Ministro manda apertar o cinto

Desengane-se quem pensa que o insuportável custo de vida em Portugal tem os dias contados. Os próximos anos vão trazer mais do mesmo e, a julgar pelas declarações oficiais, para os mesmos.
Quem o confirma é o ministro das Finanças, que à saída de um encontro com os homólogos dos 25 Estados membros da UE, realizado terça-feira em Bruxelas, confirmou que «o apertar do cinto vai continuar».
Teixeira dos Santos justificou a manutenção dos «sacrifícios de todos os portugueses» com a necessidade de cumprir a meta do défice orçamental, fixada pela UE em três por cento.
Entre as medidas saudadas pelo Conselho dos ministros das Finanças está o aumento da taxa de IVA de 19 para 21 por cento e a subida dos impostos sobre os produtos petrolíferos.


PT dá borlas para a bola

«No momento em que a administração exige dos trabalhadores mais e mais sacrifícios no Plano de Saúde e nos parcos aumentos salariais que implementou por acto de gestão, uma empresa do Grupo PT brinda alguns dos seus clientes e quadros oferecendo-lhes, secretamente, deslocações e bilhetes para assistirem a jogos da selecção nacional de futebol em avião expressamente fretado para o efeito», denunciou, esta semana, a Comissão de Trabalhadores da Portugal Telecom em comunicado enviado às redacções.
No documento, os trabalhadores da PT lembram que «esta era uma prática utilizada anteriormente» que foi agora «retomada sem olhar a custos», facto que contrasta com o discurso de rigor repetido para os assalariados. «Para passeatas e afins de “ilustres convidados” não há contenção de custos que se aplique», conclui a Comissão de Trabalhadores da PT.


EUA recrutam neonazis

O aparecimento de grafittis de carácter racista em Bagadad confirmou que o exército dos EUA está a recrutar membros do grupo neonazi «Nação Ariana» para a frente de combate no Iraque.
De acordo com uma notícia publicada anteontem no Diário de Notícias, a situação é do conhecimento do Pentágono, que entre assumir a queda vertiginosa do número de recrutamentos junto dos cidadãos norte-americanos e admitir extremistas de direita conotados com as teorias da «supremacia branca», parece preferir a segunda opção, muito embora os critérios de selecção para o corpo militar dos EUA excluam, em teoria, indivíduos conotados com a extrema-direita racista.
Uma organização política dos EUA, a SPLC, citada pelo jornal, alerta para os apelos constantes em publicações do referido grupo no sentido dos seus activistas se alistarem no exército, forma rápida de adquirirem treino táctico de combate e com armas de fogo em situação real.
Acresce, segundo a SPLC, que os neonazis aprendem outras valências e técnicas durante a recruta, tais como o manejo de explosivos, à semelhança do que aconteceu com Timothy McVeigh, veterano da Guerra do Golfo, militante de um grupo fascista e responsável pelo atentado contra um edifício público em Oklahoma, em 1995.


Gaza continua sob fogo

O primeiro-ministro israelita, Ehud Olmert, recusou, segunda-feira, suspender a campanha militar contra a Faixa de Gaza, iniciada no passado dia 25 de Junho.
Apesar do tom crítico da UE quanto ao «uso desproporcionado da força» contra o território sob a alçada da Autoridade Nacional Palestiniana, Olmert não admite declarar tréguas e vai avisando que os ataques se vão manter por «tempo indeterminado».
No mesmo dia, a aviação israelita disparou vários mísseis contra as cidades de Khan Younis e Abassan. Bombardeamentos semelhantes contra Gaza foram ainda efectuados pela marinha de guerra de Tel Avive. Desde o início da agressão já morreram mais de 50 palestinianos e dezenas de militantes, dirigentes, responsáveis governamentais e deputados do Hamas foram sequestrados por Israel.
Sábado, o gabinete do chefe do executivo palestiniano, Ismail Haniyeh, emitiu um comunicado oficial no qual propõe «que todas as partes restaurem a calma com base na interrupção das operações militares». Israel recusou e apelou à imediata libertação de Gilad Shalit, o soldado feito prisioneiro por um grupo armado e principal argumento de Israel para o regresso ao conflito armado com os vizinhos palestinianos.
No dia anterior, sexta-feira, o Conselho de Direitos Humanos da ONU condenou a invasão da Faixa de Gaza pelo exército de Israel e exigiu a Olmert o fim das acções violentas contra o povo palestiniano.


Itália vence Mundial

A selecção italiana venceu, domingo, o Campeonato do Mundo de Futebol, competição que se disputou durante um mês, na Alemanha, envolvendo 32 equipas provenientes dos cinco continentes.
Na final, disputada no remodelado Olímpico de Berlim, a squadra azzurra bateu a congénere francesa, campeã mundial em 1998, alcançando o quarto título da sua história. Só o Brasil detém mais troféus que a Itália, cinco no total.
Durante o período regular as equipas acabaram empatadas. A França marcou primeiro, por intermédio de Zinedine Zidane, mas a Itália anulou a vantagem minutos depois com um golo de Marco Materazzi na sequência de um pontapé de canto.
Ambos os jogadores acabaram por protagonizar outro episódio marcante do desafio. Já nos minutos complementares, o capitão gaulês agrediu o defesa italiano e acabou por ser expulso pela equipa de arbitragem.
No desempate pela marca de grandes penalidades, a Itália superiorizou-se e arrecadou a taça. O país viveu em delírio o regresso dos campeões.


Resumo da Semana