Breves
Soldados e ladrões
Segundo informações divulgadas pelo próprio ministro iraquiano da Saúde, Alí al-Shemri, os militares norte-americanos que tomaram de assalto as instalações do gabinete governamental roubaram o dinheiro destinado a pagar os salários dos funcionários estatais da saúde, os quais já realizaram uma manifestação de protesto pelo sucedido.
Paralelamente, os soldados deixaram o edifício parcialmente destruído e prenderam os sentinelas de serviço acusando-os de colaborarem com grupos extremistas, situação que no quadro da ocupação do Iraque não é nova, tendo já ocorrido com outras instituições e dependências do executivo fantoche de Bagdad.
Ainda na capital do Iraque, dois soldados dos EUA morreram, sábado, na sequência da explosão de um engenho explosivo. Em Mossul, o governador provincial escapou por pouco a uma acção reivindicada pela resistência iraquiana. No Norte e Oeste do país prossegue a campanha militar «Juntos em Frente» levada a cabo por dezenas de unidades militares norte-americanas e iraquianas. Não obstante, os resultados da operação lançada com o objectivo de «esmagar» a resistência não tem tido sucesso e os confrontos entre ocupantes e guerrilheiros mantém-se acesos. Em três anos morreram mais de 2600 soldados norte-americanos no Iraque e cerca de 18 mil ficaram mutilados.

Mercenarios à força
Jorge Carrillos e Víctor Chávez, dois jovens hondurenhos contratados pela Your Solution Honduras, uma empresa de segurança subsidiária da norte-americana Triple Canopy, entregaram no tribunal especial para os direitos humanos do país uma queixa por mercenarismo, prática expressamente proibida pela código penal das Honduras mas que, denunciam, sucedeu com eles e pode estar a suceder com milhares de jovens de origem hispânica aliciados para o Iraque.
Jorge e Víctor foram para o Médio Oriente alegadamente para serem seguranças em caravanas de ajuda humanitária, mas, acusam, foram obrigados a receber instrução militar no terreno e a servir na linha da frente dos combates como se fossem membros do exército dos EUA. Com os hondurenhos seguiram outros 170 jovens, mas as estimativas indicam que o número de mercenários e ex-soldados de diversas nacionalidades a servirem no Iraque a troco de milhares de dólares pode ascender a mais de dez mil.

Ortega foge da cadeia
O ex-secretário-geral da Central dos Trabalhadores da Venezuela, Carlos Ortega, evadiu-se de uma cadeia nos arredores de Caracas juntamente com três oficiais do exército, Dário, Jesús e Rafael Faría.
A informação foi confirmada pelas autoridades venezuelanas, as quais classificaram de absurdas as acusações dos familiares dos detidos sobre um alegado plano de aniquilação e garantiram a salvaguarda da vida destes caso decidam entregar-se à justiça.
Ortega e os três graduados militares encontravam-se presos na sequência do bloqueio petrolífero de 2002 e 2003 e por envolvimento em outras tentativas de derrube pela força e desestabilização do governo liderado por Hugo Chávez, entre as quais o estacionamento e orientação de um grupo de antigos paramilitares colombianos na zona da fronteira com o objectivo de assassinar o presidente.
Acresce que ganham força as suspeitas de auxílio de pessoal da própria cadeia na fuga de Ortega, a qual ocorre meses antes das eleições presidenciais, agendadas para Dezembro próximo.
Na sequência da fuga de Ortega, a direcção da cadeia suspendeu as visitas durante o dia de domingo, decisão que motivou o levantamento de protestos no interior do cárcere. A situação foi resolvida após uma reunião com alguns prisioneiros.

Massacre no Sri Lanka
A força aérea do Sri Lanka bombardeou na manhã de segunda-feira uma escola na região de Mullaitivu. Como consequência do ataque, morreram pelo menos 43 estudantes que ali se encontravam a cursar uma acção de formação sobre cuidados primários e assistência médica de base.
Através de uma mensagem divulgada no sítio Internet da organização, os guerrilheiros dos Tigres de Libertação da Pátria Tamil condenaram o acto perpetrado pelas autoridades militares do país classificando-o de «terrorismo de Estrado» e denunciaram mais um massacre no qual perderam a vida 15 civis e outros 20 ficaram feridos com gravidade, ocorrido quando os populares procuraram refúgio dos combates entre exército e guerrilha numa igreja católica em Allaipiddy.
Entretanto, em Colombo, capital do Sri Lanka, a explosão de uma bomba junto à residência oficial do primeiro-ministro, Ratnasiri Wickremanayake, vitimou quatro soldados do exército e três civis.