<font color=993366>Obstáculos ao regresso</font>
Subsistem fortes obstáculos ao retorno dos emigrantes, muitas vezes devidos à criação de raízes familiares nos países de acolhimento. Noutros casos, é o próprio Governo português a retardar o regresso, como sucede com quem cumpriu o serviço militar obrigatório, mas não tem direito a que esse período conte para a reforma.

Rui Paz, Alemanha
<font color=993366>Os emigrantes lutam, o PCP apoia</font>
Apesar da distância que separa Portugal da grande maioria dos países onde residimos e trabalhamos, também na emigração se sente que o Partido vive um bom momento.

Manuel Beja, Suíça
<font color=993366>Sacrifícios, vitórias e novas lutas</font>
Eleito há vários anos para o Conselho das Comunidades Portuguesas e por duas vezes primeiro candidato da CDU em eleições legislativas, pelo círculo eleitoral da Europa, Manuel Beja admite que em Portugal se fala menos dos emigrantes.

Interesses do capital mantêm fluxos migratórios
<font color=993366>Via aberta na emigração</font>
Com a mais recente vaga de imigrantes, sentida em praticamente todos os cantos de Portugal, surgiram teorias a defender que o País deixou de ser um local de onde os portugueses saíam em busca de vida melhor, para passar a ser um pólo de atracção de trabalhadores da Europa de Leste, do Brasil ou de África. Escasseiam os números fiáveis sobre estas realidades, o que por si só comprova a falha das políticas de emigração e de imigração de sucessivos governos. Mas, como salientam militantes comunistas com actividade neste sector, continuam a sair do nosso país muitos milhares de portugueses, que procuram no estrangeiro alternativas aos baixos salários, à falta de emprego, à instabilidade que a situação económica do País e das empresas provoca nas suas famílias.