Sindicato dos Jornalistas desafia Carrilho

Em resposta ao livro de Manuel Maria Carrilho Sob o Signo da Verdade, o Sindicato dos Jornalistas desafiou o deputado a intervir «de forma activa contra os mecanismos que prejudicam a liberdade de informação e as condições de produção que põem em causa o exercício responsável do jornalismo, acompanhando o processo de revisão do Estatuto do Jornalista, designadamente na audição que o SJ pedirá aos partidos, na sua discussão no seio do PS – precisamente a formação que tudo decidirá neste processo – e especialmente nos plenários que hão-de discutir a Proposta de Lei originalmente apresentada pelo Governo e a versão final da lei».
Em comunicado, o SJ admite que as agências de comunicação e os gabinetes de imprensa têm uma presença crescente no espaço mediático procurando alcançar efeitos programados e orientados, mas lembra que esta situação decorre num contexto em que um reduzido número de grupos controla a comunicação social e o mercado de trabalho e em que se regista um emagrecimento das redacções e a valorização da quantidade em detrimento da qualidade.
«Tendo em conta as funções parlamentares que o seu autor exerce, a obra não pode ficar por aqui enquanto contribuição pública de Manuel Maria Carrilho para o debate que reputa urgente e para a alteração das condições que, no seu pleno direito, entendeu denunciar», diz o sindicato.


<em>Aves Ledas</em> à venda

O livro de poesia Aves Ledas, da autoria de Arnaldo Mesquita, está já à venda. Com edição da Câmara Municipal de Lousada, a obra inclui dezenas de poemas que partem da observação de diversas aves, da andorinha ao milhafre, acompanhados por ilustrações a cores de Juan Varela.
Arnaldo Mesquita, militante comunista há várias décadas, é advogado e vive no Porto. Foi preso e torturado pela Pide, permanecendo detido no Aljube e em Caxias. Publicou o seu primeiro livro em 1971 – Amanhã Virás –, a que se seguiram sete outras obras.


Mulheres pela despenalização do aborto...

«Interrupção Voluntária da Gravidez: a mulher decide, a sociedade respeita, o Estado garante»: este é o lema do abaixo-assinado pela despenalização do aborto, promovido pelo núcleo de Lisboa do Movimento Democrático de Mulheres (MDM).
«A garantia de uma interrupção voluntária da gravidez, a pedido da mulher e até às 12 semanas, em condições de segurança, é parte integrante da promoção da saúde sexual e reprodutiva das mulheres, constante em múltiplas recomendações internacionais», argumenta o MDM, defendendo ainda um acesso mais facilitado a consultas de planeamento familiar e à contracepção, a concretização da educação sexual e a garantia da protecção social da maternidade-paternidade.
«Defendemos a interrupção voluntária da gravidez até às 12 semanas, a pedido da mulher, porque cabe à mulher decidir; porque cabe à sociedade respeitar a sua decisão; e porque cabe ao Estado garantir uma interrupção voluntária da gravidez em condições de segurança para a saúde da mulher e no respeito pela sua dignidade», afirma o MDM.


... e pela saúde para todos

O Dia Mundial da Saúde da Mulher (comemorado a 28 de Maio) e o Dia Mundial da Criança (celebrado hoje, 1 de Junho) foi assinalado pelo MDM em diversas festas e feiras esta semana, com a distribuição de um folheto que alerta para os principais problemas e apresenta as propostas da organização.
O MDM alerta para o facto de o Serviço Nacional de Saúde se degradar a favor do aumento de negócio do sector privado, criando obstáculos à igualdade na saúde. Isto, porque «as mulheres têm a maior taxa de pobreza e desemprego».
A organização defende a ampliação do rastreio do cancro da mama e do colo do útero, a implantação de creches a preços acessíveis e com horários compatíveis com as profissões dos pais, a criação de equipamentos sociais para a infância e o combate ao insucesso e abandono escolar.


Terramoto na Indonésia

Cerca de cinco mil pessoas morreram na sequência do sismo que abalou a região sul da ilha de Java, na Indonésia, na madrugada de sexta-feira. O primeiro abalo atingiu 6,3 na escala de Richter e foi seguida por 450 tremores nos dias seguintes. Há pelo menos 20 mil feridos e 200 mil desalojados. Os sobreviventes dispõem de pouca água e alimentos e não têm electricidade nem abrigo. O sismo teve lugar a dez quilómetros de profundidade, ao largo da costa, e é classificado como forte. Não se registou qualquer sinal de maremoto.


Resumo da Semana