No 45º
aniversário da
Fuga
de
Caxias
PCP evoca a fuga de Caxias
Uma fuga audaciosa pela liberdade <br>e pelo socialismo
O PCP está a evocar os 45 anos da fuga que, em 4 de Dezembro de 1961, devolveu à liberdade oito destacados dirigentes e militantes comunistas. Na segunda-feira, quatro protagonistas da heróica fuga guiaram uma visita ao interior do estabelecimento prisional. À noite, numa sessão evocativa, explicaram os pormenores e as curiosidades desta fuga, realizada em pleno dia, perante o olhar atónito dos guardas armados.
A prisão de Caxias - Reduto Norte ainda hoje recolhe reclusos. Já não é uma prisão política, mas lá estão os altos muros, o arame farpado, as torres de vigia e os guardas prisionais. Apesar da segurança apertada, foi permitida a entrada a dezenas de militantes comunistas para evocar a fuga de 1961. Entre eles encontravam-se os quatro participantes na fuga – António Gervásio, Domingos Abrantes, Ilídio Esteves e António Tereso –, antigos resistentes e presos políticos e alguns dirigentes do Partido, como Luísa Araújo, Manuela Bernardino e o secretário-geral do Partido, Jerónimo de Sousa.
O grande portão que o carro blindado arrancou não existe mais. Hoje é uma entrada moderna, de pesadas portas electrónicas. Mas o túnel, o segundo portão e o Fosso Interior estão lá. Foi neste local que os visitantes se concentraram para ouvir algumas explicações dos participantes.
As paredes são altas e o pátio exíguo. Observando o local dá para perceber ainda melhor a mestria necessária para conduzir o carro naquelas condições.
Em seguida, divididos em dois grupos, os visitantes foram conhecer os locais da fuga. A sala 2, onde se encontravam enclausurados sete dos oito fugitivos, ainda funciona como sala de presos. À saída, a comunicação social esperava os visitantes. Jerónimo de Sousa destacou que esta fuga – que durou sessenta segundos – provocou um «profundo abalo no fascismo». Para o dirigente comunista, é importante recordar que «no tempo da fuga havia luta e resistência antifascista» e que nessa luta pela liberdade e pela democracia os comunistas portugueses tiveram um «papel fundamental».
Ao final da tarde, na Casa do Alentejo, em Lisboa, realizou-se uma sessão evocativa da fuga de Caxias. No átrio da Casa do Alentejo, uma exposição explicava a fuga. A exposição ficará patente no local até ao dia 10.
A sessão, na qual participaram largas dezenas de pessoas, foi dirigida por Manuela Bernardino, do Secretariado do Comité Central. A dirigente do Partido anunciou que está a ser preparado um livro sobre as fugas dos comunistas das prisões fascistas. Nestas páginas, publicamos alguns aspectos das intervenções dos quatro protagonistas da audaciosa fuga.


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