JCP contra exames nacionais

A JCP considera os exames e testes nacionais um grave obstáculo ao sistema de educação público, gratuito e de qualidade, porque «ao menosprezar a avaliação contínua, os exames colocam em causa a justiça do sistema de avaliação».
«Determinar uma parte substancial da nota dos alunos em 90 minutos ou duas horas é ignorar o trabalho desenvolvido por alunos e professores ao longo de um ano. Ou será que o exame, realizado em condições de grande pressão e reconhecendo apenas a dimensão mecânica do aluno, o consegue avaliar melhor do que o professor que o acompanhou ao longo do ano?», questiona.
Os jovens comunistas sublinham que os estudantes que não passam a barreira do exame são lançados no mercado de trabalho precocemente, como mão-de-obra barata. «Os exames nacionais, favorecendo aqueles que dispõem de meios financeiros para pagar explicações e aulas paralelas, afectam a igualdade de acesso ao ensino superior. Desta forma, os exames não servem para nivelar, mas apenas para barrar o acesso aos que têm menos condições económicas e sociais», sustentam.


Portugal nos quartos de final

A selecção portuguesa passou para os quartos de final do Campeonato Mundial de Futebol ao ganhar por 1-0 um jogo com a Holanda, na noite de domingo, na cidade de Nuremberga. O golo foi marcado por Maniche aos 23 minutos, num jogo que bateu o recorde de cartões na história do Mundial: 20 amarelos e quatro vermelhos.
Portugal foi a quarta equipa a apurar-se para os quartos de final, depois da Alemanha, da Argentina e da Inglaterra. O próximo jogo de Portugal realiza-se na tarde de sábado, com a selecção da Inglaterra, em Gelsenkirchen. Na última vez que Portugal e Inglaterra se defrontaram, a equipa nacional venceu no desempate por grandes penalidades, num dos jogos dos quartos-de-final do Euro 2004.


CNA preocupada com vinha

A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) alertou para as propostas da Comissão Europeia para a reforma da Organização Comum de Mercado Vitivinícola. «A actual situação da produção nacional já está muito complicada», afirma a CNA, fazendo referência às importações de vinhos sem controlo, a falta de escoamento de vinhos nacionais, a concentração de vinhas em grandes proprietários e empresas e o abandono da produção mais tradicional em vastas áreas do País.
A CNA considera que o Governo deve estar contra o arranque indiscriminado das vinhas tradicionais e deve defender a utilização regionalizada de aguardentes e mostos, ajudas públicas à reestruturação da vinha e a interdição do uso generalizado da sacarose para aumento do grau alcoólico e do «fabrico e da comercialização das mixórdias do tipo “mistura de vinhos provenientes de vários países da UE”».


ONU alerta para consumo de cocaína

A UNODC, a agência das Nações Unidas contra a droga e o crime, mostrou-se preocupada com o consumo de cocaína da Europa Ocidental, considerando que está a atingir níveis alarmantes. A ONU acrescenta que a produção de ópio no Afeganistão pode disparar em 2006, apesar de um decréscimo em 2005.
Globalmente «o controlo de tráfico de droga funciona e o problema mundial da droga está circunscrito», garantiu esta semana António Maria Costa, director da UNODC, apontando vários pontos fracos na luta contra a droga, como o fornecimento de heroína no Afeganistão e a procura de cocaína na Europa e de canabis em todo o mundo.
A apreensão de droga na Europa atingiu as 80 toneladas métricas em 2004 e cerca de 100 toneladas métricas em 2005. No período entre 1994 e 2004 as apreensões aumentaram, em média, 10 por cento ao ano, segundo o responsável.
A Espanha é a principal porta de entrada da cocaína destinada aos mercados europeus. «Demasiados europeus com estudos tomam cocaína frequentemente, negando que são dependentes», lamentou Costa.
A droga mais consumida no mundo continua a ser o canabis. «É um erro pensar que se trata de uma droga “leve”», referiu Costa. Em 2004, cerca de 162 milhões de pessoas fumaram canabis pelo menos uma vez e o consumo continua a aumentar.


<em>Sem Fim...</em>, de Artur José Azevedo

Sem Fim… é o título genérico de oito volumes de poesia publicados por Artur José Azevedo, poeta popular alentejano. As quadras dos seus poemas têm uma particularidade: todas começam com a palavra «sem». Este é o ponto de partilha para o trabalho poético de Artur José Azevedo, nascido em 1915 em Galveias, Ponte de Sôr. Esta freguesia é um dos temas mais recorrentes na sua obra, tal como Évora, Portalegre e Avis. «Com a palavrinha “sem” / se podem fazer mil versos / sobre variados casos / e os temas mais diversos», lê-se na abertura do primeiro volume.


Resumo da Semana