Companhia de Bailado Contemporâneo <br>estreia Lopes-Graça

A Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo (CPBC) estreou ontem duas coreografias de homenagem ao compositor Fernando Lopes-Graça, no âmbito das comemorações do centenário do seu nascimento. O espectáculo está em cena até 29 de Julho, em Cascais.
O coreógrafo Vasco Wellenkamp adiantou que o programa a apresentar em Cascais inclui a estreia de «Do outro Lado», de Rui Lopes-Graça, e «Canto de Amor e Morte», de Barbara Griggi, interpretados por 18 bailarinos.
«Do Outro Lado» trata da ligação entre o compositor português e o etnomusicólogo francês Michel Giacometti e «aborda a relação entre os dois pelo lado mais ligado ao tradicional, da cultura popular portuguesa», como explicou Rui Lopes-Graça à Lusa.
O «Canto de Amor e Morte» propõe transpor para o bailado a música homónima de Fernando Lopes Graça. «O que fiz foi tentar aproximar-me o mais possível da música através do jogo com a dualidade amor/morte», afirmou Barbara Griggi, acrescentando que estes dois estados emocionais a guiam «durante toda a coreografia».


Fernanda Alves homenageada

O Teatro Nacional D.Maria II homenageou a actriz Fernanda Alves, com o descerramento de uma lápide em memória da sua carreira no teatro, no cinema e na televisão.
Na cerimónia, o encenador Mário Barradas sublinhou que «Fernanda Alves «foi uma das grandes actrizes dos palcos portugueses, mas foi mal amada e mal tratada». «Para além dos palcos, a Fernanda foi uma mulher exemplar, fiel às suas convicções. Não fazia concessões», acrescentou, fazendo ainda referência a Ernesto Sampaio, seu companheiro durante 40 anos, «que alguns meses depois de Fernanda ter morrido, morreu de amor pela Fernanda».
Fernanda Alves, militante do PCP, faleceu em Janeiro de 2000, com 69 anos. No cinema, participou nos filmes Natal no Barroso (1976), Noite de Natal (1977), Fim de Estação (1982), A Estrangeira (1983), Paraíso Perdido (1995), Morte Macaca (1997), Ilhéu de Contenda (1999).


<em>Vasco Sempre</em>

Vasco Sempre é o título do livro de homenagem ao general Vasco Gonçalves, recentemente editado pela editora Arca das Letras. A obra inclui depoimentos de 24 personalidades portuguesas e estrangeiras sobre o percurso político de Vasco Gonçalves e a importância dos seus governos para Portugal e para o progresso da humanidade, como Eugénio de Andrade, Óscar Lopes, Carlos Carvalhas, Ilda Figueiredo, Maria Teresa Horta, Rosa Coutinho, o presidente de Cuba Fidel Castro e o presidente da Venezuela Hugo Chávez.
Na introdução, José Viale Moutinho lembra que, no período revolucionário, Vasco Gonçalves «queria levar adiante Portugal, entusiasmar os portugueses nessa reconstrução rápida e eficaz, sem se deixarem encantar pelo canto da sereia da reacção». «Quem o soube escutar nunca o esqueceu», refere, assinalando que «nunca nenhum político português foi tão amplamente homenageado por escritores e artistas, por representantes das classes trabalhadoras, por todos aqueles que se orgulhavam de o tratar por “Companheiro Vasco”».


Civis iraquianos fogem

Mais de 32 mil civis iraquianos foram registados como refugiados nas primeiras duas semanas e meia de Julho. Os dados foram avançados pelo Ministério dos Deslocados e Migrações do Iraque, no final da semana passada. Segundo os responsáveis, foram contabilizadas apenas as pessoas que pediram ajuda às autoridades ou se mudaram para campos oficiais. O Ministério prevê que outros milhares de civis tenham fugido do país e anunciou a construção de mais 11 campos de acolhimento, feitos com tendas. Contabilizando estas 32 mil pessoas, eleva-se para 162 mil o número de refugiados nos últimos cinco meses.


12 mil ilegais nas Canárias

Mais de 12 mil imigrantes ilegais chegaram ao arquipélago das Canárias, em Espanha, desde o início do ano, anunciou anteontem o governo de Madrid. Destes, 8200 foram transferidos para Espanha continental e dois mil foram repatriados para África. Mais de 1600 pessoas continua ainda em centros de acolhimento temporário instalados nas várias ilhas do arquipélago.
A nível nacional, as autoridades espanholas desarticularam este ano 172 redes de imigração ilegal. No ano passado, 333 redes foram desarticuladas e 1500 pessoas detidas. No primeiro semestre foram repatriados mais de 42 mil imigrantes ilegais. O governo mais que duplicou o número de efectivos em operações de vigilância fronteiriça e controlo de imigração irregular, ascendendo agora a quase 12 mil.


Resumo da Semana