Farsa, tragédia e incompreensão
O IV <em>Reich</em> fala inglês
O Irão continua a ser tema de um bombardeamento mediático intenso. A campanha aumentou muito nas últimas semanas assumindo aspectos patológicos. O presidente Bush, o secretário Rumsfeld, a senhorita Condoleeza Rice, senadores estadunidenses, o porta-voz da Casa Branca despejam sobre o mundo declarações, entrevistas, alertas sobre o perigo iraniano. Na opinião deles, unânime, a ameaça representada para a segurança dos EUA e da humanidade pelo programa nuclear daquele país asiático é tão grave que se torna urgente aplicar-lhe sanções através da ONU e recorrer eventualmente à força se o governo de Teerão não ceder. Na Casa Branca, George Bush vai mais longe. Levanta já como solução para «a crise» o uso de armas nucleares tácticas.

Um tenente médico da RAF confrontou o Conselho de Guerra
A ocupação do Iraque é ilegal
A criminosa participação britânica na guerra do Iraque, já em tantas ocasiões condenada pelo povo em mega manifestações realizadas em Londres e em quase todas as cidades do país, continua a provocar ondas de choque no seio da sociedade, a retirar prestígio às forças armadas, a colocar nas ruas da amargura o nome da Grã-Bretanha no mundo. A 104.ª vítima mortal sustentada pelo contingente britânico na zona de Bassora foi anunciada há dias. Trata-se do tenente Richard Palmer, dos ‘Royal Scots Dragoon Guards’. O tenente Palmer tinha sido treinado e diplomado na Academia Militar de Sandhurst, Camberley, de onde costuma sair a fina flor da oficialidade deste país.

Sócrates e o «Compromisso com a Ciência»
A intervenção do primeiro-ministro no último debate mensal na Assembleia da República, na qual Sócrates enunciou «sete novas medidas para um compromisso com a Ciência», é digna de registo e de comentário sob vários pontos de vista. Os meses que leva de governação, aclararam desde cedo aos olhos dos portugueses qual o sentido dos «compromissos» de Sócrates. É pois com avisada prudência que nos devemos deter sobre as suas palavras.