Uma nova acção, com recurso à greve, vai ocorrer ainda este mês
Luta justa vai continuar
Primeira resposta na <em>EMEF</em>
A forte participação na manifestação nacional de sexta-feira, em Lisboa, e mais de 800 assinaturas, recolhidas dias antes, expressam o repúdio pelas propostas que a administração da EMEF cozinhou e as organizações da UGT aceitaram.
«Contra a diminuição dos salários reais e o roubo dos direitos», trabalhadores da empresa de manutenção ferroviária vieram de todo o País até à porta da administração e, de seguida, deslocaram-se para a secretaria de Estado dos Transportes, descendo a Avenida da Liberdade. Junto ao centro de trabalho «Vitória», foram saudados por uma delegação do Partido, que integrou Rosa Rabiais, da Comissão Política do PCP. Uma saudação da organização de Transportes da ORL, lida durante a concentração frente ao Ministério, reafirma a solidariedade do PCP à luta dos ferroviários, lembrando que estes «têm, ao longo dos anos, constituído um exemplo e estímulo para todos os trabalhadores», «pela intensa, determinada e confiante luta que têm desenvolvido».
O SNTSF/CGTP-IN, em comunicado, considera que a acção de dia 7 foi «uma primeira resposta», na qual participou «a maioria dos trabalhadores desta empresa». Uma nova acção de luta terá lugar ainda em Abril e com recurso à greve, como prevê a moção aprovada na rua do Conde de Redondo, entregue à administração da EMEF e levada à secretaria de Estado.
Foi ainda entregue à administração um abaixo-assinado que, em três dias, recebeu mais de 800 assinaturas de trabalhadores (num total de 1527, registados pela empresa em Junho), informou o sindicato, lembrando que o ataque aos salários e aos direitos (como a dispensa trimestral sem perda de remuneração), a mando do Governo e com o apoio subserviente de sindicatos da UGT e outros, ocorre «em todas as empresas do sector».
Para ontem, estava convocado mais um dia de greve dos operadores de apoio, operadores de transporte e condutores da CP. O conselho de gerência, «em vez de prosseguir as negociações interrompidas no passado dia 1 de Fevereiro, optou pela chantagem e a ameaça, com o estafado da greve ilegal». Lembrou o sindicato que a greve foi convocada «nos mesmo termos» da greve de 2 de Fevereiro, que não suscitou tão grave reacção do CG da CP, acusado agora de violar a lei e querer substituir-se aos tribunais.
No dia 24, vão paralisar os trabalhadores da limpeza, reclamando o cumprimento do acordo de revisão do contrato colectivo, assinado recentemente e que a associação patronal diz agora não querer cumprir, anunciou o Sindicato dos Ferroviários.


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