Naufrágio na Nazaré

Um barco de pesca naufragou ao lago de Pataias, na Nazaré, na sexta-feira, provocando a morte a seis tripulantes. Apenas um foi resgatado com vida por um helicóptero. Os pescadores pertenciam à comunidade das Caxinas, em Vila do Conde.
Insatisfeito com a demora do salvamento, o Sindicato dos Trabalhadores da Pesca do Norte exigiu uma investigação que aponte os responsáveis pela morosidade da intervenção dos meios de socorro.
«É repugnante que, mais uma vez, os meios tenham chegado mais de duas horas depois do alerta, assistindo populares e a própria Polícia Marítima impotentes, em directo, à agonia dos pescadores em aflição», considera o sindicato.
«Apesar das medidas de controlo e fiscalização que o Governo, com pompa e circunstância, tem anunciado, a verdade é que no que se refere ao socorro a náufragos, nada se faz. Ao invés, até se tem vindo a descaracterizar navios salva-vidas e motos de socorro do Instituto de Socorros a Náufragos, para que estes sejam utilizados na caça à multa», destaca.


Sete mil crianças em risco

Os serviços de saúde sinalizaram mais de sete mil crianças em risco, entre 2002 e 2004, através dos serviços de internamento, urgências e consultas externas. Segundo um relatório da Inspecção-Geral da Saúde, foram identificados 246 casos de crianças e jovens abandonados ou vítimas de rejeição familiar, 592 vítimas de abuso sexual, 1014 vítimas de maus-tratos físicos ou psicológicos, 1542 negligenciados e 2294 vítimas de outros factores de risco.
Nos centros de saúde, a IGS concluiu que as principais problemáticas detectadas são a sujeição a comportamentos que afectam a sua segurança e equilíbrio emocional, a negligência, os maus-tratos físicos ou psicológicos.
O relatório também faz referência ao abandono ou rejeição familiar, a sujeição a actividades ou trabalhos excessivos ou inadequados à idade, o abuso sexual e a entrega a actividades ou consumos que afectam a saúde, segurança, formação ou desenvolvimento da criança sem oposição dos seus representantes legais.
O relatório conclui que as situações de risco são fruto de situações de negligência e de disfuncionalidades familiares, resultantes «sobretudo da precariedade económica, de questões relacionadas com a saúde mental, os comportamentos aditivos e a maternidade precoce».


Novas habilitações profissionais para professores

O Conselho de Ministros aprovou o novo regime de habilitação profissional para a docência, na semana passada. De acordo com o decreto-lei, os candidatos a professores terão de ter uma licenciatura em Educação, complementada por um mestrado na área que pretendem leccionar.
Segundo o documento, os professores do 1.º e 2.º ciclos vão ter a mesma formação generalista, realizando uma licenciatura de três anos, seguida de um mestrado nas áreas de Português, Matemática, Estudo do Meio e Expressões, que varia entre um ano e meio e dois anos.


Reino Unido salda dívidas da II Guerra Mundial

O Reino Unido pagou, na sexta-feira, o último empréstimo aos Estados Unidos e ao Canadá, contraído para financiar a II Guerra Mundial e a posterior reconstrução do país. Desde 1950 foram feitos 50 reembolsos.
De acordo com o Ministério das Finanças britânico, os Estados Unidos e o Canadá receberam cerca de 106 milhões de dólares (80 milhões de euros). No total, a Grã-Bretanha devolveu a ambos os países cerca de 10 mil milhões de dólares (sete mil milhões de euros).
As dívidas do Reino Unido relativas à I Guerra Mundial não foram totalmente saldadas, tendo sido decidido suspender os reembolsos em 1934.


Recorde de condenações à morte no Japão

Em 2006, o Japão bateu o recorde de condenações à morte: foram pronunciadas 44 penas capitais pela justiça. Actualmente, 94 pessoas esperam a execução no corredor da morte. Trata-se igualmente de um número recorde.
No dia de Natal foram executados quatro condenados, entre os quais dois septuagenários. Estas mortes marcam o fim de uma moratória de mais de 15 meses em relação aos enforcamentos.
Segundo as estatísticas oficiais, a população de condenados à morte cresce constantemente. O número de condenados à morte passou de 24 para 46 entre 1980 e 1990, superou a barreira dos 50 em 1991, para atingir os 66 em 2004 e os 77 em 2005.
«Os tribunais japoneses têm a tendência de impor sentenças cada vez mais pesadas, enquanto a opinião pública as aceita cada vez melhor», afirmou Azaho Mizushima, jurista da universidade de Waseda, citado pela Lusa.


Resumo da Semana