Levantamento de imóveis degradados

Os deputados do PCP propuseram, terça-feira, à Câmara de Lisboa que faça um levantamento dos imóveis degradados no bairro da Cruz Vermelha, no Lumiar, e requalifique as ruas e locais abandonados daquela zona.
«Há 34 anos que não têm obras nem qualquer tipo de intervenção com vista à sua conservação. Há esgotos entupidos, tectos e paredes em péssimo estado», descreve o Grupo Municipal do PCP, referindo-se, mais exactamente, aos edifícios situados na Rua Pedro Queirós Pereira, no Bairro da Cruz Vermelha.
Segundo os comunistas, a Câmara de Lisboa é proprietária de várias dezenas de fracções. «O lixo, os mosquitos e as ratazanas proliferam, criando-se assim situações de perigo para a saúde pública», relatam.
Estruturas metálicas e de fibrocimento que cobrem as paredes de prédios e que se estão a partir na Alameda da Música, junto do parque infantil, lojas atribuídas e que continuam fechadas e o 41.ª esquadra da PSP que parece «clandestina» por não ter placas de identificação, são outras situações apontadas.
Os comunistas apelam também à câmara que reabra a biblioteca Maria Keil, fechada há mais de dois anos, e ceda um espaço à Associação dos Moradores do Bairro da Cruz Vermelha para poder realizar actividades com crianças.


Entre os mais pobres

O Produto Interno Bruto (PIB) por habitante em Portugal em 2005 foi o oitavo mais baixo da União Europeia, 29 por cento abaixo da média comunitária.
Os dados disponibilizados, na passada semana, em Bruxelas referem-se às primeiras estimativas do PIB por habitante em paridade de poder de compra para o ano de 2005 e revelam diferenças significativas entre os 25 Estados-membros.
O Luxemburgo encabeça a lista, com um PIB por habitante expresso em termos de poder de compra de 248 por cento, Portugal surge na segunda metade da tabela com 71 por cento, e na «cauda» encontra-se a Letónia, com 47 por cento.
Portugal, que em 2004 era o 17.º país da lista, desceu uma posição no ano passado, ficando apenas à frente de sete dos 10 novos Estados-membros, e atrás da República Checa, Eslovénia e Chipre.


Arrancam os exames nacionais

Os exames nacionais do 12.º ano começaram, segunda-feira, e prolongam-se até 3 de Julho, com mais de 176 mil alunos a prestarem provas em 618 escolas secundárias do País.
A classificação no exame nacional vale 30 por cento da nota final da disciplina e entre 35 a 50 por cento para a nota de candidatura ao ensino superior. A segunda fase decorre entre 19 e 25 de Julho, sendo afixadas as pautas a 4 de Agosto.
Os alunos que concluírem todos os exames na primeira fase podem candidatar-se ao ensino superior entre 17 e 21 de Julho, enquanto os estudantes que for em à segunda fase concorrem entre 4 e 11 de Agosto.


Morreu Mário Ventura Henriques

Mário Ventura Henriques faleceu sexta-feira aos 70 anos de idade. Foi o «pai» do Festróia, hoje Festival Internacional de Cinema de Setúbal, uma figura de grande importância para a cultura portuguesa no domínio das artes, como romancista e jornalista.
Nascido em Lisboa em 1939, Mário Ventura Henriques estreou-se na ficção em 1963 com «A Noite da Vergonha», primeiro livro de uma obra que somou cerca de dezena e meia de títulos em vários estilos, do romance ao conto, do memorialismo à narrativa.
O último romance a ser lançado foi «O Reino Encantado», publicado em 2005 e que tem por base um caso verídico: um movimento sebastianista no Brasil de Oitocentos. No mesmo ano, a editora Casa das Letras reeditou «Vida e Morte dos Santiagos» para assinalar os 20 anos da obra.
Como jornalista, Mário Ventura Henriques passou pelo Diário Popular e Diário de Notícias, pertenceu ao conselho de redacção da revista Seara Nova, foi director do semanário Extra e chefiou a agência noticiosa Europa Press.


«Causas da Psiquiatria»

«Causas de Psiquiatria – Questões da Saúde Mental», é o titulo do mais recente livro de José Manuel Jara. Editado pela Editorial Caminho, este trabalho foi lançado no passado dia 8 de Junho, no anfiteatro do Hospital Júlio de Matos. Para o autor, o livro é a «compilação de textos de intervenção que retratam um passado recente, mas que permitem reflectir sobre o presente e o futuro da saúde mental em Portugal».


Resumo da Semana