da Semana