Lisboetas em condições degradantes

Os vereadores do PCP na Câmara de Lisboa solicitaram, no passado dia 30 de Março, ao presidente da autarquia esclarecimentos sobre quando serão realojadas as famílias que vivem em condições degradantes nas vilas Amarante e Silva e no Bairro do Tarujo, em Campolide.
Num requerimento dirigido ao presidente da autarquia PSD/CDS-PP, os comunistas lembram que os realojamentos nas vilas Amarante e Silva foram «prometidos há muito» e que as condições de vida dos moradores têm vindo a degradar-se, assim como a falta de segurança.
Os comunistas elaboraram o requerimento na sequência de uma visita realizada aos bairros da Liberdade, da Bela Flor e do Tarujo, na freguesia de Campolide. Com o realojamento de alguns moradores no Bairro do Tarujo, muitas habitações encontram-se devolutas em ruína e temporariamente ocupadas por toxicodependentes.


Aumento das taxas moderadoras

As taxas moderadoras no Serviço Nacional de Saúde voltaram a aumentar, no primeiro dia do mês de Abril.
O custo das urgências dos hospitais sofre um aumento de 1,60 euros, passando a custar 8,50 euros, enquanto a taxa de atendimento nos centros de saúde sobe em 1,30 euros, para 3,30 euros.
O aumento decorre da aplicação da portaria 219/2006, publicada em Diário da República a 7 de Março, que estipula os aumentos das taxas moderadoras, valores pagos pelos utentes por cada consulta ou cuidado prestado no âmbito do SNS.
Esta medida provocou um coro de protestos, com os partidos da oposição e os movimentos de utentes dos serviços públicos e da saúde a criticarem a medida governamental. Em declarações à comunicação social, Bernardino Soares, deputado do PCP, afirmou que este aumento «transfere para os utentes o custo da saúde, ao contrário do que a Constituição da República prevê».
O Movimento de Utentes dos Serviços Públicos e o Movimento dos Utentes da Saúde manifestaram-se também contra este aumento, considerando-o «incompreensível» e «exagerado».


«Na mira do fogo»

A direcção da Associação Sindical da polícia reclamou, na passada semana, do Governo a atribuição de mais meios à PSP, perante o aumento do crime violento.
«A forma de actuação da polícia não está adequada à nova realidade do aumento do crime organizado e do crime violento. Temos que ter capacidades em termos de meios, de equipamentos e de formação para fazer frente a essa nova realidade», afirmou à Lusa o presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), Paulo Rodrigues.
«Estamos na mira do fogo porque somos nós que afrontamos o crime e não há compensação para os homens que dão a sua vida em prol da segurança dos cidadãos», frisou lembrando os cinco polícias mortos em serviço em 2005.
«Estamos também na mira do fogo porque o Governo retira-nos os direitos mais fundamentais (direito à assistência na doença aos familiares dos polícias) que tinham sido atribuídos há décadas para compensar os fracos rendimentos», sublinhou.
Paulo Rodrigues falava em Peniche no intervalo de um colóquio organizado pela ASPP/PSP que decorreu sob tema geral «Na mira do fogo». No encontro estiveram reunidos 350 agentes de todo o País.


Em defesa da linha do Sado

A Assembleia Distrital de Setúbal, órgão onde estão representadas todas as câmaras municipais, juntas de freguesia e assembleias municipais do distrito, reunida no passado dia 27 de Março, aprovou por maioria, com uma abstenção, da Câmara do Montijo, uma moção em defesa da linha do Sado.
O comboio eléctrico na linha do Sado é um importante meio de transporte que serve as populações do eixo Barreiro, Moita, Palmela, Setúbal, trabalhadores e estudantes do ensino politécnico. «É um elemento estruturante das acessibilidades do desenvolvimento da região e trará melhor qualidade de vida se o serviço for melhorado», afirma o documento, lembrando que em 1999 houve a promessa de concretização da electrificação da linha do Sado por parte do governo e da CP.
«O que se constata é que, apesar da intervenção, reivindicação e da luta de milhares de cidadãos, dos trabalhadores ferroviários, das comissões de utentes e de autarquias, volvidos sete anos o processo não avançou como é necessário», continua a moção, onde se denuncia: «A agravar esta situação existe quem defenda que o trajecto de comboio que parte do Barreiro vá somente ao Pinhal Novo. Esta possibilidade causará transtorno diário na vida dos milhares de utentes, deste meio de transporte, e será mais uma penalização aos concelhos servidos por esta linha».


Morreu o coronel Carlos Fabião

O coronel Carlos Fabião, membro activo do Movimento dos Capitães de Abril, morreu domingo, em Lisboa, no Hospital Militar de Belém, aos 76 anos.
Em declarações à comunicação social, o secretário-geral do PCP lamentou a sua morte, homenageando-o e enaltecendo a contribuição do capitão de Abril para a existência de democracia e da liberdade em Portugal.
«Foi um capitão de Abril com posições nem sempre convergentes connosco. Mas, nesta hora, e não por razões de circunstância, eu curvo-me perante a sua contribuição, à sua maneira e com o seu esforço, para a existência de democracia e de liberdade em Portugal», declarou Jerónimo de Sousa.


Resumo da Semana