Casa do Alentejo comemora 83.º aniversário

A Casa do Alentejo, em Lisboa, comemorou, sábado, 83 anos de existência. Esta data foi marcada com a criação de um movimento para obtenção de fundos públicos que permitam recuperar o imóvel, cujo estado de conservação é «cada vez mais preocupante».
Para recuperar o brilho de outrora, a Casa do Alentejo decidiu apelar a várias entidades públicas e privadas e a particulares relacionados com o Alentejo para ajudar na difícil tarefa de reabilitar o seu Edifício de Interesse Público, disse, em declarações à comunicação social, o presidente da direcção João Proença.
«O estado de conservação do edifício é cada vez mais preocupante e precisa de uma grande intervenção», afirmou o responsável, lembrando que o imóvel foi construído no século XVII e só foi alvo de obras de reabilitação no início do século XX.
Para conseguir reunir apoios, a instituição lançou no sábado um manifesto que dará origem à criação e dinamização do Movimento para a Recuperação da Casa do Alentejo.
João Proença contou que a recuperação do edifício da Casa do Alentejo é um objectivo de há muitos anos, mas tem faltado o apoio de entidades públicas como o Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) ou a Câmara de Lisboa.


FPT pouco satisfeita

A Federação Portuguesa do Taxi (FPT) congratulou-se, na passada semana, com a convenção de preços assinada com o Governo, sobretudo com a simplificação do sistema tarifário, que considera mais transparente para clientes e profissionais.
Carlos Ramos, presidente da FPT, disse, no entretanto, à Lusa que o aumento médio global do serviço de táxi a entrar em vigor no próximo dia 22, da ordem dos 4,8 por cento, não responde a todas as expectativas face ao aumento do preço dos combustíveis, mas trouxe «alguns ganhos».
Em particular referiu a simplificação e unificação do sistema tarifário, que se tornou «mais transparente para clientes e profissionais», recordando que a FPT reclamava aumentos da ordem dos 7 por cento.
Carlos Ramos realçou o facto de, pela primeira vez, o Governo ter mostrado receptividade à discussão de medidas «que tocam de facto no problema concreto da actividade».


Beja e Ribeira Brava

Os municípios de Beja e da vila cabo-verdiana de Ribeira Brava geminaram-se, quinta-feira, para aprofundar os laços históricos e promover as trocas sócio-culturais, técnicas-ciêntificas e económicas entre as duas populações.
Recordando as «fortes ligações» entre Portugal e Cabo Verde, Amílcar Spencer Lopes, presidente da Câmara Municipal de Ribeira Brava, na ilha de São Nicolau, justificou a assinatura dos protocolos de amizade, cooperação e geminação com a necessidade de «facilitar os intercâmbios entre as populações para consolidar o que a história nos ofereceu».
Francisco Santos, presidente da Câmara Municipal de Beja, considerou estes protocolos como «excelentes meios para desenvolver e consolidar os esforços de cooperação e amizade entre Portugal e Cabo Verde».
Com o protocolo de geminação, os municípios pretendem aprofundar laços através do estudo e da valorização da herança histórico-cultural comum.
«Queremos que as populações locais conheçam os valores sociais, culturais e etnográficos que existem entre a Ribeira Brava e Beja», explicou Francisco Santos.


Bombeiros do Funchal em luta

O Funchal foi palco, de 9 para 9 de Junho, de uma manifestação organizada pelos corpos dos Bombeiros Municipais do Funchal (BMF), os quais, durante 24 horas, permaneceram em vigília, na Praça do Município, diante do edifício da edilidade funchalense, como forma de protesto e para chamar a atenção da Câmara Municipal e das populações para os seus problemas e reclamações, que nunca são devidamente atendidos por quem de direito.
No passado dia 10 de Maio, os bombeiros desfilaram em protesto pelas ruas do Funchal, numa manifestação como há muito não se via naquela cidade, e que contou com a organização do Sindicato Nacional de Bombeiros Profissionais e da Associação Nacional dos Bombeiros. Duzentos bombeiros protestaram pela actual situação vivida pelos BMF e igualmente contra as medidas adoptadas pelo responsável pelo Serviço Municipal de Protecção Civil do Funchal, Duarte Sena, cuja actuação à frente daquele organismo é largamente contestada.
«É uma luta justa que merece o apoio de todos quantos lutam pelos direitos dos trabalhadores», afirmam os comunistas da Madeira, em nota dirigida ao Avante!.


Prevenir situações de catástrofe

Preocupada com o problema dos fogos florestais, a CDU de Santo Tirso iniciou, esta semana, um abaixo-assinado pela freguesia de Monte Córdova reclamando, da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia, que sejam tomadas medidas para o cumprimento da lei, principalmente em relação à limpeza das bouças na proximidade das habitações e que sejam construídas com urgência bocas de incêndio por toda a freguesia.
No texto do abaixo-assinado pode destaca-se que «Monte Córdova é a maior freguesia do concelho de Santo Tirso e possui uma significativa área florestal» e assinala-se que, no período de Verão, «a população sofre com o flagelo dos incêndios».
O objectivo da CDU é reunir centenas de assinaturas até à sessão ordinária da Assembleia Municipal de Santo Tirso que se realiza este mês.


Resumo da Semana