<em>Na Estrada</em> lançada em Lisboa

O livro Na Estrada, de Homero Serpa, foi apresentada em Lisboa, nos típicos «Pasteis de Belém», na segunda-feira. A obra – publicada pela Editorial Caminho e apresentada por Manuel Sérgio – inclui mais de 50 contos breves que abordam diversos aspectos da vida portuguesa, da infância à vida adulta, passando pelas experiências e descobertas da adolescência.
Homero Serpa colaborou em diversas publicações, como o jornal infantil O Mosquito, Gazeta do Sul, República, Diário de Lisboa, Diário Popular, O Setubalense e revista Lisboa Carris, da qual foi director. Em 1955, entrou para A Bola, onde foi redactor, subchefe de redacção, chefe-adjunto e chefe de redacção. Foi ainda redactor-fundador de A Bola Magazine e seu chefe de redacção. Recebeu o Prémio da Reportagem atribuído pelo Clube de Jornalistas do Porto e a Medalha de Mérito Desportivo.
O autor publicou Cândido de Oliveira. Uma Biografia, em 2000, e Largo da Memória, em 2005, ambas na Caminho.


Agricultores protestam em Vila Real

Cerca de 300 agricultores manifestaram-se em Vila Real contra as políticas do Governo e da União Europeia para o sector. O protesto, realizado na quarta-feira da semana passada, iniciou-se com um desfile de uma centena de centena de tractores e máquinas agrícolas, que percorreram em marcha lenta as principais ruas da cidade até à Avenida Carvalho Araújo, junto ao Governo Civil. A sede do Instituto de Financiamento e Apoio ao Desenvolvimento da Agricultura e Pescas (IFADAP) foi simbolicamente encerrada durante cinco minutos. Foram deixadas à porta dezenas de cruzes representando os agricultores em falência.
Os agricultores reivindicam a aprovação dos projectos ao abrigo dos programas AGRO e AGRIS, a simplificação de todo o processo de licenciamento das explorações pecuárias e um só regime contributivo para o sistema público da Segurança Social. Recusam ainda a reforma da União Europeia para o sector dos vinhos, que prevê o arranque de 400 mil hectares de vinha e o fim das ajudas à destilação. No caso dos trabalhadores independentes – que constituem a maioria dos pequenos agricultores – a prestação a pagar à Segurança Social aumentou em quase 50 por cento.


Concentração pelas Urgências no Montijo

Centenas de pessoas concentraram-se junto ao Hospital do Montijo para protestar contra o encerramento do serviço de urgências, na sexta-feira. O protesto, organizado pela Comissão de Utentes da Saúde de Montijo/Alcochete, juntou pessoas de diversas idades e de várias localidades.
Francisco Faúlha, membro da Comissão de Utentes, mostrou-se satisfeito com a adesão da população à concentração e com a «capacidade de mobilização». «As pessoas mostraram que estão com a comissão e prontas para dinamizar a continuidade da luta, caso o Governo mantenha a sua posição, afirmou.
Os populares mostraram também o seu descontentamento por a presidente da Câmara Municipal do Montijo não estar presente na concentração. «A Comissão de Utentes precisa do apoio do poder local para continuar este caminho. Comunicamos à Câmara que íamos fazer o protesto, como somos obrigados pela lei, por isso a presidente sabia que estávamos aqui», comentou Francisco Faúlha.


Contra a privatização do Rivoli

Cerca de 30 pessoas continuavam a ocupar o teatro Rivoli, no Porto, ao fecho da nossa edição, em protesto contra a decisão da Câmara Municipal de privatizar a gestão daquele espaço.
A ocupação iniciou-se à meia-noite de domingo, no final da última representação da peça «Curto Circuito», pela companhia Teatro Plástico, com os manifestantes a garantir que só abandonarão o edifício quando lhes forem dadas garantias de que o Rivoli continuará a prestar um serviço público.
Na noite de segunda-feira, foi cortada a luz no interior do teatro, com excepção da plateia, e a temperatura do ar condicionado foi colocada no máximo do frio. Entretanto, a direcção da Culturporto anunciou anteontem a apresentação de uma queixa-crime contra os ocupantes.
A Câmara Municipal do Porto revelou que cinco empresas concorreram à gestão do Rivoli e que a escolha será conhecida até ao final de Outubro.


Governo da Tunísia contra véu islâmico

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Tunísia, Abdelwaheb Abdallah, criticou o uso do véu islâmico pelas mulheres e alertou para «o perigo que representa o vestuário sectário e de inspiração estrangeira», durante uma iniciativa do seu partido, no sábado.
«O véu islâmico é uma atitude política defendida por um grupo que se dissimula por trás da religião para promover acções políticas», afirmou o dirigente tunizino, citado pela agência noticiosa Lusa.
Na Tunísia, a poligamia e a rejeição da esposa são proibidos e a mulher pode requerer o divórcio e manter a custódia dos filhos. Durante o Ramadão, o mês de jejum muçulmano, verifica-se um aumento do uso de peças de vestuário islâmicas, nomeadamente o véu, na capital do país, Tunes.


Resumo da Semana