Corte de sobreiros na Vargem Fresca

O Partido Ecologista «Os Verdes» denunciou, na passada semana, a continuação do abate de sobreiros na herdade da Vargem Fresca, Benavente, alegadamente por motivos fito-sanitários, tendo apresentado um requerimento no Parlamento a solicitar ao Governo informações sobre o caso.
O requerimento, subscrito pelo deputado Francisco Madeira Lopes, refere que chegou ao conhecimento de «Os Verdes» que têm sido abatidos sobreiros naquela herdade da empresa Portucale (Grupo Espírito Santo), por «as árvores abatidas se encontrarem mortas ou muito afectadas por doença».
«É conhecido o conturbado processo que aquela propriedade tem atravessado com sucessivas ameaças e consumação de atentados ao montado de sobro ali existente», frisam os ecologistas, referindo que «já por duas vezes, em 1995 e 2005, foram cortados, respectivamente, cerca de 1.700 e de 800 árvores».
Esses abates foram «autorizados por despachos de Governos em fim de mandato que depois vieram a ser revogados pelo Governo seguinte», refere também o requerimento.


Utentes contra as portagens nas A29 e A17

Um grupo de cidadãos apresentou, na passada semana, em Aveiro a recém-criada comissão de utentes da A29 e A17, que contesta a colocação de portagens naquelas auto-estradas e pretende «mobilizar os descontentes» para levar o Governo a rever a decisão.
O ministro das Obras Públicas, Mário Lino, anunciou a 18 de Outubro a introdução de portagens nas auto-estradas sem custos para o utilizador (SCUT) do Norte Litoral, Costa da Prata e Grande Porto.
Segundo Miguel Bento a comissão é constituída por um grupo de pessoas que vive em municípios atravessados pela A29 (Porto-Estarreja) e A17 (Aveiro- Mira) ou que as utiliza por razões profissionais, e que não tem alternativa para as suas deslocações.
«Com esta medida, o Governo deita por terra milhares de votos de eleitores do distrito que votaram no PS, que na campanha eleitoral assumiu que não ia colocar portagens nas SCUT», comentou.
Quanto aos estudos que serviram de base à decisão governamental, a comissão de utentes contrapõe com «crise sentida de forma óbvia e clara»na região.
«Vivemos num distrito que tem cada vez mais dificuldades e a colocação de portagens vai indirectamente criar mais desemprego e possivelmente levar ao encerramento de mais empresas» disse.


«Jornadas pela nossa Terra»

Uma delegação da CDU do Cadaval visitou, este sábado, a Freguesia do Painho. Esta iniciativa foi a primeira de um conjunto de visitas às dez freguesias do concelho numa iniciativa denominada «10 vezes Cadaval – Jornadas pela nossa Terra».
Situada no extremo Norte do concelho, a Freguesia do Painho, segundo constataram os eleitos da CDU, apresenta inúmeras carências fruto de falta de atenção dos sucessivos executivos municipais: esgotos domésticos sem grelhas e outros a céu aberto, habitações degradadas e situações de carência económica, carros abandonados na via pública, inexistência de valetas ou a sua construção desregulada, ruas que nunca foram alcatroadas, insuficiente recolha do lixo e da lavagem dos contentores, entre outras.
Nesta delegação participaram Ricardo Miguel, da Assembleia Municipal, Elsa Carvalho e Octávio Cunha, da Comissão Coordenadora da CDU, Adelaide Tavares e Filipe Martins, candidatos da CDU à Assembleia de Freguesia do Painho.


Portugal campeão na prova longa

Portugal sagrou-se pela primeira vez campeão do Mundo por equipas de corta-mato longo masculino, na terceira edição do Mundial da Federação Internacional de Desporto para Atletas com Deficiência Intelectual (INAS-FID), que terminou domingo em Wakefield, Inglaterra.
Depois de ter conquistado o ceptro mundial de corta-mato curto na prova masculina, Portugal voltou a brilhar na prova longa, depois de ter ficado em terceiro em 2002, na Polónia, e em segundo em 2004 na África do Sul.
A delegação portuguesa conquistou um total de quatro medalhas: duas de ouro por equipas, nas competições masculinas de corta-mato longo e curto, e duas de bronze individuais nas mesmas provas, ambas por Paulo Pinheiro.


«As pequenas memórias» de José Saramago

No dia do aniversário do prémio nobel português, que hoje, quinta-feira, se realiza, a Editorial Caminho e a Junta de Freguesia da Azinhaga (terra natal do autor) apresentam, num dos pavilhões da fábrica SIC, o livro «As Pequenas Memórias» de José Saramago.
A apresentação do livro começará com a leitura de excertos de «As Pequenas Memórias» por Jorge Vaz de Carvalho, seguindo-se a apresentação do disco, com Poemas de José Saramago, «Nesta Esquina do Tempo», pelos cantores João Afonso, Luís Pastor e Lurdes Guerra. Esta sessão, que se inicia às 17h00, terminará com uma intervenção do autor.
No mesmo dia, 16 de Novembro, às 18h30, na Fnac do Chiado, em Lisboa, vai ser apresentado, pela jornalista Sofia Pinto Coelho, o ensaio «Sigilo Profissional em Risco – Análise dos Casos de Manso Preto e de Outros Jornalistas no Banco dos Réus».
Esta obra foi desenvolvida a partir de um trabalho apresentado pela jornalista Helena de Sousa Freitas à Faculdade de Direito de Lisboa no âmbito de um curso de pós-graduação em Direito da Comunicação Social. Neste livro o autor recorda a polémica condenação do jornalista Manso Preto, que, ao abrigo do sigilo profissional, em 2002, se recusou a revelar ao tribunal a sua fonte numa peça sobre tráfico de droga.
No sábado, as edições Alma Azul e a Livraria Ler Devagar, na rua da Barrota, 57 (Bairro Alto), Lisboa, apresentam, às 21h30, o livro «Os Betórias» de Carlos Gravito.


Resumo da Semana