Breves
VW promete <br>2 200 empregos na Bélgica
O construtor de automóveis alemão prometeu manter 2200 postos de trabalho na fábrica belga de Forest, arredores de Bruxelas, mas pretende aumentar o horário de trabalho sem compensação salarial.
Depois de ter retirado o modelo Golf, principal ocupação dos mais de cinco mil trabalhadores actuais, a direcção do grupo garante que continuará a produzir na Bélgica o modelo Pólo e, a partir de 2008, um novo automóvel de pequenas dimensões da marca Audi.
No entanto, no plano de reestruturação apresentado aos operários, dia 8, o fabricante exige o aumento do horário semanal das 35 para as 38 horas, com uma das medidas para reduzir em 20 por cento os custos de mão-de-obra.

Alemanha <br>lidera exportações
As exportações alemãs bateram mais um recorde histórico em 2006, confirmando o país como o maior exportador mundial, pelo quarto ano consecutivo, à frente dos Estados Unidos e da China.
Segundo os dados publicados, dia 8, pelo gabinete de estatísticas federais, o valor das mercadorias exportadas aumentou 13,7 por cento, atingindo os 894 mil milhões de euros. Este resultado é atribuído ao incremento da procura mundial e ao fraco aumento dos salários dos trabalhadores alemães que, no ano passado, se fixou em 1,5 por cento.
Em consonância, a balança comercial registou um excedente recorde de 162 mil milhões contra os 158 mil milhões de 2005. Os países da União Europeia são os principais clientes dos produtos germânicos (62% das exportações), cujo leque é constituído essencialmente por máquinas, química, veículos e peças automóveis.
O comércio externo foi responsável por 0,8 por cento do crescimento da economia alemã (PIB), cifrado em 2,5 por cento. Ao mesmo tempo, as importações aumentaram 16,5 por cento, alcançando 731,7 mil milhões de euros.
Entretanto, a agência federal para a economia externa (BFAI) avisa que a Alemanha corre o risco de ser ultrapassada pela China já em 2008, prevendo as exportações germânicas possam crescer a um ritmo de dez por cento, enquanto o gigante asiático progredirá em torno dos 20 a 25 por cento nos próximos dois anos.

Greve ameaça<br><em>British Airways</em>
Milhares de trabalhadores de terra da transportadora aérea britânica British Airways ameaçam paralisar em protesto contra o plano de pensões aceite pelos sindicatos maioritários da empresa há duas semanas.
Ao contrário dos outros três sindicatos (Amicus, Transport and General Workers' Union y British Airline Pilots' Association), o General Municipal and Boilermakers Union, que representa cerca de 4500 trabalhadores de terra, promoveu uma consulta informal por correio aos seus associados sobre a proposta da companhia.
O resultado foi inequívoco: 68 por cento pronunciaram-se negativamente, considerando inaceitável o aumento de contribuições previsto para que possam manter o actual nível das pensões de reforma.

PE discute <br>voos da CIA
O Parlamento Europeu tinha agendado para ontem, quarta-feira, 14, o debate e votação do relatório final sobre as actividades ilegais da CIA em território europeu, que acusa os governos dos estados-membros de «fechar os olhos» aos voos realizados pela agência norte-americana.
O documento, já aprovado em Comissão parlamentar com 28 votos a favor, 17 contra e três abstenções, pede ao Conselho da Europa que abra de imediato uma investigação independente para avaliar a possibilidade de aplicar sanções aos estados que «violaram de forma grave e persistente os direitos humanos».

Royal promete <br>pacote social
A candidata socialista às eleições presidenciais francesas, Ségolène Royal, divulgou, no domingo, 11, o seu programa de governo, que inclui uma centena de medidas de carácter social, designadamente, um aumento de 20 por cento do salário mínimo, que passaria dos actuais 1254 euros para 1.500 euros.
Royal promete ainda aumentar as pensões de reforma em cinco por cento, manter o cálculo do subsídio de desemprego em 90 por cento do salário auferido, durante o primeiro ano da prestação, e construir 120 mil habitações sociais, entre outras propostas que recheiam o seu «pacto presidencial».