Inglaterra exige que Tony Blair «desapareça»
Guerra civil no partido trabalhista
Nas eleições autárquicas que se realizaram em Inglaterra a 4 deste mês, os trabalhistas do New Labour sofreram pesadas derrotas um pouco por todo o país e em Londres, especialmente. Os ganhos líquidos dos conservadores ascenderam a 250 lugares de vereadores nas câmaras. Triunfaram em cidades particularmente diversas como Chorley, na zona de Manchester e Crawley, na região de Sussex. Mas na grande cidade metropolitana que é Londres, conseguiram vitórias onde ninguém esperava. Numa conjuntura em que os racistas e fascistas do BNP (British National Party) não conseguiram ganhos de mais do que 20 vereadores em toda a Inglaterra, os tories, agora, são o maior partido na capital. Entretanto, perante estes resultados, aprofundou-se a crise de que já vinham sofrendo os trabalhistas e a luta para conseguir a substituição do primeiro-ministro ultrapassou todas as fronteiras.

Alguns dados, números e reflexões
Nacionalização dos hidrocarbonetos na Bolívia <font color=0093dd><strong>(*)</strong></font>
No índice de desenvolvimento do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, a Bolívia ocupava o 113.º lugar em 2005. Espanha estava em 21.º. A esperança de vida era de pouco mais de 64 anos. Espanha ultrapassava os 79. O analfabetismo de adultos afectada 13,5% da população daquele país sul-americano, quando não chegava aos três por cento em Espanha. Na Bolívia, o número de médicos por 100 000 habitantes era de 73, face aos 320 de Espanha, os 549 dos EUA e os 591 de Cuba. Os partos medicamente assistidos ascendia a 65% do total na Bolívia, contra 99% nos EUA e Argentina, e 100% em Cuba, Uruguai e Chile. Entre 2000 e 2002, a desnutrição afectava 21% da população boliviana, enquanto essa porcentagem era de cinco por cento no México e quatro por cento na Costa Rica. Em 2003, a taxa de mortalidade infantil na Bolívia era de 53 crianças mortas por cada 1000 nascituros, face aos quatro de Espanha, os seis de Cuba e os sete dos EUA.