5 milhões em indemnizações a gestores públicos

O Tribunal de Contas revelou, na semana passada, que dez empresas públicas pagaram 5,137 milhões de euros de indemnizações a gestores que cessaram funções antes do fim do mandato, entre 2003 e 2006.
A Caixa Geral de Depósitos foi a empresa que mais pagou em indemnizações a administradores (4,202 milhões de euros), seguida pela TAP Portugal (456 mil euros) e pelas três empresas do sector do transporte ferroviário, que, em conjunto, despenderam 313 mil euros.
O Tribunal de Contas considera que, em geral, não foram explicitados os motivos que justificaram o termo dos mandatos antes do seu final, observando que em muitas situações a cessação dos mandatos coincide com a mudança dos titulares das pastas governamentais que tutelam as empresas onde há mudanças.


Preço dos medicamentos aumentou

O custo para os consumidores dos medicamentos e especialidades farmacêuticas aumentou 6,74 por cento no último trimestre de 2006, face a igual período de 2005. Comparando com o trimestre anterior, o custo dos medicamentos e especialidades farmacêuticas agravou-se 6,32 por cento, segundo informações do Instituto Nacional de Estatística.
Em declarações à Lusa, José Aranda da Silva, bastonário da Ordem dos Farmacêuticos afirmou que esta subida estará relacionada com o fim da majoração de 10 por cento da comparticipação dos genéricos e a reduções com a comparticipação de alguns medicamentos (de 100 para 95 por cento e de 40 para 20 por cento), bem como a retirada de comparticipação a um conjunto de medicamentos, que passaram a ser pagos na totalidade pelos doentes.


Ministro admite voos para Guantanamo

O ministro dos Negócios Estrangeiros confirmou a passagem pelos Açores de sete voos «de e para» a base militar norte-americana de Guantanamo. Nas palavras de Luís Amado tratar-se-ia de «voos militares» e não de voos ilegais da CIA.
«Confirmo que houve voos ao abrigo da operação “Enduring Freedom”, mas não são voos da CIA. Houve voos militares para a base militar de Guantanamo e da base militar de Guantanamo ao abrigo de uma operação que tem mandato das Nações Unidas e da NATO», afirmou o governante, na semana passada.
«Não cabe ao Estado português pôr em causa a boa-fé da gestão desses voos», acrescentou Luís Amado.


Faleceu Maria Luísa Antunes Gonçalves...

Maria Luísa Antunes Gonçalves, colaboradora do Notícias da Amadora, faleceu no domingo, vítima de doença prolongada. Luísa Gonçalves trabalhou e escreveu para o Notícias da Amadora e enfrentou o desafio de editar o jornal, acompanhada por jornalistas, colaboradores e outros amigos, quando Orlando Gonçalves foi preso pela PIDE nas vésperas do 25 de Abril. Durante toda a vida lutou pelos ideais democráticos e a conquista da liberdade, sendo militante do PCP desde 1974.
Companheira de Orlando Gonçalves, Luísa Gonçalves fez parte, desde 1963, do Notícias da Amadora, onde foi revisora e colaboradora. Era mãe de Maria Antonieta Curado Noronha e Orlando César, actual director do Notícias da Amadora.
Maria Luísa Gonçalves publicou quatro livros de poemas, o último este ano: A Razão de Recordar, Viver da Gente, Não Matem o Sonho e Sangue é Vermelho e Vida. Editou ainda um livro de contos, Sou como Sou.


Resumo da Semana