PSD/CDS-PP contra trabalhadores

A maioria PSD/CDS-PP na Câmara do Porto chumbou, na passada semana, uma proposta do vereador da CDU, Rui Sá, de pagamento imediato do prémio nocturno aos trabalhadores das limpezas da autarquia, Suspenso em Novembro.
No final da reunião privada, Rui Sá referiu que a sua proposta recebeu seis votos a favor (PS e CDU) e sete contra (PSD/CDS-PP).
Segundo o autarca comunista, a coligação maioritária argumentou que se mantém a situação existente em Novembro de 2005, quando a autarquia decidiu suspender o pagamento do prémio nocturno, na sequência de um relatório preliminar da Inspecção-Geral da Administração do Território (IGAT) que o considerava ilegal, porque o decreto-lei que o autoriza ainda não está regulamentado.
A suspensão do prémio, correspondente a cerca de 20 por cento da remuneração dos funcionários da limpeza, levou os trabalhadores a promover várias acções de luta, entre as quais duas greves, um cordão humano e uma manifestação em Lisboa.


Vigília contra fecho de maternidade

Centenas de pessoas estiveram concentradas, domingo, em Santo Tirso, numa vigília de protesto contra o anunciado encerramento da maternidade do Hospital da localidade.
O protesto foi aproveitado para engrossar a lista de subscritores de um abaixo-assinado, subscrito por mais de três mil pessoas, contra o fecho daquela estrutura que realiza 800 partos anuais.
O ministro da Saúde, António Correia de Campos, assinou um despacho que determina o encerramento dos blocos de parto dos hospitais de Barcelos, Santo Tirso, Oliveira de Azeméis e Elvas até 31 de Julho e os da Figueira da Foz e Amarante até 31 de Dezembro.
A maternidade do Hospital de Santo Tirso serve este município e o da Trofa, bem como algumas freguesias dos concelhos de Paços de Ferreira e Maia.


Atrasos no metro de superfície

Maria Emília de Sousa, presidente da Câmara Municipal de Almada, recusou, na passada semana, quaisquer responsabilidades da autarquia nos atrasos da construção do metro ligeiro de superfície na Margem Sul do Tejo.
Em declarações aos jornalistas, a autarca do PCP alegou que «a Câmara não tem qualquer responsabilidade neste processo», justificando que «há um contrato que estabelece as condições em que o metro tem de ser feito» e que, a seu ver, não está a ser cumprido.
A autarca falava no final da apresentação da certificação de qualidade atribuída à operadora de autocarros Transportes Sul do Tejo, no Laranjeiro, Almada.
Dias antes, a Câmara havia recusado, em comunicado, responsabilidades nos atrasos da empreitada quando a secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, terá assumido na Comissão Parlamentar de Obras Públicas que iria imputar as despesas aos responsáveis.


Cultura em Sines

«Desenho Contínuo» é a exposição em destaque, este mês, no Centro de Artes de Sines, reunindo trabalhos do pintor Pedro Calapez e dos arquitectos Francisco e Manuel Aires Mateus.
Além da exposição, o Centro de Artes de Sines acolhe, este mês, várias outras iniciativas, como é o caso de uma Feira do Livro, entre os dias 21 e 25, numa estrutura coberta montada na rua Cândido dos Reis.
No âmbito da feira, a companhia itinerante Teatro ao Largo leva à cena, dia 22, a peça «Mãos no Fogo», escrita pelo encenador Steve Johnston, para alertar sobre os riscos de incêndio nos meses de Verão.
Ainda no capítulo da literatura, o equipamento cultural acolhe o evento «A minha cabeça tem um livro de histórias», a partir do dia 18, para assinalar o Dia do Livro Infantil.
No final do mês, no dia 29, a romancista e contista Lídia Jorge, autora de livros como «A Costa dos Murmúrios», «O Dia dos Prodígios» ou o «Cais das Merendas», visita o Centro de Artes para falar sobre a sua obra com os leitores.
O auditório, neste período, vai ser palco do concerto do projecto «A Naifa» (amanhã, sexta-feira) e da apresentação da peça «Felizmente há Luar», de Luís de Sttau Monteiro e representada pela companhia A Barraca, tendo como protagonistas Maria do Céu Guerra e João d'Ávila.
Integrado nas comemorações do 25 de Abril, o auditório do Centro de Artes recebe também a sessão solene da Assembleia Municipal para assinalar o aniversário da Revolução dos Cravos, seguindo-se um espectáculo do projecto dos «Cantautores».


«Um homem, um povo»

Está já à venda o livro «Hugo Chávez, um homem, um povo». Neste livro, o presidente da Venezuela, em entrevista a Marta Harnecker, reflecte sobre temas como o motivo porque escolheu a via institucional para realizar mudanças revolucionárias; as razões de uma presença militar tão marcada no processo venezuelano; as diferenças entre a actual geração de militares venezuelanos e outros exércitos latino-americanos; as relações históricas com a esquerda organizada e suas desilusões; o tipo de modelo económico que se pretende levar adiante e as razões de escasso avanço neste terreno.
Hugo Chávez fala ainda sobre as dificuldades que teve de enfrentar, os erros cometidos e a aprendizagem adquirida ao longo dos anos, não deixando também de nos apresentar a sua visão do golpe reaccionário de 11 de Abril de 2002 e o retorno do presidente ao Palácio de Miraflores.
Psicóloga, escritora e jornalista, Marta Harnecker, de nacionalidade chilena, é uma das principais investigadoras e divulgadoras do pensamento e das experiências de transformação social da América Latina.


Resumo da Semana