Os partidos da coligação governativa recolheram 69 por cento dos votos
Chipre
Comunistas vencem legislativas
Os comunistas cipriotas do AKEL foram a força mais votada nas eleições legislativas, realizadas no domingo, 21, obtendo 31,2 por cento dos votos e 18 lugares no parlamento.
O AKEL, que era já o principal partido da coligação governativa no poder, sofreu um ligeiro desgaste eleitoral, perdendo dois deputados e 3,5 por cento dos votos em comparação com o sufrágio de 2001.
Em contrapartida, o partido Diko, do presidente da República, Tassos Papadopoulos, a segunda formação da coligação, passou de oito para 11 deputados e recolhendo 17,9 por cento dos votos, o que representa um avanço de três por cento em relação ao anterior escrutínio.
Por seu turno, a oposição de direita do partido Disy, baixou 3,7 por cento face a 2001, conquistando 30,3 por cento dos votos e 17 deputados.
Em quarto lugar ficaram os socialistas do Edek, com 8,9 por cento e cinco deputados, seguindo-se o Euro-ko (partido europeu) com 5,7 por cento e quatro deputados e, finalmente, os Verdes, com 1,9 por cento e um deputado.
Em termos globais, os cinco partidos que integram o actual governo – Akel, Diko, Edek, Euro-ko e Verdes – concentraram 69 por cento dos votos expressos no acto de domingo, no qual participaram 89 por cento dos mais de 500 mil eleitores recenseados.
Estes partidos contam com 39 deputados num total de 56, restando 24 lugares a eleger pela comunidade turco-cipriota.
O Chipre está dividido desde 1974, data da ocupação do norte da Ilha pelo exército turco, na sequência de um golpe militar de nacionalistas-gregos apoiados pela ditadura instalada no poder em Atenhas que pretendia anexar o país à Grécia.
Em 2004, os cipriotas gregos recusaram em referendo o plano de reunificação da ilha proposto pela ONU.


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