A pobreza aumenta

Entre Janeiro e Julho, quase duplicaram os beneficiários do Rendimento Social de Inserção (RSI), segundo os dados do Instituto de Informática e Estatística da Segurança Social. São dados que reflectem, segundo o Diário de Notícias, o empobrecimento da população, também agravado pelo contínuo aumento do desemprego.
Actualmente, mais 92 mil portugueses estão a receber o RSI. Mensalmente, os centros distritais de Segurança Social recebem, em média, seis mil pedidos, embora Junho tenha sido o ano em que todas as cifras foram superadas, com a entrada de 17800 requerimentos.


Os recuos dos glaciares

Um estudo sobre o movimento dos glaciares da ilha de Disko, a oeste da Gronelândia, desde o fim do século XIX, até aos dias de hoje, efectuado por investigadores da universidade de Aarhus, na Dinamarca, concluiu que o recuo provocado pela fusão dos gelos não é um fenómeno recente, mas tem ocorrido ao longo de todo o século.
Apresentado em Cambridge, na Inglaterra, o trabalho é o mais extenso feito, até hoje, sobre este tipo de movimentos e revela que 70 por cento dos glaciares recuaram regularmente, desde finais de 1880, à velocidade de cerca de 8 metros por ano.
Segundo o co-autor do estudo, o glaciologista, Jacob Yde, o recuo tem resultado do aquecimento natural da atmosfera, em consequência de erupções vulcânicas ma também do efeito de estufa criado pela actividade humana, que terá agravado a situação. O período entre 1964 e 1985, terá sido aquele em que se registou o maior recuo glaciar.


Jornalistas encorajam uma imolação

Na capital da Índia, Nova Deli, um grupo de repórteres, no propósito de conseguirem uma notícia de primeira página ou um furo jornalístico, terá encorajado um trabalhador em protesto, com salários em atraso, a imolar-se, frente às câmaras, tendo os próprios fornecido os fósforos e a gasolina.
Segundo a imprensa indiana citada pela Lusa, o caso ocorreu no dia 15, data do aniversário da independência da Índia.
Manoj Mishra protestava, frente à leitaria onde trabalhava, para exigir 200 mil rúpias, que equivalem a pouco mais de 3 euros que tinha por receber. Os jornalistas terão encorajado o homem a prosseguir com o seu plano para filmarem a cena e nada fizeram para o socorrer. O trabalhador acabou por morrer, devido à gravidade das queimaduras. Foi, entretanto aberto um processo judicial, mas a identidade dos repórteres é ainda desconhecida.


Israelitas exigem inquérito

Duas sondagens publicadas em Jerusalém, no dia 16, revelam que dois terços dos judeus de Israel defendem a criação de uma comissão de inquérito do Estado, sobre a forma como foi conduzida a guerra contra o Hezbollah. Segundo os diários Maariv e Yediot Aharonot, 67 a 69 por cento dos inquiridos concordam com a criação da comissão, 28 por cento são contra e os restantes não deram opinião. Só 40 por cento disseram estarem satisfeitos com a forma como Ehud Olmert, o primeiro-ministro de Israel, conduziu a guerra. Em Julho, antes do início dos confrontos, o mesmo governante gozava de uma popularidade na ordem dos 77 por cento.
Em baixa está também o chefe de Estado-Maior israelita, Dan Haloutz, após ter sido revelado que o próprio vendeu acções nas vésperas das hostilidades no sul do Líbano e da queda, na ordem dos 8 por cento, na bolsa de Telavive, a 12 de Julho.


África do Sul e reforma agrária

A ministra sul-africana da agricultura, Lulu Xinguwana, fez saber que as propriedades sobre as quais não existe acordo entre o Estado e o proprietário, com vista à colectivização, poderão ser confiscadas para posterior distribuição pelos que não têm terra. Como recordou a ministra, nos casos em que não haja acordo sobre os preços entre comprador e vendedor, o Estado tem o direito de sancionar a compra pelo valor mais alto que ofereceu, confiscando a propriedade. Esta legislação é considerada fundamental pela ministra, particularmente nos casos em que a terra pertencia a comunidades autóctones, expropriadas pelo governo branco racista, no tempo do apartheid.
Nos últimos 12 anos, apenas foram restituídas 4 por cento do total de 30 por cento de propriedades agrícolas que o governo se comprometeu a colectivizar, até 2014.


Resumo da Semana