Portugal nas meias finais

Portugal passou para as meias finais do Campeonato Mundial de Futebol no sábado, ao vencer a Inglaterra em Gelsenkirchen por 3-1, no desempate por grandes penalidades. Ricardo defendeu três penaltys, tornando-se no guarda-redes que mais penaltys defendeu nas séries de cinco em fases finais. A festa fez-se por todo o País e em muitas cidades no estrangeiro onde existem comunidades portuguesas.
Ao fecho da nossa edição ainda não tinha sido disputado o jogo Portugal-França, em Munique. A outra meia final será disputada pela Alemanha e pela Itália. Portugal é o único semi-finalista que nunca se sagrou campeão do Mundo.


Utentes contestam novo aumento nos transportes

O preço dos passes sociais e dos bilhetes dos transportes públicos aumentou pela segunda vez este ano, decisão contestada pelo Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos (MUSP), que lembra que os 5 por cento de aumento total ultrapassam os valores da inflação prevista e os aumentos dos salários.
O MUSP propõe que o Governo fixe no início de cada ano o valor do gasóleo profissional e invista na adaptação ou aquisição de meios de transporte que utilizem combustíveis alternativos ao petróleo. Pelo contrário, o executivo «sucumbiu às exigências dos grandes grupos económicos que operam no transporte de passageiros, não tendo em conta os direitos dos utentes nem as muitas propostas de solução que o MUSP tem apresentado», acusa a organização.


Contra fim de carreiras de autocarros

O Partido Ecologista «Os Verdes» recolheu assinaturas junto dos utentes dos Transportes Sul do Tejo do Montijo, da Moita e do Barreiro para um abaixo-assinado contra a supressão de algumas carreiras no percurso entre estas três concelhos do distrito de Setúbal. O protesto visa ainda protestar contra a falta de compatibilidade de horários com a ligação fluvial entre Lisboa e o Barreiro e todas as medidas que desincentivam a utilização de transportes colectivos.
Os ecologistas procuram alertar para a urgência de investimentos sérios nos transportes públicos e para a necessidade e articulação racional entre os diversos operadores do sector. «Sem uma rede de transportes colectivos eficiente, os utilizadores tendem a utilizar o transporte individual, facto que é um dos principais responsáveis pela emissão de gases com efeito de estufa e pela diminuição da qualidade do ar», referem «Os Verdes».


<em>O Coração da Terra</em>, de Modesto Navarro

António Modesto Navarro apresentou o seu última obra na passada semana, na Casa de Trás-os-Montes, em Lisboa. O Coração da Terra reúne cerca de 40 contos, originalmente publicados em oito dos seus livros. Três são inéditos.
O escritor e ensaista Domingos Lobo afirmou na apresentação de O Coração da Terra, que «a vila que emerge é a que o autor constrói sobre a desordem dos olhares esquivos, das feridas invisíveis, de um subterrâneo caos a instalar-se como regra na estratificação classista da sociedade que a habita. O olhar do cronista (esse impressivo olhar da juventude) percorre, numa escrita lenta e sinuosa, trespassada por uma ténue nostalgia, os cafés, a praça, a avenida, a casa do cinema, a igreja, a oficina, as ruas, as casas. E por dentro das casas, quem nas habita, gente que sonha, que ama, que contempla, que aguarda, que se autodestrói.»


Câmara do Porto processada

A Comissão Promotora das Comemorações Populares do 25 de Abril no Porto anunciou na sexta-feira que vai processar judicialmente a Câmara por incumprimento da promessa de pagamento de um subsídio de 11 mil euros.
Em comunicado, a comissão salienta que «esgotou todas as possibilidades de fazer essa exigência por outras vias», contando com o subsídio prometido para honrar os compromissos financeiros assumidos com prestadores de vários serviços.
A Câmara do Porto retirou um subsídio de 11 mil euros à Comissão Promotora do 25 de Abril, depois de a União de Sindicatos do Porto (um dos membros da Comissão) ter criticado a remoção das ruas de dez painéis que publicitavam a realização de concertos e uma marcha. Na ocasião, o presidente da autarquia, Rui Rio, argumentou que a Câmara do Porto não podia subsidiar organizações que a criticavam.


Rectificação

No último número noticiámos a publicação da obra poética Sem Fim..., mas o nome do seu autor saiu com erro. Pedindo desculpa ao visado e aos leitores, deixando aqui o nome correcto: Artur José Azedo.


Resumo da Semana