«Associativismo e Cidadania» em Almada

Mais de um século de história do movimento associativo de Almada está retratado numa exposição documental e iconográfica desde sábado no Museu da Cidade, que reúne parte do espólio de centenas de colectividades do concelho.
A mostra «Associativismo e Cidadania» apresenta livros, fotografias, registos audiovisuais, estandartes, medalhas, galhardetes, instrumentos musicais, taças e adereços de teatro de diversas associações e colectividades.
O movimento associativo em Almada, que remonta a meados do século XIX, abarca as mais variadas vertentes, desde a cultura, desporto e recreio até à habitação, consumo, saúde, educação, protecção civil, solidariedade social, defesa do ambiente e dos direitos dos cidadãos.
O concelho tem cerca de 400 associações e colectividades, sendo que uma das mais antigas, a Incrível Almadense, completou recentemente 158 anos.
Na exposição, organizada pelo Museu da Cidade de Almada em colaboração com o movimento associativo, poderão ser ouvidos testemunhos de dirigentes e ser vistos apetrechos de combate a incêndios, mobiliário de um consultório médico, um projector de cinema de 1950, balanças antigas e diverso material desportivo e de divulgação. A mostra vai estar patente até finais de Julho.


Menezes endivida autarquia

A CDU acusou, esta semana, Luís Filipe Menezes de agravar a situação financeira da autarquia. Ao fazer um balanço do primeiro ano do actual mandato autárquico em Gaia, Ilda Figueiredo, vereadora do PCP, incidiu parte da sua intervenção sobre taxas e impostos municipais, afirmando que o Executivo PSD/CDS-PP «retomou os projectos de agravamento» da tributação, optando sempre «pelo tecto máximo».
Particularizando o caso da polémica taxa municipal de rampas, a vereadora comunista acusou o presidente da Câmara de tentar endossar o «odioso» da sua aplicação às juntas de freguesia, envolvendo-as na procura de todos os acessos a propriedades passíveis de tributação com essa taxa.
Ilda Figueiredo lamentou ainda que Filipe Menezes optasse por antecipar receitas que o município deveria auferir da EDP, ao longo dos próximos 15 anos. Acusou também a autarquia de «agravar a situação» do município, multiplicando empresas e agências municipais e contratando mais assessores de imagem.


Ouro em Itália

Portugal conquistou no domingo a primeira medalha de ouro de sempre na Elite masculina nos europeus de duatlo, feito que torna memorável o desempenho luso em Rimini, Itália.
Lino Barruncho (21.52 minutos), o júnior João Silva (23.35) e o sub-23 Sérgio Silva (22.50) foram heróis numa competição em que cada um teve de completar dois quilómetros de corrida, sete de ciclismo e mais um de corrida.
A selecção lusitana totalizou 1h07.07, batendo a França por escassos três segundos e a Itália por 48 segundos.
Portugal saiu de Rimini com um total de cinco medalhas - o melhor desempenho da história no duatlo nacional -, já que sábado, nas provas individuais, Vanessa Fernandes conquistou o ouro, tal como Sérgio Silva, que se sagrou tri-campeão em sub-23, enquanto Lino Barruncho e o júnior João Silva foram prata.


Esgotos ameaçam saúde

O despejo de esgotos sem tratamento no mar está a ameaçar seriamente as zonas costeiras e a prejudicar a saúde humana, indica um relatório do Programa das Nações Unidas para o Ambiente.
Na maioria dos países em desenvolvimento cerca de 80 a 90 por cento dos esgotos despejados no mar não foram sujeitos a qualquer tipo de tratamento, destaca o documento.
A poluição - ligada ao crescimento da população que habita no litoral e à falta de infra-estruturas para o tratamento de resíduos e águas residuais - ameaça a saúde humana e a vida animal, pondo em causa actividades económicas como a pesca ou o turismo.


Indignidade moral em Vila Real

Nos últimos 10 anos, o Executivo e a Assembleia Municipal de Vila Real isentaram de pagamento de impostos (IMI – IMT e Derrama) a empresa Dolce Vita Douro. Esta posição foi denunciada, esta semana, em conferência de imprensa, pelos eleitos locais da CDU.
«É uma decisão politicamente ilegítima que se prolonga no tempo, para além do mandato do actual Executivo, em que independentemente da legalidade ou ilegalidade deveria ser aprovada ano a ano, e não pelo amplo prazo de 10 anos», denunciam os eleitos, sublinhando que esta decisão «lesa em muitos milhões de euros os interesses dos munícipes e do concelho».
Face a esta isenção fiscal, a CDU propõe que o Executivo PSD isente todas as empresas do concelho, isto para que, «quer perdeu o bom senso, não perca também a dignidade, perdendo assim, a legitimidade política para continuar à frente dos destinas de Vila Real».


Resumo da Semana