Defensor da agricultura e do mundo rural
Morreu Joaquim Casimiro
À beira de completar 60 anos, faleceu, segunda-feira, Joaquim Casimiro, lutador incansável, fundador e dirigente da CNA e militante comunista.
Foi «um homem bom, fraterno e um lutador incansável, que só a morte vergou», destaca, em nota dirigida aos órgãos de comunicação social, o Secretariado do Comité Central do PCP.
À frente da confederação dos pequenos e médios agricultores portugueses foi durante 28 anos um prestigiado dirigente associativo e um denodado lutador em defesa da agricultura portuguesa e do mundo rural.
O PCP, o seu partido de sempre, «orgulha-se da sua inestimável participação em tantos combates em defesa do campesinato português, da sua viva intervenção em defesa dos ideais libertadores do 25 de Abril e do regime democrático então conquistado».
Certo de interpretar o sentimento dos comunistas, o Secretariado do Comité Central do PCP, apresenta, por esta forma, à sua companheira, filhas e demais família «os mais sentidos pêsames e sentimentos de sincera amizade e à CNA toda a sua solidariedade». Jerónimo de Sousa esteve presente no velório do seu camarada, que se realizou na Casa Mortuária das Águas, Bairro do Areal, em Alenquer.
Neste momento de dor e pesar, a Direcção Nacional da CNA destacou, de igual forma, também em nota de imprensa, «o exemplo e o testemunho de firmeza e abnegação» dados por Joaquim Casimiro, «em defesa da nossa agricultura e do mundo rural português». Enquanto membro da Direcção Nacional da CNA, e apesar de gravemente doente há já alguns anos, Joaquim Casimiro permaneceu no seu posto até aos últimos dias da sua vida.
Enquanto membro da CNA, Joaquim Casimiro, fazia parte do Conselho Económico e Social e, em 2003, por ocasião dos 25 anos da CNA e no IV Congresso da confederação, foi agraciado pela Presidência da República com a Comenda da Ordem de Mérito Agrícola.


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